Máquinas e Equipamentos

29 de maio de 2013

Válvulas – KSB inaugura fábrica em Jundiaí-SP

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    KSB Válvulas, divisão da KSB Brasil, subsidiária do grupo empresarial alemão, inaugurará no dia 18 de abril sua fábrica em Jundiaí-SP. Até agora, a produção brasileira de válvulas do grupo era desenvolvida nas instalações da antiga IVC-Vanasa, em Barueri-SP (Tamboré), comprada em 2005 pela KSB. A negociação não abrangeu o prédio, que será devolvido aos proprietários após a inauguração das novas instalações.

    Química e Derivados, Igor Nelsen, KSB Válvulas, produção tem foco em óleo e gás, mas atenderá a vários setores

    Nelsen: produção tem foco em óleo e gás, mas atenderá a vários setores

    Fruto de investimento de R$ 50 milhões, esse sítio fabril tem área total de 103 mil m², abrigando dois prédios, com 11.250 m² de construção, equipados com maquinários modernos que se somaram a uma parte dos maquinários antes instalados na IVC. A linha de produtos foi mantida, com predomínio das linhas tradicionais de gaveta, globo, borboleta, esfera e retenção, acrescidas das marcas internacionais Sisto e Amri, pertencentes ao grupo. “Estamos ampliando a capacidade produtiva e o range dos equipamentos, chegando a 60 polegadas, usando materiais de construção mais sofisticados e com novas vedações para atender aos requisitos atuais dos clientes”, explicou Igor Nelsen, diretor executivo da divisão de válvulas. Ele mesmo admite que o maior tamanho usual de mercado é 48 polegadas, sendo a média da demanda situada entre 36 e 24 polegadas.

    Atualmente, a maior parte das vendas da divisão está relacionada com equipamentos engenheirados, especialmente os produtos destinados à indústria de óleo e gás natural, construídos segundo normas API, segmento que representa 80% das suas vendas no Brasil. Segundo Nelsen, o planejamento estratégico da KSB pretende ampliar a atuação pelos demais segmentos de mercado. “Vamos continuar crescendo em óleo/gás, acompanhando os investimentos no pré-sal, cessão onerosa e nas plataformas replicantes, mas queremos crescer o dobro ou o triplo desse crescimento com outros segmentos de mercado”, comentou.

    Com isso, por volta de 2018, os demais segmentos devem representar entre 50% e 40% do faturamento da divisão, ombreando-se com o setor de óleo e gás. Essa melhor distribuição da origem do faturamento também deve ser verificada nos demais negócios do grupo. Nelsen confia no atendimento dessa meta, pela ampla presença do grupo em vários ramos da atividade industrial, todos eles com excelente potencial de crescimento. “Açúcar e álcool, por exemplo, teve anos ruins, mas os investimentos em novas usinas devem voltar em 2013 e 2014, é um grande mercado”, prognosticou, citando também os campos da siderurgia e da química. “A economia tem uma característica cíclica, uma hora deve voltar a crescer.”

    Ele admite que 2012 foi um ano difícil para os negócios, mas, mesmo assim, obteve aumento de 30% nas suas vendas. Em parte, ele explica o resultado pelo fato de o ano anterior ter apresentado vendas muito ruins. “Perdemos algum espaço de mercado em 2011, mas não fizemos loucuras para enfrentar os concorrentes chineses que forçaram para entrar na Petrobras e hoje estão suspensos”, criticou. “Em 2013, já estamos tendo bons resultados”, comemorou, com a carteira de pedidos bem carregada, mas com previsão de novos negócios.

    Nelsen considera que a sua linha de válvulas tem alta qualidade, com profissionais qualificados e experientes, com foco em vendas técnicas, para produtos complexos feitos sob encomenda. “Além das engenheiradas, temos condições de competir com qualquer fornecedor mundial de válvulas padronizadas, porém com especificações técnicas rigorosas, que chamamos de standard plus”, avaliou. Esse tipo de válvula é muito consumido em vários segmentos industriais, requer materiais nobres e atendimento de normas construtivas.

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    Fábrica terá eficiência elevada para disputar mercado standard

    A nova fábrica terá alta eficiência de produção e poderá permitir disputas em equipamentos standard, os menos valiosos, um segmento de mercado dominado por fornecedores asiáticos, com baixos preços. “Conseguiremos pegar uma fatia desse mercado, porém com foco em indústrias de médio a grande porte, que tenham maiores exigências de qualidade”, explicou.

    Conforme a estratégia de negócios mundiais da KSB, cada sítio produtivo se especializa em uma determinada linha de produtos, adquirindo o status de centro de referência global. A produção brasileira de bombas do grupo, instalada em Várzea Paulista-SP, é centro de referência para petróleo e gás, por exemplo. Essa também será a especialidade da produção de válvulas, porém com foco no mercado nacional. “Temos custos adequados até para brigar por encomendas no exterior de equipamentos engenheirados na nossa competência”, afirmou Nelsen. Segundo ele, não se trata apenas de capacidade fabril, mas também de contar com a homologação dos principais clientes e de participar da lista de fornecedores (vendor list). A KSB está homologada para suprir a Petrobras, uma das mais exigentes compradoras mundiais. “Depois disso, ainda é preciso dar assistência técnica, pois uma plataforma de produção offshore não pode ficar parada esperando serviços”, informou.

    Aliás, a nova fábrica possui bancada para testar as válvulas fornecidas em diâmetros até 60 polegadas e classes de pressão de 2.500 psi. Os corpos dos produtos geralmente são fundidos; e supridos em grande parte pela fundição do grupo, instalada em Americana-SP. “É uma fundição altamente especializada, capaz de fundir aços duplex e superduplex em peças de grandes dimensões, mas podemos usar outros fornecedores homologados”, comentou. Modelos forjados podem ser fornecidos por outras unidades fabris do grupo, instaladas nos Estados Unidos, França, Alemanha, Luxemburgo, Itália e China. A unidade norte-americana, por exemplo, é especializada em modelos para os setores farmacêuticos e petroquímicos, incluindo borboletas com revestimentos especiais.

    A fábrica de Jundiaí terá alto grau de verticalização, incluindo a produção própria de vedações, usando materiais como PTFE e PEEK. A usinagem de metais é completa e deverá receber mais R$ 3 milhões em novos equipamentos ainda neste ano. “Temos espaço pronto dentro da fábrica para receber novos centros de usinagem”, afirmou.



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