Válvulas – Fabricantes nacionais investem para enfrentar importações

química e derivados, Válvulas, Válvula borboleta de grande porte fabricada pela RTSOs fabricantes de válvulas industriais instalados no Brasil padecem dos efeitos do processo de desindustrialização que os pressiona desde 2005. A situação adquire contornos mais dramáticos para a indústria em geral, pois uma onda de desnacionalização está varrendo o setor e “tende a aumentar”, na avaliação de Pedro Lúcio, presidente da Câmara Setorial de Válvulas Industriais (CSVI), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O cenário ruim não é suficiente para ocultar, entretanto, um fundo de esperança: há vários projetos de investimentos produtivos em andamento.

Atualmente, o mercado está “praticamente estagnado” e a expectativa da CSVI é que as recentes políticas de apoio ao setor industrial anunciadas pelo governo federal aliadas ao andamento de projetos de porte, como os da Petrobras, forcem a retomada da economia. “Se 2012 repetir o desempenho do ano passado, será uma vitória”, consola-se Lúcio.

A invasão de válvulas chinesas é uma das principais razões da chamada desindustrialização. Lúcio calcula que esse produto chegue ao Brasil com um preço médio cerca de 40% mais barato que o similar local, tornando muito difícil a competição. Nem sempre a qualidade do produto importado se equipara à do produto made in Brasil; o preço, porém, faz toda a diferença no momento da compra.

A concorrência com o produto im­portado “é desleal”, na avaliação de Djalma Bordignon, gerente comercial da KSB Válvulas Ltda. “O ‘custo Brasil’ é um dos maiores do mundo e falta isonomia, principalmente por parte da Petrobras, quanto aos requisitos técnicos normatizados e de inspeção”, adverte. De acordo com Bordignon, os preços das válvulas nacionais “estão mais de 20% acima dos europeus”. Em comparação com os asiáticos, a relação é “absurda, pois os preços praticados sem internação não pagam sequer a nossa matéria-prima”. Ele afirma que os governos dos outros países concedem novos incentivos à exportação a cada medida que o governo brasileiro adota para resguardar a indústria local.

Luiz Vieira Machado, gerente-geral da divisão de válvulas da Flowserve, declara que os preços no mercado interno estão “em constante declínio, em razão da pressão advinda da questão cambial e da excessiva concorrência, que é uma particularidade desse setor”. Ele defende o ponto de vista de que “a grande questão” ao redor das importações é de caráter cambial: “A excessiva valorização da nossa moeda representa automaticamente um incentivo às importações.”

Alejandro Hube, diretor da Durcon, também concorda que as importações estejam afetando o ritmo dos negócios locais, mas não foge à luta: “Entendemos que não há nada a fazer a não ser competir, ou seja, melhorar a qualidade e a produtividade, diminuir os custos de matéria-prima (com importações), melhorar o atendimento aos clientes e buscar aumento de escala de produção por meio de vendas no mercado internacional.”

Hube não deixa, contudo, de enfatizar o lado paradoxal dessa história: “O mercado de válvulas industriais está crescendo no Brasil e demanda volumes cada vez maiores. Para os fabricantes locais, as mudanças no ambiente de negócios que aconteceram nos últimos sete anos criaram uma situação muito difícil.”

Competição impossível – Na realidade, reconhece Hube, é “impossível” competir com os produtos de origem asiática ou com os fabricantes que, geograficamente, estão sediados no Primeiro Mundo, mas fabricam as válvulas na Ásia. A porta de saída para a Durcon foi fabricar produtos em menor escala e considerados especiais, de alta tecnologia. Esses produtos não são atraentes para os asiáticos, que focam em produtos de grande escala, importantes para gerar os empregos necessários em suas economias em desenvolvimento.

Em tom mais ameno, Carlo Rego, gerente-geral da Tyco Valves & Controls no Brasil, endossa os comentários: “Acompanhamos de perto o impacto que a concorrência internacional muitas vezes representa, algo que está ocorrendo em praticamente todo o mercado brasileiro. Temos visto também as iniciativas da Abimaq para justamente incentivar a indústria local pela aplicação de uma regulamentação mais rígida da concorrência entre a indústria nacional e a estrangeira.”

