Equipamentos e Máquinas Industriais

Válvulas – Fabricantes nacionais investem para enfrentar importações

Hamilton Almeida
15 de abril de 2012
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    química e derivados, válvulas, Djalma Bordignon

    Bordignon: importações tomaram mais de 70% do mercado local

    A Flowserve investe em duas novas células de produção em São Caetano do Sul-SP para ampliar o conteúdo local de alguns de seus produtos. Também está criando um centro de serviços em Três Lagoas-MS para dar suporte à crescente indústria de celulose naquela região, afirma Machado. A empresa produz um grande número de tipos de válvulas: controle, quarto de volta, multivoltas, retenção, posicionadores, globo, esfera, gaveta etc.

    A Tyco realiza, nas palavras de Rego, “um grande investimento nas unidades fabris (compra de maquinário, renovação, atualização tecnológica, treinamento de pessoal), além de um plano de expansão de unidades de serviços de manutenção”. Nos próximos meses, a empresa vai instalar uma unidade de serviços em Macaé-RJ e outra de serviços e escritório comercial em Belo Horizonte-MG. Serão unidades de manutenção de válvulas. Trata-se de uma expansão geográfica da Tyco, que tem como objetivo prestar um melhor atendimento aos seus clientes espalhados pelo país. A Valves & Controls é uma unidade de negócios da Tyco Flow Control, fundada em 1960, nos EUA. É uma das principais fabricantes e comerciantes de válvulas, atuadores e controles, fornecendo produtos, serviços e soluções para aplicações nas indústrias de óleo e gás, de energia, de mineração, de produtos químicos, de alimentos e bebidas e de construção.

    Com fábricas em São Paulo e em Sorocaba-SP, a Tyco fabrica em média 10 mil válvulas por ano. As empresas Westlock, Biffi e Morin, pertencentes à Tyco, dedicam-se exclusivamente à automação industrial, em que um sistema completo e moderno monitora e controla as válvulas. A Tyco trabalha basicamente com três tipos de válvulas: de controle (regulam o fluxo do fluido, pressão e temperatura com extrema precisão, por meio de um posicionador); de segurança (conhecidas como válvulas de alívio de pressão, têm a função de garantir a segurança do equipamento industrial contra aumento de pressões indesejadas); e borboleta (podem exercer a função de controlar o fluxo ou de realizar bloqueio, e são conhecidas também como válvulas on-off). A empresa ainda oferece válvulas guilhotina, esfera e sanitárias, entre outras, que são fabricadas fora do Brasil.

    química e derivados, válvulas, Luiz Vieira Machado, gerente-geral da divisão de válvulas da Flowserve

    Machado vê mercado estável e investe em produção e serviços para alcançar a meta de crescer entre 10% e 15% em 2012

    A política da Durcon é a de fabricar produtos que não têm similar no Brasil, com muita tecnologia e alto valor agregado. Isto permite à empresa exportar e competir no Brasil com os produtos importados. Trabalha-se forte em seis linhas de produtos: válvulas de controle para serviço severo, by-pass de turbinas e condicionadoras de vapor, para controle de pressão e temperatura de vapor, com redução escalonada da pressão; válvulas borboleta triexcêntricas, com vedação metal/metal, para bloqueio e controle em aplicações com líquidos, gases e vapor saturado; válvulas de recirculação, para proteção de bombas centrífugas, evitando a operação abaixo da vazão mínima especificada pelo fabricante da bomba e incorporando a função de válvula de retenção. Modelos: NVM, NVL e VRM; válvulas gaveta, globo e retenção, para bloquear, controlar e evitar o contrafluxo em aplicações com líquidos, gases, vapor saturado e superaquecido. Modelos: aparafusadas e pressure seal; visor bicolor e indicador de nível de caldeiras; válvulas globo para dreno e bloqueio com alta pressão.

    Além disso, a Durcon está desenvolvendo uma família de válvulas guilhotina especiais para mineração, que será lançada em 2013. No mercado desde 1974, a Durcon-Vice possui três fábricas no Brasil (a quarta está em construção) e uma nos EUA.

    Lúcio relata que a RTS apresentou números de desempenho crescentes até a crise internacional de 2008. Veio, então, um período de vacas magras, com o avanço da desindustrialização, e chegou-se a 2011, que foi considerado “um ano atípico”. No ano passado, a RTS registrou 20% de expansão na produção e no faturamento. E 2012 ainda é uma incógnita. Não se arrisca a fazer previsões. A RTS produz uma média de duas mil válvulas por mês.

    A CSVI estima que há cerca de 20 fabricantes de válvulas industriais instalados no país, sendo 15 de capital nacional e cinco estrangeiras. Há algum tempo, a relação continha mais de 50 indústrias. As importações explicam a redução. Para Lúcio, 90% do que é consumido no país é importado; as indústrias locais estariam, portanto, suprindo apenas 10% da demanda. Bordignon exibe outros números: hoje, 75% das válvulas consumidas são importadas e apenas 25% são fabricadas no Brasil.



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