Química

30 de novembro de 2007

Tubos Industriais: Não-metálicos aproveitam para crescer

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Publicado por: Domingos Zaparolli
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    nvestimentos, inovação tecnológica e aperfeiçoamento de estratégias também são as palavras de ordem no segmento de tubos não-metálicos para aplicação industrial e de infra-estrutura. Alguns dos principais movimentos estratégicos estão ocorrendo no segmento de tubos produzidos com o compósito formado por resinas plásticas e fibras de vidro (PRFV). Em outubro, por exemplo, a norte-americana Ameron adquiriu a mineira Polyplaster e já anunciou novos investimentos no País.

    A Polyplaster é uma empresa instalada em Betim com 37 anos de atividade, que tem seu principal foco de atuação no mercado de tubos de vinil-éster e fibra de vidro, produto utilizado principalmente nas indústrias químicas, de papel e celulose, álcool e açúcar e de fertilizantes. Os novos controladores, porém, anunciaram a ampliação do leque de atuação da empresa, com a construção de duas novas unidades em Betim.

    Uma instalação será destinada à produção de tubos de fibra de vidro Centron e a outra será dedicada à produção de tubos de fibra de vidro e resinas epóxi, as ERFV, utilizados pela indústria petrolífera para a condução de petróleo cru, gás, água de processo e água de recuperação e em redes de incêndio. Entrar nesse segmento de mercado, informa Carlos Marques, diretor-comercial da empresa, era um antigo projeto da Polyplaster. A Ameron, segundo comunicado da diretoria norte-americana ao mercado, informa que sua estratégia será utilizar sua nova base brasileira para atender a América do Sul.

    Química e Derivados, Roberto Roselli, Diretor da Amitech, Tubos Industriais: Não-metálicos aproveitam para crescer

    Roselli: PRFV vence concorrência em saneamento básico

    Os tubos em PRFV apresentam duas grandes vantagens em relação aos tubos metálicos. A primeira é sua grande resistência à corrosão. Um tubo em PRFV, dependendo de sua composição, pode durar cinqüenta anos, exigindo baixa manutenção, enquanto que um tubo metálico, exposto a ambientes agressivos, forma incrustações, o que exige manutenção constante e reduz sua vida útil, conforme informações de Luiz Correa, gerente-comercial da Tecniplas. A vida útil de um tubo PRFV, segundo informação dos fornecedores, é, em média, sete vezes maior que a de um tubo de aço carbono ou de ferro fundido. Em relação aos tubos inoxidáveis, a vantagem do PRFV é seu custo, três vezes menor.

    A segunda vantagem, segundo o executivo da Tecniplas, é sua leveza, um tubo de PRFV pesa 1/3 do peso de um tubo de aço, por exemplo. Esta característica faz com que o custo de instalação de um tubo PRFV seja mais baixo, exigindo menos máquinas e equipamentos mais leves. “Os tubos de PRFV, principalmente em aplicações expostas a ambientes agressivos, são muito mais econômicos que os similares metálicos”, afirma o executivo.

    Essas vantagens dos tubos PRFV têm sido assimiladas com rapidez entre os compradores industriais, principalmente dos segmentos de papel e celulose, açúcar e álcool, petróleo, mineração e nas indústrias químicas e petroquímicas. Na Tecniplas, relata Correa, a expectativa é de um crescimento nos negócios de 20% neste ano.

    Já nos segmentos de obras públicas, como adutoras e saneamento, a aceitação dos tubos de PRFV ocorre de forma mais lenta. Roberto Roselli, diretor da Amitech, fabricante de PRFV feitos com poliéster, com foco nesses segmentos de mercado, avalia que 2007 será um ano de estagnação. Primeiro, pela lentidão dos investimentos em saneamento no País. Segundo, porque há uma resistência dos contratantes de obras públicas em conhecer e cotar o material. “O setor público tradicionalmente é conservador, pouco aberto a inovações. Mas os primeiros sinais de mudança já estão ocorrendo”, diz o executivo.

    Recentemente, a Amitech informou ter fechado “o maior contrato de fornecimento de tubos de PRFV já realizado no Brasil”, após vencer uma concorrência pública realizada pela Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará. O contrato, no valor de R$ 24 milhões, prevê o fornecimento de19 kmde tubos para a quinta etapa de construção do Canal de Integração, obra que reforça o abastecimento de água da região metropolitana de Fortaleza e Pecém.

    A Amitech, relata Roselli, está tendo maior sucesso ao desbravar o mercado de fornecimentos para pequenas hidrelétricas, as PCHs. A empresa completou dois fornecimentos de tubos com até3 metrosde diâmetro para PCHs no País, possui um terceiro fornecimento em fase de instalação e já conta com três contratos assinados para o ano que vem. “Além da ausência de corrosão, os tubos em PRFV apresentam uma economia de até 35% nestas aplicações”, diz o executivo. Os segmentos de irrigação e condução de vinhoto, material altamente corrosivo, entre usinas e plantações de cana-de-açúcar, são duas outras apostas da Amitech no Brasil.

    Em julho, a Amitech, originalmente de capital saudita, teve 70% de seus negócios adquiridos pelo grupo colombiano Inversiones Mundial, o maior produtor latino-americano de tubulações de PRFV. Roselli acredita que a nova configuração acionária trará vantagens competitivas para a unidade brasileira, que atuará de forma integrada com as unidades da Inversiones na Colômbia, México e Argentina. “Teremos condições de unir esforços e atender a qualquer projeto na América Latina inteira”, diz o executivo. O novo grupo conta com uma capacidade instalada para produzir600 kmde tubos por ano. No Brasil, a Amitech está investindo US$ 9 milhões para ampliar a capacidade de sua fábrica em Ipeúna, no interior paulista, de 120 km/ano de tubos para 300 km/ano a partir de 2008.


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