Lúcio aponta a valorização do real e a elevada carga tributária como fatores limitantes para o desenvolvimento da indústria nacional. Estima-se que os tributos representem 40% dos preços dos produtos industrializados. O real se valorizou 49,9% em relação ao dólar no período 2006-2011. A indústria de transformação cresceu apenas 9,2% naquele espaço de tempo.

Hube acrescenta: “Com a crise mundial, os mercados internacionais de válvulas dos países desenvolvidos se contraíram e esses fabricantes vêm comercializar os seus produtos no Brasil, oferecendo condições de financiamento muito competitivas, garantidas pelos governos dos países exportadores para assegurar postos de trabalho.”

química e derivados, produção de válvulas especiais, Pedro Lúcio, presidente da Câmara Setorial de Válvulas Industriais (CSVI)
Lúcio: produção de válvulas especiais segue competitiva

Em meio a essa instabilidade, desencadeou-se um crescente movimento de fusão e aquisição de empresas. Nos últimos dois anos, multinacionais adquiriram cinco empresas com atuação no país: a Cameron comprou a Vescon; a GE adquiriu a Dresser; a Tyco ficou com a Hiter; a Circor incorporou a SF Válvulas; e a IMI absorveu a Interativa. Lúcio acredita que outros negócios semelhantes irão acontecer e vê com preocupação o avanço das poderosas transnacionais sobre as empresas de capital nacional: “Essas empresas não têm raízes aqui. Assim como estão chegando, podem resolver deixar o país de uma hora para outra se os negócios não forem muito bons”, apontou.

Diante do dilema de fechar ou vender a fábrica ou se transformar em distribuidora de produtos importados, a Durcon optou por encarar os desafios do mercado. “Decidimos continuar como fabricante de válvulas e competir em qualidade com o produto americano ou alemão, porque entendemos que esta é a nossa vocação”, informa Hube. A crise desencadeou uma reação que resultou no fortalecimento da empresa. Este ano, a Durcon deve vender o equivalente a R$ 55 milhões, registrando um crescimento de 15%. “Acreditamos que poderemos manter esta taxa de crescimento nos próximos cinco anos e atingir o objetivo de faturar R$ 110 milhões em 2017”, afirma o executivo.

Voz discordante, Rego declara que o mercado de válvulas industriais desfruta de uma fase de “relativa estabilidade”. A razão, para ele, é simples: “Como a Tyco atua em mercados já maduros, como petróleo e gás e processos industriais (indústria química, açúcar e álcool, alimentos e bebidas, papel e celulose, etc.), a nossa estratégia tem sido desenvolver novos mercados, como o de mineração, que tem vivido um momento de crescimento.” Machado, da Flowserve, tem ideia semelhante: “O mercado se manteve estável quando analisado com o crescimento geral da economia brasileira.”

química e derivados, válvulas, KSB
Válvula de esfera da KSB tem alto grau de nacionalização

Já Bordignon considera que o mercado de válvulas no Brasil está comprador, com muitos investimentos em vários segmentos. Mas, com as importações, “perdemos mais de 70% do mercado para os fabricantes estrangeiros, na maioria asiáticos (China)”. Ele descreve o tom da situação: “Quando conseguimos fechar contratos, nossos preços são tão baixos que não deixam margens para os investimentos necessários. Estamos, portanto, no processo de desindustrialização do Brasil. E ficaremos totalmente dependentes de outros países industrializados.”

Ele revela que a KSB acusou, no período 2008-2010, um crescimento da ordem de 20% anual, em comparação com 2005-2006. Em 2011, porém, “voltamos aos níveis de 2006, ou seja, houve uma queda de mais de 50% nas vendas, enquanto o volume de compras aumentou”. A divisão de válvulas da Flowserve fatura cerca de R$ 40 milhões por ano, segundo Machado. As perspectivas são otimistas: “Projetamos crescimentos anuais entre 10% e 15% para os próximos cinco anos.”

