Fispal Tecnologia – Feira gera negócios de R$ 4,8 bilhões –

Pequenas variações em sua espessura, densidade e dureza podem causar variações significativas nas medições. E, com o funcionamento da máquina, as variações tendem a ser mais intensas.

Química e Derivados: Fispal: Torque menor propicia redução do atuador e do custo, diz Páez. ©QD Foto - Cuca Jorge
Torque menor propicia redução do atuador e do custo, diz Páez.

Esse sistema, denominado Bic (belt influence compensation, ou compensação da influência da correia), efetua monitoramento estatístico que adquire dados e compensa mudanças nas características da correia, além de emitir alarmes em caso de detecção de falhas.

Os modelos de dosadora disponíveis, DEA 300 e 600, possuem capacidades de até 660 ft3/h (cerca de 19 l/h) e até 1.680 ft3/h (cerca de 47,6 l/h), respectivamente, para materiais com tamanho de partícula de até 1,5”, ou 38 mm.

Válvulas – Outra novidade em processos ficou por conta do desenho exclusivo das válvulas borboleta com sedes infláveis, da norte-americana Dynamic Air, que comercializa seus produtos no País pela licenciada Dynamic Air Ltda., de São Paulo. Nas válvulas borboleta convencionais, o movimento do disco sob grande atrito com a sede resiliente provoca o desgaste da sede, reduzindo substancialmente tanto a vida útil quanto o desempenho das válvulas. No caso das válvulas com sede inflável, de acordo com o diretor da Dynamic Air Ltda., Horácio Páez, ar comprimido é utilizado para expandir a sede contra o disco, de modo a oferecer uma distribuição uniforme de pressão e uma vedação hermética.

Química e Derivados: Fispal: Vávulas com sedes infláveis - mais vida últil e menos desgaste. ©QD Foto - Cuca Jorge
Vávulas com sedes infláveis – mais vida últil e menos desgaste.

Quando da abertura ou fechamento da válvula, o disco entra em contato suave com a sede desinflada, diferentemente do que acontece com os equipamentos tradicionais. “Essas válvulas também necessitam de menor torque para seu fechamento ou abertura, de modo que pode ser utilizado um atuador menor, com custo inferior”, complementa Páez.

As diversas partes das válvulas podem ser construídas em diferentes materiais, como nos casos do corpo (ferro fundido niquelado, ferro fundido nodular e ferro fundido revestido com epóxi ou nylon), da sede (EPDM, buna-n, poliuretano, silicone FDA, buna-n branca FDA e fluorelastômero) e do disco (ferro fundido nodular, aço inox 316 convencional ou polido e nylon moldado, todos passíveis de revestimento com PTFE, níquel e nylon), ou mesmo de outras partes, como os parafusos do disco, as buchas, o eixo e seu selo, o anel de retenção e as juntas e parafusos do corpo. As válvulas são projetadas em tamanhos padrão de 2” (50 mm) a 30” (750 mm), e oferecem ótimo desempenho para aplicações com sólidos secos, gases e lamas.

Química e Derivados: Fispal: A pingadeira EX120 atende a pequenos clientes. ©QD Foto - Cuca Jorge
A pingadeira EX120 atende a pequenos clientes.

A alemã Rexroth, do grupo Bosch, apresentou um sistema de válvulas de acionamento pneumático para atuadores à prova d’água. Segundo o engenheiro Alessandro Gaiotto, do departamento de vendas da divisão Pneumática, as válvulas são adequadas para indústrias alimentícias, onde é necessária a lavagem do equipamento após a confecção do alimento.

“Esse sistema de válvulas seladas representa uma alternativa às válvulas sem proteção que precisam ser instaladas em sistemas fechados, como cabines ou armários. Em nosso caso não são necessários esses ambientes fechados”, afirmou Gaiotto. Ele também citou, entre os diferenciais do sistema, sua forma de ligação e o tamanho compacto. Dois são os aspectos principais que garantem a resistência à água: a selagem do conjunto e os materiais de construção, para os quais a Rexroth optou por plástico e aço inoxidável.

Máquinas – Em máquinas, muitas vezes os lançamentos de feiras comerciais estão voltados para equipamentos de maior capacidade, mas a MCI, de Itu-SP, decidiu apostar em um equipamento para capacidades mais baixas, adequado para clientes de pequeno e médio porte, de acordo com Adriana Cury, da área de vendas. A empresa expôs, entre outras, a formadora recheadora automática de doces e salgados Robocopy Buffet, com capacidade de produção de 3.000 unidades/hora, a mais baixa da família Robocopy.

Química e Derivados: Fispal: Forno K0 pode crescer para elevar a produção, diz Lopes. ©QD Foto - Cuca Jorge
Forno K0 pode crescer para elevar a produção, diz Lopes.

A máquina fabrica produtos em diversos formatos (esferas, gotas, tubos e formatos especiais), e compõe-se de uma caçamba para a massa (manufaturada em material inoxidável e alumínio fundido), roscas transportadoras em nylon injetado, bomba helicoidal vertical para a dosagem do recheio (construída em material inoxidável e nylon), cabeçote intercambiável, mandíbulas tipo diafragma (para o corte contínuo) e uma esteira coletora de produtos fabricada em material atóxico.

Construir máquinas menores adequadas a clientes mais modestos também foi uma das apostas da Formaço, fabricante de equipamentos industriais de Curitiba-PR. A empresa lançou a pingadeira de pequeno porte EX120, para 120 bicos simultâneos, própria para a fabricação de biscoitos nas formas palito, rosquinha ou esfera. A máquina tem seus ciclos programados por CLP e pode atingir produção entre 35 kg/h e 40 kg/h, segundo o engenheiro Alexandre Lopes, da Formaço.

Química e Derivados: Fispal: Bragatto - 3M aposta em soluções de baixo custo para o Brasil. ©QD Foto - Cuca Jorge
Bragatto – 3M aposta em soluções de baixo custo para o Brasil.

Atraía mais atenção no estande da empresa, no entanto, o forno túnel modular K0. O equipamento é montado a partir de módulos individuais de 6 m de comprimento, com controles de temperatura, ventilação e exaustão independentes. O aquecimento pode ser feito com GLP, gás natural ou energia elétrica, atingindo temperaturas máximas de 280 ºC.

A principal vantagem do projeto modular, segundo Lopes, decorre da possibilidade de se aumentar o comprimento do forno pela adição de novos módulos. Em um forno mais comprido, a velocidade de passagem do produto pode ser elevada sem detrimento das exigências de aquecimento, proporcionando maior produtividade. “Há clientes com fornos de até 300 m”, disse Lopes.

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