Máquinas e Equipamentos

2 de outubro de 2013

Tubos: produção nacional sofre com poucos projetos e importação

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    pesar de algum aquecimento na demanda proveniente da indústria petrolífera e de desempenhos razoáveis em setores como construção civil e indústria automotiva – neste último, especialmente no segmento de caminhões e implementos agrícolas –, não deve crescer neste ano o volume total de tubos de aço produzidos no Brasil, prevê José Adolfo Siqueira, presidente da Abitam (Associação Brasileira da Indústria de Tubos e Acessórios de Metal).

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    Só ocorrerá alguma expansão, ressalva Siqueira, caso sejam concretizados ainda em 2013 alguns projetos mais significativos, como o Gasoduto Rota 3, já projetado pela Petrobras e que exigirá aproximadamente 150 mil t de tubos. “Pode também haver alguma melhora, caso sejam retomados os investimentos em açúcar e álcool, setor que está novamente sendo estimulado pelo governo, mas teve muitos problemas e gerou muita inadimplência”, apontou.

    Importante lembrar que esse cenário de poucas perspectivas de expansão na produção interna se alinha a uma conjuntura na qual, apesar de algumas ações governamentais destinadas a ampliar a competitividade industrial, ainda não é possível notar nenhuma redução na participação dos tubos importados, que nos últimos dois anos já representaram mais de 12% da produção nacional (ver tabela). “Alguns de nossos itens estão incluídos nas medidas de defesa comercial implementadas pelo governo, que até ajudam, mas não resolvem a situação, pois são paliativas”, diz o presidente da Abitam. “O Brasil precisa de um choque de gestão, de infraestrutura, de um governo que dê condições ao empresário para investir, e fiscalize a aplicação dos recursos”, complementa.

    Nessa conjuntura, Bueno, da Schulz, crê que este possa ser o primeiro dos dezesseis anos de presença no Brasil no qual sua empresa não registrará incremento significativo de negócios. “Por enquanto, nossa meta é manter o nível de produção do ano passado”, ele destaca.

    Comparativamente à primeira metade do ano, projeta Bueno, o segundo semestre deverá constituir um período mais aquecido, pois já é possível notar elevação da demanda proveniente de epecistas e sistemistas, especialmente no segmento offshore, encarregados de projetos da indústria de óleo e gás. “Mas esse mercado, que desde meados do ano passado para cá registrou um encolhimento da demanda, também teve aumento da inadimplência, até porque a Petrobras começou a apertar os epecistas“, diz o diretor da Schulz.

    Na indústria química, como informou, não há projetos capazes de gerar incremento significativo da demanda por tubos. “Já o setor de papel e celulose tem alguns investimentos programados, e isso deve gerar alguma demanda adicional neste ano”, salienta Bueno.

    A V&M não divulga resultados específicos para o Brasil, mas informa que o resultado global do grupo Vallourec (controlador da empresa) registrou vendas praticamente estáveis no primeiro trimestre deste ano, com aumento de 1% comparativamente aos três primeiros meses de 2012. No mesmo período, o volume de tubos despachados foi 3% menor.

    O mesmo comunicado diz ainda: “De acordo com as condições de mercado atuais, a Vallourec espera aumento de vendas no mercado de óleo e gás; a demanda para outros mercados continua lenta e com pouca visibilidade para qualquer tipo de previsão.”


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