Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Nanotecnologia aplicada aos cosméticos – ABC Cosmetologia

Quimica e Derivados
14 de maio de 2016
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    Compostos com esta característica tendem a formar espontaneamente lipossomos, quando o diâmetro do grupo da cadeia hidrofílica (cabeça) corresponde à cauda da cadeia lipofílica. Estas condições atendem idealmente os fosfolipídios.

    Química e Derivados,

    FIG. 2 – Secção transversal de um lipossoma

    a – Transportadoras de substâncias ativas: De acordo com o processo de fabricação, podem-se obter diferentes tipos de substâncias internas do lipossoma. Atuam como transportadores de enzimas, antibióticos, proteínas, vitaminas e outros tipos de ingredientes ativos.

    A substância encapsulada pode ser hidrofílica ou lipofílica, dependendo de sua característica.

    b – Protege as substâncias ativas sensíveis

    A substância ativa não pode ser metabolizada isto é, são conservadas as funções fisico-químicas das substâncias ativas internas.

    c – Prolonga o tempo de ação das substâncias ativas no organismo, aumentando o intervalo entre as aplicações.

    MECANISMO DE AÇÃO

    Os lipossomos libertam seus princípios ativos de três modos:

    1. Difusão das substâncias ativas através das paredes intactas da vesícula.

    2. A substância ativa é liberta após a decomposição do lipossoma

    3. Fusão do lipossoma com adequada estrutura lipofílica libertando assim a substância ativa.

    As interações entre as células e os lipossomas se dão através da absorção da membrana celular. São capazes de se acumular em cada tipo de célula (adsorção) e lentamente libertar seus conteúdos. Aumentam a barreira de permeabilização epitelial, a qual é composta de membranas lipídicas inseridas nos espaços intercelulares do extrato córneo.

    As preparações comerciais dos lipossomas podem ser compostas de leticinas consideradas como fosfatidilcolina, obtidas da soja purificada ou da gema do ovo, por exemplo. São utilizadas nas formulações em dosagens compatíveis com a eficácia que se deseja, de acordo com estudos e pesquisas de desenvolvimento prévias, e são incorporadas na fase aquosa das emulsões em geral, a temperaturas menores que 40°C.

    Como conclusão, podemos entender que existem vários tipos de opções de produtos nanoestruturados, como lipossomas, nanossomas, nanosoferas, fitossomas entre outros, de acordo com o tamanho das partículas, destinados a diferentes aplicações cosméticas, de acordo com o veículo interno e a função básica.

    Contudo, há a preocupação com os possíveis riscos no uso dos nanomateriais, sendo que ainda há alguma controvérsia sobre a sua segurança. Por um lado, temos as partículas solúveis ou biodegradáveis e que se desintegram em seus componentes moleculares, os quais, por sua vez, são atóxicos. Essas são partículas muito utilizadas na área dos nanomedicamentos e nanocosméticos. (portal.anvisa.gov.br/…/Relatoriodoseminario de inovação).

    De acordo com a Portaria Nº 1.358, de 20 de agosto de 2014, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, foi instituído em 2014 o Comitê Interno de Nanotecnologia da Anvisa. Entre as atribuições do comitê, está a elaboração de normas ou guias específicos para a avaliação e controle de produtos que utilizam nanotecnologia. A regulamentação da nanotecnologia em produtos cosméticos ainda não está propriamente definida tanto no âmbito internacional como local.

    Texto: Engª. Enilce Maurano Oetterer



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