Automotivo e Aeronáutico

A importância do revestimento nanocerâmico na indústria automotiva

Quimica e Derivados
17 de abril de 2019
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    Descrição dos Ensaios e Resultados 

    Como referência foi adotado um pré-tratamento convencional à base de fosfato tricatiônico, de mesma composição utilizada pelo mercado automotivo nacional. O revestimento nanocerâmico foi gerado por meio de uma solução de ácido hexafluorzircônico. Uma vez depositados, os pré-tratamentos foram revestidos com primer de eletrodeposição catódica (e-coat) de qualidade automotiva original e submetidos a testes de corrosão acelerados, como névoa salina (ASTM B117/TSH 2354) e teste de corrosão cíclica (TSH 1555G), todas normas de qualidade OEM (Original Equipment Manufacturer). Além dos testes de corrosão, também foram executados testes físicos de aderência e impacto (ASTM D 2794-93 e ASTMD 3359, respectivamente). Todos os testes apresentaram resultados dentro das especificações. Nas Figuras de 4 e 5 são mostrados os testes de corrosão. Na Figura 6 é descrito um resumo dos resultados de corrosão, em função das camadas de nanocerâmico depositadas sobre o aço-carbono.

    Química e Derivados, A importância do revestimento nanocerâmico na indústria automotiva original (OEM)

    Outro aspecto avaliado foram os custos básicos envolvidos na utilização de um banho nanocerâmico e o de fosfatização do mercado. Os ensaios produzidos neste trabalho mostraram para o sistema estudado, excelentes resultados com a deposição de apenas 26,52 mg de Zr/m2. O mesmo nível de proteção para o fosfato dá-se com uma camada de 2,8 g de fosfato/m2. Considerando os custos apenas dos componentes químicos dos dois banhos, para formação das camadas de pré-tratamento, obtém-se uma economia entre 30% e 40% com o uso do nanocerâmico. Sem falar na economia energética, pois o nanocerâmico opera em temperaturas próximas da ambiente (25°C).

    Conclusão:

    Com base nestes aspectos e resultados obtidos, esta pesquisa mostra uma promissora possibilidade do uso de nanocerâmico em conjunto com o e-coat em montadoras automotivas. Novos testes podem ser conduzidos, combinando-se mais especificações OEM e alterações de processo no nanocerâmico. Isso é importante e é uma ótima forma para se compreender cada vez mais e aumentar o domínio sobre essa tecnologia. Espera-se, dessa forma, poder contribuir e incentivar mais trabalhos e novos desenvolvimentos com o tema nanocerâmico. As inovações trazidas por esta tecnologia nos campos econômico, ambiental e ocupacional devem ser mais exploradas para que estejam em um futuro próximo, presentes também em larga escala na indústria automotiva nacional.



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