Equipamentos e Máquinas Industriais

Válvulas – Fabricantes nacionais investem para enfrentar importações

Hamilton Almeida
15 de abril de 2012
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    química e derivados, válvulas, Carlo Rego, gerente-geral da Tyco Valves & Controls no Brasil

    Rego aposta em segmentos em fase de alto crescimento

    Como nem tudo são espinhos na vida dessas empresas, Lúcio lembra que há medidas governamentais que apoiam o setor. A exigência de conteúdo local, hoje fixado em 90%, favorece a produção nacional. “A Petrobras já exige isso”, observa. Além disso, a Abimaq conseguiu no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) a implantação de licença não automática para válvulas borboleta e solenoide. E, segundo Lúcio, está em fase de elaboração a licença não automática para as válvulas de esfera. Depois será a vez das válvulas gaveta. “O Mdic tem ouvido nossos pleitos”, conforta-se o executivo. Com essas medidas, ele considera que o setor “volta a respirar”.

    Investimento fabril – A Emerson Process Management está investindo cerca de R$ 60 milhões na ampliação das suas instalações em Sorocaba-SP. O investimento, iniciado em janeiro de 2011, transformou a unidade em sede do grupo no Brasil e torna mais ágil o atendimento às necessidades dos seus clientes. Na primeira fase da ampliação, concluída em março deste ano, a área ocupada pela linha de válvulas quintuplicou.

    “Estamos montando a nossa fábrica para ser uma referência nacional”, afirma o diretor da unidade de negócios de válvulas no Brasil, Frank Kwan. Com esta ampliação, a Emerson passa a fabricar aqui o que antes era importado, por exemplo, os atuadores de válvulas Bettis e Elo-Matic. “Está nos planos também a ampliação da linha de válvulas de controle Fisher, já fabricadas no país”, complementa o executivo. A segunda fase do projeto será iniciada em outubro deste ano e tem conclusão prevista para dezembro de 2013.

    Kwan revela que, há pouco mais de dez anos, a ideia da matriz era fazer do Brasil apenas um ponto de distribuição dos produtos fabricados pela Fisher dos Estados Unidos. “Mas a aceitação foi muito boa e, hoje, atendemos clientes de outros países da América do Sul, como Argentina, Chile e Venezuela. Tudo porque operamos a planta com padrão mundial, ou seja, o produto feito aqui é o mesmo de todas as fábricas espalhadas pelo mundo”, garante.

    A gerente de vendas de válvulas de controle Darci Rocha afirma que, com as ampliações, a Emerson pretende ganhar mais mercado. “Nossas marcas já tinham grande participação e, agora, com mais espaço, estamos aptos a ampliar a fabricação local, aumentando a nossa produtividade e as vendas.”

    Darci destaca o posicionador digital inteligente Fieldvue, agora em nova versão, sem link mecânico e com “grande aceitação no mercado”. Ela acrescenta: “Este produto tem opção para válvulas de controle e também para as válvulas de emergência (SIS), proporcionando em ambas a capacidade de diagnóstico para manutenção preditiva.” Este posicionador já tem mais de 1,2 milhão de unidades vendidas, a maior base instalada de posicionadores digitais do mundo.

    Novidades – A executiva de vendas também faz questão de destacar o lançamento da nova válvula borboleta para controle Control Disk, cuja característica diferencial é a excelente controlabilidade, mesmo com grandes variações de range de operação.

    química e derivados, válvulas, Emerson Process Management, Frank Kwan

    Kwan: produção da linha fisher será ampliada em Sorocaba-SP

    Como inovação da Emerson na área de wireless, o gerente de vendas de Valve Automation, Fábio Ferreira, destaca o adaptador wireless Thum e também os transmissores de posição de válvula da linha Topworx. “Eles proporcionam monitoramento pela tecnologia wireless Hart para manutenção preditiva inteligente em áreas de difícil acesso e podem ser utilizados em válvulas de controle ou on-off, reguladores industriais, controladores de nível e válvulas de alívio”, explica.

    Para Kwan, a grande fortaleza da Fisher no Brasil e no mundo é a combinação de recursos globais com flexibilidade local. “A fabricação local nos dá a possibilidade de alavancar os recursos globais e de adaptá-los ao mercado brasileiro, proporcionando melhores níveis de serviço para os nossos clientes, por exemplo: tempo de entrega, suporte de engenharia, treinamentos em português, assistência técnica local, diagnósticos e outros serviços pós-venda.”

    Kwan vê o futuro com bons olhos: prevê que a unidade de negócio de válvulas continue crescendo dentro do mercado brasileiro e aumente as exportações para a América do Sul. “A cada dia, estamos aprimorando o nosso tempo de entrega, desenvolvendo novas linhas de produtos e incrementando as nossas capacidades de serviço e atendimento local ao cliente. Sabemos que o mercado é muito seletivo”, conclui.



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