Logística Transporte e Embalagens

11 de outubro de 2013

Tubos: fornecedores ampliam opções

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    ovas tecnologias, das quais resultam matérias-primas também inovadoras, permitem à indústria de tubos confeccionar produtos capazes de atender às exigências cada vez mais rigorosas, entre elas, aquelas propostas pelo petróleo do pré-sal.

    Química e Derivados, Laminador de tiras a quente, da Usiminas

    Laminador de tiras a quente, da Usiminas

    Uma dessas tecnologias é trabalhada desde o ano passado na unidade de Cubatão-SP da Usiminas, em um equipamento denominado Laminador de Tiras a Quente (LTQ). Capaz de processar 2,3 milhões de t/ano, ele possibilita, explica Rinaldo Machado, gerente geral de vendas para construção e infraestrutura da Usiminas, a produção de bobinas com dimensões inéditas no país, capazes de permitir, por exemplo, a fabricação de tubos de 24 polegadas de diâmetro, com espessuras até ¾ de polegada.

    O LTQ permite ainda a geração de aços da linha de dutos (line pipe) até o grau X80, empregados para o transporte de óleo e gás, e da linha OCTG (Oil Country Tubular Goods), usada na exploração de jazidas ou poços. “Também está habilitado a produzir os mais avançados tipos de aço, como alta resistência baixa liga (ARBL), baixo, médio e alto carbono, dual phase, longarinas, rodas e estruturais de ultra-alta resistência”, detalha Machado.

    Além disso, a Usiminas agora utiliza, na usina de Ipatinga-MG, uma tecnologia de resfriamento acelerado de chapas grossas denominada CLC (Continuous on-Line Control), qualificada por Machado como “inédita na siderurgia brasileira e apta a desenvolver chapas grossas de alta resistência mecânica e elevada tenacidade, mais fáceis de soldar que as chapas grossas convencionais”.

    Essa facilidade de soldagem decorrente do uso do CLC, observa o profissional da Usiminas, favorece a produção de tubos geralmente resultantes da solda de chapas grossas, muito utilizados em mercados que exigem alto conteúdo tecnológico, como óleo e gás e a indústria naval.

    Química e Derivados, Evonik-Vitor-Lavini_poliamida_risers

    Lavini: poliamida amplia resistência dos risers

    Esse investimento em novas tecnologias contribuiu para que a Usiminas se integrasse, no final do ano passado, a um projeto de fornecimento, pela Tenaris, de tubos para exploração do pré-sal. “Nesse projeto, aços produzidos com a tecnologia CLC foram aplicados na maior coluna de revestimento de superfície (surface casing) da história da exploração petrolífera no Brasil, com 1.650 m, dos quais 50 m na camada do pré-sal”, descreve Machado. “Nosso principal desafio foi garantir a integridade estrutural da coluna: com o dobro de extensão em relação às colunas de 800 m dos poços típicos, a coluna fornecida pela Tenaris foi instalada sob lamina d’água superior a 2.000 metros”, prossegue.

    Há novas possibilidades também no segmento dos tubos flexíveis, compostos por várias camadas (plásticas e metálicas) e posicionados como alternativas para a exploração de petróleo em águas profundas. Para essa aplicação, a Evonik hoje fornece uma poliamida comercialmente batizada como Vestamid, muito usada, desde os anos 80, nos sistemas de condução de combustível de automóveis. De acordo com Vitor Lavini, chefe de produto da área de polímeros de alta performance da Evonik, a linha Vestamid inclui grades passíveis de utilização em duas das camadas dos risers flexíveis utilizados na exploração offshore de petróleo: primeiramente, na camada de barreira, que mantém contato direto com o petróleo, pois, além de resistência mecânica elevada ao impacto e à fadiga, ela tem excelente resistência química a hidrocarbonetos. E pode ser usada também na camada externa dos risers, que permanece em contato com a água.

    Já há no Brasil, diz Lavini, mais de 800 quilômetros de tubos offshore nos quais foram aplicadas as poliamidas Vestamid. Agora, a Evonik posiciona essa linha de produtos também para uso em sistemas de distribuição de gás natural, com pressão de 7 a 18 bar, nos quais atualmente prevalece o aço. “Nesse caso, o tubo é extrudado com uma só camada e o uso da poliamida gera vantagens nos custos de instalação e manutenção”, afirma.



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