Sobrevivendo – Também presidente da RTS Ind. e Com. de Válvulas Ltda., com três unidades fabris e sede em Guarulhos-SP, Lúcio revela o segredo da sobrevivência da sua empresa, fun-dada por ele há 28 anos: a produção de válvulas especiais, borboleta e gaveta, de até 80 polegadas de diâmetro. Na busca de caminhos diferenciados de produção, a RTS está investindo desde o ano passado cerca de R$ 3 milhões em máquinas, com recursos próprios, para a fabricação dessas válvulas. Entre as novidades tecnológicas, as válvulas triexcêntricas, duplo bloqueio, classe de pressão até 1.500 libras, e as de retenção com maior índice de vazão. A RTS está fabricando válvulas borboleta triexcêntricas de bronze para a Petrobras. É um produto de última geração que não se fabricava no país.

química e derivados, válvulas, Alejandro Hube, diretor da Durcon
Hube: impossível competir com asiáticos nos produtos seriados

A KSB está investindo cerca de R$ 70 milhões na construção de uma planta industrial em Jundiaí-SP, com inauguração prevista para agosto deste ano. A nova fábrica de válvulas terá 10 mil m² e máquinas operatrizes modernas, para alta produção. Com matriz na Alemanha, a KSB adquiriu, em 2005, a IVC S.A. Indústria de Válvulas e Controles. Fundada em 1974, a IVC havia incorporado a Vanasa, em 1986. A KSB fabrica válvulas industriais do tipo esfera, gaveta, globo, borboleta, retenção e atuadores pneumáticos. Esses equipamentos são utilizados em vários segmentos industriais, incluindo todo o sistema Petrobras, atingindo índices superiores a 90% de conteúdo local.

A Durcon realizará, este ano e no próximo, investimentos de R$ 10 milhões em uma fábrica nova de 10 mil m2 e em máquinas de comando numérico (CNC). Hube informa que o terreno de 40 mil m2 já foi adquirido, assim como as aprovações dos órgãos pertinentes. O objetivo é aumentar a capacidade de produção em 2014 para suprir a meta de R$ 100 milhões de faturamento. “Temos planos de investimentos para promoção de nossos produtos no mercado americano. Outros investimentos de pesquisa e desenvolvimento, aumento de produtividade e diminuições de custos permanecem”, adiciona.

química e derivados, válvulas, Djalma Bordignon
Bordignon: importações tomaram mais de 70% do mercado local

A Flowserve investe em duas novas células de produção em São Caetano do Sul-SP para ampliar o conteúdo local de alguns de seus produtos. Também está criando um centro de serviços em Três Lagoas-MS para dar suporte à crescente indústria de celulose naquela região, afirma Machado. A empresa produz um grande número de tipos de válvulas: controle, quarto de volta, multivoltas, retenção, posicionadores, globo, esfera, gaveta etc.

A Tyco realiza, nas palavras de Rego, “um grande investimento nas unidades fabris (compra de maquinário, renovação, atualização tecnológica, treinamento de pessoal), além de um plano de expansão de unidades de serviços de manutenção”. Nos próximos meses, a empresa vai instalar uma unidade de serviços em Macaé-RJ e outra de serviços e escritório comercial em Belo Horizonte-MG. Serão unidades de manutenção de válvulas. Trata-se de uma expansão geográfica da Tyco, que tem como objetivo prestar um melhor atendimento aos seus clientes espalhados pelo país. A Valves & Controls é uma unidade de negócios da Tyco Flow Control, fundada em 1960, nos EUA. É uma das principais fabricantes e comerciantes de válvulas, atuadores e controles, fornecendo produtos, serviços e soluções para aplicações nas indústrias de óleo e gás, de energia, de mineração, de produtos químicos, de alimentos e bebidas e de construção.

