ABC Cosmetologia: Ativos repelentes de insetos

Cuidados do consumidor na hora de comprar o repelente:

O consumidor deverá ficar atento em observar a rotulagem do produto, verificando as instruções de uso, no que se refere ao modo de aplicação, às condições de armazenamento e precauções, bem como os seus cuidados no manuseio. É importante observar se o repelente é adequado para o uso em crianças.

PRECAUÇÕES NO USO DE REPELENTES SOBRE A PELE

• Ler as instruções antes de usar
• Escolher os produtos, de acordo com a idade do usuário
• Não deverá ser utilizado sobre a pele irritada ou com apresentar lesões
• Não usar nenhum tipo de pulverizador diretamente sobre o rosto
• Em casos de transpiração intensa, reaplicar o produto
• Não ingerir e não o inalar o produto
• Aplique o produto de forma homogênea em todas as partes expostas da pele
• Aplique primeiramente o produto nas mãos e a seguir leve ao rosto
• Não aplique na região dos olhos, boca e mucosas

O uso de repelentes não dispensa nem substitui as demais medidas no combate às doenças transmitidas por mosquitos.

De acordo com o Center for Disease Control ( CDC), para os repelentes DEET, IR3535, Icaridin, OLE -Óleo de Eucalipto Citriodora, IR3535, a sua aplicação deve ser feita com os seguintes cuidados:

• Aplicar apenas nas partes de pele descobertas e nas roupas conforme as indicações do fabricante, nunca devendo ser aplicado sobre a pele coberta por roupas
• Não aplicar sobre ferimentos, alergias e irritações da pele
• Nunca aplicar diretamente no rosto (aplique nas mãos e espalhe na face) nem aplicar nos lábios, olhos e mucosas
• Lavar as mãos após aplicar para evitar contatos com os olhos e ingestão acidental
• Crianças não devem manipular repelentes. Os adultos devem antes aplicar em suas próprias mãos e depois espalhar delicadamente na pele das crianças. Nunca aplique repelentes nas mãos das crianças, para evitar ingestão ou contato com os olhos, acidentalmente

Em tempos de crise econômica, é comum as pessoas buscarem soluções mais econômicas e caseiras, entretanto essa prática deve ser evitada, pois embora as receitas caseiras possam ter relativa propriedade de ação repelente, a composição normalmente não é submetida aos testes dermatológicos de alergenicidade, toxicidade, irritações cutâneas e aos testes de eficácia, relativo a dosagem e tempo de reaplicação. Dessa maneira, sem os testes apropriados, o usuário pode supor que está protegido, mas corre o risco de ser picado por mosquitos transmissores de doenças com consequências nocivas à saúde.

Óleos naturais – Estudos demonstraram que alguns os óleos essenciais apresentam poder de repelência de insetos eficaz. De acordo com a Anvisa, existem ainda produtos registrados contendo como substância ativa o extrato vegetal ou o óleo de plantas do gênero Cymbopogon nardus, conhecida como Citronela, sendo que esta propriedade está associada à presença de maiores teores de 3,8 paramentanodiol, derivado terpênico encontrado nos óleos essenciais de citronela e eucalipto citriodora, na razão de 0,5 a 1,0%.

O avanço em tecnologias e pesquisas – Devido à crítica situação da saúde pública relacionada ao aumento das doenças decorrentes do mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e do Zika, o Brasil tem avançado no combate das doenças, através de estudos e pesquisas com foco no desenvolvimento de novas combinações de ativos derivados de mistura óleos essenciais de plantas como alecrim, cravo, citronela e andiroba e outras de ação repelente. As plantas compõem rica fonte de pesquisa e muitos dos exemplares estudados mostraram-se promissores.

Fatos divulgados revelam que têm sido desenvolvidos projetos cuja iniciativa propõe o incentivo ao cultivo das plantas de ação repelente como Citronela, Eucalipto, Lavanda, Gerânio, entre outras, como método natural de combate à dengue, para os espaços externos como jardins, praças e demais ambientes externos. A árvore Nim, de origem asiática, tem grande importância no combate dos insetos, inclusive o Aedes aegypti. Todas as partes da planta são usadas na medicina tradicional e na agricultura.

No entanto, para a inserção definitiva e segura de produtos botânicos no mercado de repelentes, estudos sobre mecanismos de ação, fitotoxidade, eficácia e a real segurança do consumidor ainda são necessários.

Concluindo, estudos e desenvolvimento de novas moléculas de ação repelente se fazem cada vez mais prioritários, devido à possibilidade de escassez das matérias primas de ação repelente, com o objetivo de evitar a proliferação das várias doenças associadas aos vetores transmissores e mencionamos aqui o parecer da Anvisa: “A melhor maneira de evitar os focos do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, combater a Dengue, a Chikungunya e a Zika, ainda é a prevenção”.

Referências

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Consultas Públicas. Área de Repelentes
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/perguntas-e-respostas-zika
http://www.visa.goias.gov.br/pagina/ver/12351/vetor-da-dengue-febre-amarela-e-febre-de-chikungunya http://www.jornaldosudoeste.com.br/noticia.php?codigo=3419
http://www.auepaisagismo.com/?id=Plantas-que-atuam-como-inseticidas&in=749
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-05722011000400016
http://www2.ib.unicamp.br/profs/eco_aplicada/arquivos/artigos_tecnicos/REPEL%20MOSQUITOS%20Base%20T%E9cnica%20fim%20fim.pdf
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=373196
https://pt.wikipedia.org/wiki/

Enga Enilce Maurano Oetterer
e-mail: enilce@encosmetica.com.br
www.encosmetica.com.br

Texto: Engª. Enilce Maurano Oetterer

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