Calor Industrial

15 de junho de 2011

Vapor – Operação de caldeiras menores demanda melhorias técnicas

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Revista Química e Derivados - Vapor - Operação de caldeiras menores demanda melhorias técnicas

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    om tecnologia já bastante consolidada, o segmento de condicionamento de água para sistemas geradores de vapor industrial não demonstra ter muitas brechas para a inovação. Isso ocorre principalmente nas indústrias mais dependentes de vapor, onde caldeiras de alta pressão, por causa do maior risco operacional, precisam estar melhor controladas, exigindo sistemas, produtos e cuidados mais apurados. Nessa área, as novidades são esparsas e, quando ocorrem, normalmente envolvem melhorias na filtragem mecânica da água de entrada ou na substituição de alguns produtos considerados mais perigosos.

    Já no caso dos tratamentos voltados para as caldeiras de média (20 a 70 kgf/cm2) e baixa pressão (até 20 kgf/cm2) há lacunas tecnológicas com maior possibilidade de serem exploradas nas ofertas dos principais competidores. Muito também, é verdade, por causa do atraso tecnológico de usuários locais, que ainda não dão a devida atenção ao custo do tratamento de água por hora de vapor, considerado por especialistas como mais alto nas caldeiras menores. Sem entrar em consideração com os “relaxados ou irresponsáveis”, ou seja, aqueles que ainda alimentam caldeiras com água sem tratamento (a despeito do risco inerente), uma característica nacional desse nicho de mercado é aumentar as purgas nos sistemas baixos e médios de vapor, diminuindo os ciclos de concentração para evitar incrustações. Em resumo, esse comportamento significa altas perdas de água quente, por consequência de energia e, por fim, de dinheiro.

    Conscientes dos problemas, alguns fornecedores tentam apresentar novas soluções para o mercado das caldeiras de média e baixa pressão. A estratégia é adotada, por exemplo, pela Kurita, importante tratadora química de água em várias indústrias de peso do país. O recente foco, aliás, fez a empresa registrar crescimento acima do normal nesses fornecimentos, segundo revelou o superintendente de operações José Aguiar Junior.

    Tradicionalmente forte em tratamento para torres de resfriamento nas indústrias pesadas (petroquímica, siderurgia, petróleo), nos últimos quatro anos o crescimento das vendas de programas e produtos para condicionamento de água em sistemas de vapor tem chamado a atenção. “Crescemos mais do que o dobro, em comparação com o desempenho em torres”, afirmou o superintendente da Kurita, empresa que em julho conclui mudança da sede central de São Paulo para Artur Nogueira-SP (ver QD-509, maio de 2011).

    Revista Química e Derivados, José Aguiar Junior, superintendente de operações da Kurita

    Aguiar comemora vendas para o mercado do vapor

    Para Aguiar, o desempenho no mercado de caldeiras se deve em boa parte ao mix ampliado de produtos para tratamentos de água para caldeiras de média e baixa pressão. “Percebemos que o padrão tecnológico do mercado está defasado, sem capacidade de acrescentar melhorias no tratamento”, disse. O padrão aí seriam os tratamentos à base de fosfato em pó (para controle de depósitos), sulfito em pó (sequestrante de oxigênio) e dispersantes líquidos. A estratégia da Kurita foi, em primeiro lugar, disponibilizar linha completa de produtos líquidos e multipropósitos, com funções duplas, no combate à corrosão e à dispersão. Além disso, a diversificação das vendas no middle market também ajudou na melhoria do desempenho comercial de programas e produtos para caldeiras. Mercados como o automobilístico, alimentício e de energia alternativa têm aí papel importante.

    Na continuidade da estratégia, a Kurita lança soluções específicas para tratamento de água de caldeiras de média e baixa pressão. Para começar, um novo dispersante promete combater um dos principais vilões desse segmento: a sílica. Denominado DiClean, seu mérito é poder cumprir sua função em águas com até 900 ppm de sílica, desde que em baixa dureza. “Se a dureza for de até 10 ppm, ele chega nesse patamar. Já se houver até 100 ppm de cálcio e magnésio, por exemplo, sua capacidade de dispersão cai para até 450 ppm de sílica”, revelou Aguiar. “E trata-se de uma conquista inédita, porque os dispersantes convencionais admitem no máximo 180 ppm de sílica”, complementou o responsável pelo marketing técnico da Kurita, Ricardo Fernandes.


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