Com fábricas em São Paulo e em Sorocaba-SP, a Tyco fabrica em média 10 mil válvulas por ano. As empresas Westlock, Biffi e Morin, pertencentes à Tyco, dedicam-se exclusivamente à automação industrial, em que um sistema completo e moderno monitora e controla as válvulas. A Tyco trabalha basicamente com três tipos de válvulas: de controle (regulam o fluxo do fluido, pressão e temperatura com extrema precisão, por meio de um posicionador); de segurança (conhecidas como válvulas de alívio de pressão, têm a função de garantir a segurança do equipamento industrial contra aumento de pressões indesejadas); e borboleta (podem exercer a função de controlar o fluxo ou de realizar bloqueio, e são conhecidas também como válvulas on-off). A empresa ainda oferece válvulas guilhotina, esfera e sanitárias, entre outras, que são fabricadas fora do Brasil.

química e derivados, válvulas, Luiz Vieira Machado, gerente-geral da divisão de válvulas da Flowserve
Machado vê mercado estável e investe em produção e serviços para alcançar a meta de crescer entre 10% e 15% em 2012

A política da Durcon é a de fabricar produtos que não têm similar no Brasil, com muita tecnologia e alto valor agregado. Isto permite à empresa exportar e competir no Brasil com os produtos importados. Trabalha-se forte em seis linhas de produtos: válvulas de controle para serviço severo, by-pass de turbinas e condicionadoras de vapor, para controle de pressão e temperatura de vapor, com redução escalonada da pressão; válvulas borboleta triexcêntricas, com vedação metal/metal, para bloqueio e controle em aplicações com líquidos, gases e vapor saturado; válvulas de recirculação, para proteção de bombas centrífugas, evitando a operação abaixo da vazão mínima especificada pelo fabricante da bomba e incorporando a função de válvula de retenção. Modelos: NVM, NVL e VRM; válvulas gaveta, globo e retenção, para bloquear, controlar e evitar o contrafluxo em aplicações com líquidos, gases, vapor saturado e superaquecido. Modelos: aparafusadas e pressure seal; visor bicolor e indicador de nível de caldeiras; válvulas globo para dreno e bloqueio com alta pressão.

Além disso, a Durcon está desenvolvendo uma família de válvulas guilhotina especiais para mineração, que será lançada em 2013. No mercado desde 1974, a Durcon-Vice possui três fábricas no Brasil (a quarta está em construção) e uma nos EUA.

Lúcio relata que a RTS apresentou números de desempenho crescentes até a crise internacional de 2008. Veio, então, um período de vacas magras, com o avanço da desindustrialização, e chegou-se a 2011, que foi considerado “um ano atípico”. No ano passado, a RTS registrou 20% de expansão na produção e no faturamento. E 2012 ainda é uma incógnita. Não se arrisca a fazer previsões. A RTS produz uma média de duas mil válvulas por mês.

A CSVI estima que há cerca de 20 fabricantes de válvulas industriais instalados no país, sendo 15 de capital nacional e cinco estrangeiras. Há algum tempo, a relação continha mais de 50 indústrias. As importações explicam a redução. Para Lúcio, 90% do que é consumido no país é importado; as indústrias locais estariam, portanto, suprindo apenas 10% da demanda. Bordignon exibe outros números: hoje, 75% das válvulas consumidas são importadas e apenas 25% são fabricadas no Brasil.

química e derivados, válvulas, Carlo Rego, gerente-geral da Tyco Valves & Controls no Brasil
Rego aposta em segmentos em fase de alto crescimento

Como nem tudo são espinhos na vida dessas empresas, Lúcio lembra que há medidas governamentais que apoiam o setor. A exigência de conteúdo local, hoje fixado em 90%, favorece a produção nacional. “A Petrobras já exige isso”, observa. Além disso, a Abimaq conseguiu no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) a implantação de licença não automática para válvulas borboleta e solenoide. E, segundo Lúcio, está em fase de elaboração a licença não automática para as válvulas de esfera. Depois será a vez das válvulas gaveta. “O Mdic tem ouvido nossos pleitos”, conforta-se o executivo. Com essas medidas, ele considera que o setor “volta a respirar”.

