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15 de março de 2012

Tubos – Produção cresce, mas a importação também

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Revista Química e Derivados, Tubos, Abertura, Produção cresce

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    prdução brasileira de tubos metálicos voltou a crescer, mas nem tanto quanto poderia, limitada pelo aumento das importações, principalmente de tubos de aço sem costura. Em 2011, a produção interna de tubos metálicos alcançou 2,130 milhões de toneladas nas três principais modalidades: pequenos e grandes diâmetros e os sem costura.

    Depois da queda abrupta observada há dois anos, quando despencou de 2,419 milhões de t para 1,488 milhão de t, no comparativo entre 2008 e 2009, a produção local apresentou recuperação em 2010, ao alcançar 1,730 milhão de t. A retomada no crescimento da produção, enfim, chegou e tende a se estabilizar – caso as importações não abram mais flancos – em decorrência de novos investimentos industriais de grande impacto que estão sendo realizados em vários setores, como óleo e gás, petroquímico, papel e celulose, sucroalcooleiro, entre outros.

    A produção de tubos metálicos realmente voltou a crescer, confirma o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Tubos e Acessórios de Metal (Abitam), o engenheiro José Adolfo Siqueira, “mas sua participação na demanda interna poderia ser bem maior não fossem as importações de tubos de aços-carbono, inoxidáveis e com ligas especiais, principalmente da China, que compra minério de ferro no Brasil e na Austrália para produzir em torno de 750 milhões de toneladas de aço ao ano”, comentou.

    Ele salienta que tais volumes de importação nunca antes foram vistos no Brasil, o que pode levar a entender, equivocadamente, que o país não possui uma forte siderurgia e nem produção de tubos metálicos estabelecida. Dessa forma, torna-se cada vez mais difícil esgotar a atual capacidade instalada na produção de tubos, “pelo menos durante os próximos cinco anos”, avaliou Siqueira.

    Hoje, o Brasil possui uma capacidade instalada em torno de 4,8 milhões de toneladas de tubos metálicos, que se acentuou a partir de 2010 por meio das expansões nas produções e de novos entrantes na oferta local de tubos feitos de aços inoxidáveis, ligados, microligados, ao carbono e também de aços especiais, como cromo 13, que já estão sendo produzidos no Brasil para atender às demandas do setor de óleo e gás. A oferta também aumentou por conta dos acréscimos promovidos pelas ampliações em fábricas de tubos até sete polegadas.

    Assim, as oportunidades de fornecimento ao pré e ao pós-sal mobilizam novos investimentos e pesquisas focados em tubos e dutos submarinos para conduzir os hidrocarbonetos das áreas de extração até as refinarias.

    O setor de óleo e gás hoje demanda tubos metálicos para executar vários projetos e obras, principalmente aqueles voltados à construção de navios-petroleiros, barcos de apoio, tubulações-sondas, e novas refinarias, como o Comperj-RJ, Rnest-PE e também as refinarias premium previstas para o Ceará e o Maranhão, além das necessidades dos projetos de modernização de refinarias existentes.

    Revista Química e Derivados, José Adolfo Siqueira, Abitam, produção de tubos metálicos

    Siqueira: importação chinesa de tubo de aço-carbono preocupa

    Ao lado do alto volume demandado, as exigências de desempenho no mais alto grau estão levando toda a cadeia de fornecedores de tubos e de matérias-primas a repensar e a refinar materiais e processos, com o intuito de oferecer tubos aprimorados de alta tenacidade e com resistência anticorrosiva, para suportar as condições operacionais extremas.

    As explorações petrolíferas em profundidades antes inimagináveis exigem avanços tecnológicos nos tubos, fabricados com ligas e aços especiais que começaram a brotar nos laboratórios e centros de pesquisa de várias empresas. Motivados pelas exigências de conteúdo nacional, novos desenvolvimentos e empreendimentos estão sendo acenados pelos fabricantes de tubos de aço-carbono, inoxidáveis e com ligas especiais, reunindo experiências que deverão expandir as divisas em tecnologia do país.

    “O Brasil ganhará mais musculatura ao fabricar tubos metálicos para oleodutos e gasodutos, credenciando-se para exportar produtos e tecnologias para outros países”, considerou o diretor da Abitam. O setor de óleo e gás, aliás, é de longa data um dos grandes usuários de tubos metálicos. Segundo Siqueira, 25% das vendas do setor de tubos metálicos são direcionadas para atender à crescente demanda desse setor.

    Porém, além de tubos de aço-carbono, as aplicações podem exigir tubos fabricados com aços e ligas especiais, como duplex, superduplex, cromo, cromo 13, inoxidáveis, entre outros, alguns deles à espera de candidatos para fabricá-los no país, como os superduplex, em virtude principalmente das exigências de conteúdo nacional. Além disso, o setor espera poder reverter as importações que alcançaram em 2011 o patamar de 259.685 mil toneladas, entre tubos sem costura (131.853 t), tubos com costura em diâmetros maiores do que 406 mm (49.257 t) e tubos com costura em diâmetros até 406 mm (78.575 t). No comparativo entre os anos de 2008 e 2011, é interessante observar que o Brasil praticamente dobrou as importações de tubos sem costura, passando de 70.494 toneladas para 131.853 toneladas.

    Portanto, no rol das maiores preocupações, o setor irá lutar para reverter as importações em favor dos produtores locais. “No modelo em vigor, o Repetro [Regime Aduaneiro Especial de Exportação e Importação de Bens Destinados à Exploração e à Produção de Petróleo e Gás Natural] vem favorecendo a importação de tubos e, nesse momento, encontra-se em estudo uma alteração que deverá trazer equilíbrio maior entre o produto nacional e o importado, no intuito de eliminar o viés importador, restringindo mais as concessões de forma que sejam beneficiados apenas os produtos que não tenham similar nacional”, informou Siqueira.


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