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3 de dezembro de 2012

Um Grande Avanço!

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Todos sabem que nos Estados Unidos o espaço e a liberdade conquistada pelas mulheres, seja pela segunda guerra ou pelos  movimentos feministas, estiveram muito adiantados em relação ao Brasil.

    Mas, esta reportagem publicada em 1949,  na revista Science Illustrated, com o título Menina Química ou A Garota da Química demonstra o quanto eles estavam adiantados na indústria química.

    1949 – Jackie Bates – Química da Monsanto

    A Menina Química

    Jackie Bates trabalha mais, tem uma vida mais solitária que a maioria de seus ex-colegas, mas ganha  mais dinheiro e gosta de sua profissão.

    Química, uma vez foi estritamente profissão de homem, mas tornou-se cada vez mais hospitaleira para as mulheres. A expansão da indústria química tem ajudado. As mulheres, em particular, tem trabalho em laboratórios delicado que exigem mãos pequenas, com a destreza dos dedos e a atenção meticulosa aos detalhes. Com a abertura e oportunidades de emprego no campo, existem hoje mais “garotas” na faculdade do que nunca se preparando para carreiras em química.

    Hoje, sete por cento de todos os químicos nas indústrias são mulheres. A proporção ainda maior em uma empresa. Na Divisão Merrimac da Companhia Química Monsanto em Everett, Massachusetts -Aqui, quase 20 por cento da equipe de pesquisa de 109 é do sexo feminino. Uma delas, Jacqueline Bates, é vista nestas páginas em um dia de trabalho típico. Ela é uma das quatro mulheres que compõem a equipe do laboratório analítico. A sua tarefa é (1) determinar a identidade e pureza dos compostos orgânicos, (2) estabelecimento de métodos para o controle da produção e aplicação de produtos químicos, e (3) avaliar novos métodos de análise de compostos orgânicos e inorgânicos.

    Jackie Bates fez da química sua carreira. Apesar de ser um trabalho solitário, tenso, exigente e às vezes até frustrante ela gosta dele. Ela encontra sua satisfação no trabalho. Após 18 meses de trabalho, ela considera-se como uma veterana: “O cheiro de dióxido de enxofre não me incomoda mais.” (É comum em uma fábrica de ácido sulfúrico). O dia útil da Jackie começa às 7:30, quando Robert Voigt, um engenheiro químico do laboratório, vai pegá-la (repare neste detalhe, muitas mulheres ainda não dirigiam) em sua casa em Arlington, Massachusetts, para a viagem de 15 milhas para a enorme Planta Monsanto, alastrando nos arredores de Boston. Ela faz uma troca rápida de vestido de rua para uniforme branco e esta em seu posto no laboratório as oito. Ela trabalha de forma constante durante toda a manhã com tempo apenas para o café que está no laboratório. O almoço, ao meio-dia, vem em uma bandeja no refeitório da empresa, se os experimentos em andamento não podem ser deixados alguém monitora. De volta ao trabalho, antes da uma, Jackie normalmente termina seu dia a 4:45h. Atraente e cheia de bom humor, Jackie gosta de dança, natação e boliche. Durante seu primeiro ano na Simmons College, em Boston. Jackie havia planejado ser uma enfermeira, mas no segundo ano mudou seu interesse para a biologia. Em seu terceiro ano, ela formou-se em química.

    Todos da equipe do laboratório ficaram impressionados com suas habilidades e a Monsanto a empregou em julho (1947).

    O sucesso das “Meninas Químicas” como Jackie abriu portas para carreira de outras garotas da faculdade.


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