Investimento fabril – A Emerson Process Management está investindo cerca de R$ 60 milhões na ampliação das suas instalações em Sorocaba-SP. O investimento, iniciado em janeiro de 2011, transformou a unidade em sede do grupo no Brasil e torna mais ágil o atendimento às necessidades dos seus clientes. Na primeira fase da ampliação, concluída em março deste ano, a área ocupada pela linha de válvulas quintuplicou.

“Estamos montando a nossa fábrica para ser uma referência nacional”, afirma o diretor da unidade de negócios de válvulas no Brasil, Frank Kwan. Com esta ampliação, a Emerson passa a fabricar aqui o que antes era importado, por exemplo, os atuadores de válvulas Bettis e Elo-Matic. “Está nos planos também a ampliação da linha de válvulas de controle Fisher, já fabricadas no país”, complementa o executivo. A segunda fase do projeto será iniciada em outubro deste ano e tem conclusão prevista para dezembro de 2013.

Kwan revela que, há pouco mais de dez anos, a ideia da matriz era fazer do Brasil apenas um ponto de distribuição dos produtos fabricados pela Fisher dos Estados Unidos. “Mas a aceitação foi muito boa e, hoje, atendemos clientes de outros países da América do Sul, como Argentina, Chile e Venezuela. Tudo porque operamos a planta com padrão mundial, ou seja, o produto feito aqui é o mesmo de todas as fábricas espalhadas pelo mundo”, garante.

A gerente de vendas de válvulas de controle Darci Rocha afirma que, com as ampliações, a Emerson pretende ganhar mais mercado. “Nossas marcas já tinham grande participação e, agora, com mais espaço, estamos aptos a ampliar a fabricação local, aumentando a nossa produtividade e as vendas.”

Darci destaca o posicionador digital inteligente Fieldvue, agora em nova versão, sem link mecânico e com “grande aceitação no mercado”. Ela acrescenta: “Este produto tem opção para válvulas de controle e também para as válvulas de emergência (SIS), proporcionando em ambas a capacidade de diagnóstico para manutenção preditiva.” Este posicionador já tem mais de 1,2 milhão de unidades vendidas, a maior base instalada de posicionadores digitais do mundo.

Novidades – A executiva de vendas também faz questão de destacar o lançamento da nova válvula borboleta para controle Control Disk, cuja característica diferencial é a excelente controlabilidade, mesmo com grandes variações de range de operação.

química e derivados, válvulas, Emerson Process Management, Frank Kwan
Kwan: produção da linha fisher será ampliada em Sorocaba-SP

Como inovação da Emerson na área de wireless, o gerente de vendas de Valve Automation, Fábio Ferreira, destaca o adaptador wireless Thum e também os transmissores de posição de válvula da linha Topworx. “Eles proporcionam monitoramento pela tecnologia wireless Hart para manutenção preditiva inteligente em áreas de difícil acesso e podem ser utilizados em válvulas de controle ou on-off, reguladores industriais, controladores de nível e válvulas de alívio”, explica.

Para Kwan, a grande fortaleza da Fisher no Brasil e no mundo é a combinação de recursos globais com flexibilidade local. “A fabricação local nos dá a possibilidade de alavancar os recursos globais e de adaptá-los ao mercado brasileiro, proporcionando melhores níveis de serviço para os nossos clientes, por exemplo: tempo de entrega, suporte de engenharia, treinamentos em português, assistência técnica local, diagnósticos e outros serviços pós-venda.”

Kwan vê o futuro com bons olhos: prevê que a unidade de negócio de válvulas continue crescendo dentro do mercado brasileiro e aumente as exportações para a América do Sul. “A cada dia, estamos aprimorando o nosso tempo de entrega, desenvolvendo novas linhas de produtos e incrementando as nossas capacidades de serviço e atendimento local ao cliente. Sabemos que o mercado é muito seletivo”, conclui.

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