Máquinas e Equipamentos

5 de setembro de 2001

Válvulas: Renasce com todo o gás o mercado de válvulas

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    A construção de termoelétricas e os investimentos no setor de oléo e gás reanimam o mercado e garantem um futuro promissor para os fabricantes

    Química e Derivados: Válvulas: valvulas_grafico. Se depender da indústria de válvulas, é possível que o Brasil redesenhe seu perfil econômico. Desde o ano passado, o setor vem prometendo melhoras e os fabricantes animados apostam todas as fichas para ganhar esse jogo. No primeiro semestre de 2001, os produtores começaram a realizar o que viram de 1999 a 2000 somente no papel: projetos nas áreas petroquímica, papel e celulose, gás e petróleo e construção de termoelétricas. Ainda assim, há uma pedra no sapato de cada empresário: a dificuldade, ou melhor, a falta de incentivo e empenho do governo no incremento das exportações, as altas taxas de juros e a carga tributária que eles têm de enfrentar.

    Segundo o presidente da Câmara Setorial de Válvulas Industriais do Sindimaq/Abimaq, Walter Lapietra, e também presidente da IVC – Indústria de Válvulas de Controle, a indústria nacional ainda exporta pouco, com raras exceções. Ele conta sobre uma visita a uma empresa, na Itália, e compara as facilidades, a baixa taxa de impostos, além do favorecimento do avanço tecnológico com as empresas nacionais, ou seja, itens que favorecem a comercialização . “A pesada carga tributária imposta para as exportações é o que dificulta as negociações com o mercado externo”, salienta Lapietra. Mas os empecilhos não param por aí. Some-se a todos esses problemas a ausência de produção em escala e o bolo está pronto. Não falta nenhum ingrediente. Para Newton Silva Araújo, diretor presidente da Ciwal, a reforma tributária é imprescindível. “É muito difícil exportar aqui no Brasil, porque o processo começa com 31% de impostos”, reclama. Na sua opinião, o único fator favorável é que o País possui os seus produtos de origem.

    Quinze porcento do total do faturamento da Ciwal é fruto de negociações com o exterior. É o mesmo índice alcançado em 2000. Silva Araújo alerta para uma possível tendência de investimentos na América Latina (excluindo o Brasil) no setor de gás e petróleo, da ordem de 200 bilhões de dólares. Existem possibilidades de comércio com a África Ocidental, também, de 200 bilhões de dólares. “Há um redirecionamento do mercado e a Petrobrás pleiteia que os fornecedores se encaixem em seu programa de ampliação”, anuncia o diretor da Ciwal.

    Já a Durcon-Vice persegue outro perfil. Apesar de se dizer 100% nacional, seu presidente, Alejandro Hube, brinca: “Somos metidos a multinacional”. Ele conta que a partir da parceria feita com a Vice, em Michigan, EUA, suas exportações têm crescido constantemente. “Pretendemos, dentro de um prazo de cinco anos, negociar 50% da nossa produção com o mercado externo. Em 2001 deveria ser 20% mas, em função do aquecimento das vendas no Brasil, ficamos em 12% de todo nosso faturamento que foi em torno de 20 milhões de reais”, declara.

    Química e Derivados: Válvulas: Vazamento zero garante as vendas das válvulas triexcêntricas.

    Vazamento zero garante as vendas das válvulas triexcêntricas.

    Para driblar a competitividade do mercado, a Dreifus fez uma parceria com a Weir Valve Group, da Escócia. “O grupo abrange uma grande linha de válvulas, com praticamente todos os tipos e especificações”. Os focos de mercado da Dreifus, conta seu diretor, Eduardo von Dreifus, são as termoelétricas, óleo e gás. Em 2002, pretende atingir as áreas química, papel e celulose, e petroquímica. A empresa, atualmente, comercializa válvulas para aplicação em centrais termoelétricas em instalações de alta pressão e temperatura, válvulas especiais para aplicação na indústria de petróleo, e vávulas borboleta de materiais exóticos e alta performance, incluindo neste tipo as Tricentric.

    Mas a estrela ainda é, segundo von Dreifus, a Tricentric, válvula borboleta triplo excêntrica com vedação metal-metal e vazamento zero. “Ela ainda representa o estado-da-arte no setor”, define. Segundo o diretor, esse tipo vem ampliando seu mercado conforme o cliente perceba que o custo inicial do equipamento é facilmente compensado pela economia na manutenção e na redução das perdas de produção por falhas e vazamento nas válvulas.

    Para suprir o mercado termoelétrico, a Dreifus também comercializa as dos tipo gaveta, globo e retenção para altas pressões, acima de 900 lb e de grandes diâmetros, além das globo, esfera e gaveta, até classe 4500 lb e 4 polegadas, para uso em especial nas indústrias químicas. As termoelétricas, mercado em expansão depois da crise energética no Brasil, usam os dessuperaquecedores e válvulas de controle e segurança, que também têm competitividade no mercado internacional.

    Mercado expande – Um dos principais motivos que incentivou a recuperação do setor industrial, em especial o de válvulas, nos últimos meses, foi a implantação de termoelétricas no País. Segundo Carlos Eduardo Zago, gerente de vendas da Hiter, essa melhora vai depender de como as empresas vão reagir diante dos atentados terroristas ocorridos em Nova York, nos EUA, e a possível eclosão de uma guerra entre a América e o Oriente. “Deverá haver uma período de adaptação no primeiro semestre de 2002 e, na segunda metade do próximo ano, o setor deve voltar a crescer”, acredita Zago.

    Hube, da Durcon-Vice, concorda com o gerente da Hiter, com relação ao fato de o mercado ter reagido em função da crise energética que o Brasil atravessa. Na Usina de Uruguaiana-RS, a Durcon comercializou as válvulas borboleta de grande porte do condensador. “Até o ano passado, as termoelétricas estavam no papel. Só na metade de 2001, já vendemos para esse setor por volta de 5 milhões de reais, mais que o dobro da venda de 1999 inteiro”, garante Hube.


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