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20 de setembro de 2013

Tubos: Condições mais agressivas em e&p exigem novos materiais

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Tubos: Condições mais agressivas em e&p exigem novos materiais

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    economia nacional segue sem acelerar, cresce a concorrência da importação, e setores fundamentais, como a indústria petrolífera, anunciam projetos portentosos nem sempre concretizados de imediato: mesmo assim, os fabricantes de tubos em operação no Brasil continuam investindo no desenvolvimento de tecnologia e de produtos, seja por disporem de matérias-primas melhores (ver box), ou pelo fato de eles próprios serem obrigados a atender às necessidades que lhes impõem desafios mais complexos.

    Química e Derivados, Marcelo Bueno: tubo monometálico com 9% de níquel suporta pressões até 550 bar

    Bueno: tubo monometálico com 9% de níquel suporta pressões até 550 bar

    Entre os mais recentes desenvolvimentos dessa indústria, pode-se citar a aplicação do chamado aço grau 8 – liga de aço-carbono com 9% de níquel -, em tubos monometálicos destinados a condições bastante severas de processamento do sistema de CO2 (dióxido de carbono) das unidades replicantes para o pré-sal, para as quais ainda não havia materiais adequados; entre elas, elevadas pressões (até 550 bar), e possibilidade de ocorrência de baixa temperatura numa eventual descompressão do gás (cerca de -70oC). “Esse é um desenvolvimento genuinamente brasileiro”, destaca Marcelo Bueno, diretor presidente da multinacional de origem alemã Schulz.

    A Schulz, afirma Bueno, com a Petrobras e seu aparato de pesquisa, e com outros produtores de tubos e de matérias-primas, participa desses estudos relativos ao uso do aço grau 8. E, sozinha, desenvolveu um tubo bimetálico coextrudado, já utilizado em fornos da Petrobras: “Agora, estudamos esses tubos também para aplicações submarinas”, complementa.

    Há investimentos não apenas nas pesquisas de aplicações e novas tecnologias, mas também em instalações para realizá-las: em julho, a V&M do Brasil inaugurará um centro de pesquisas integrado à chamada Ilha do Petróleo (o Parque Tecnológico mantido na Ilha do Fundão pela Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ele terá como principal foco as pesquisas relacionadas ao pré-sal, mas considerará também o desenvolvimento do uso de tubos e de produtos tubulares com fins estruturais, em produtos automobilísticos, de transportes e na robótica.

    Esses mesmos setores e outros, como a energia nuclear, constituirão os objetos de atenção do centro de P&D que a Tenaris constrói na mesma Ilha do Fundão. Será o primeiro centro de pesquisas dessa empresa no Brasil, que exigirá investimentos iniciais de aproximadamente US$ 39 milhões. A inauguração, anuncia a Tenaris, deverá ocorrer em dezembro.

    Desafios e oportunidades – Mantendo seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos, a indústria de tubos atinge marcas cada dia mais significativas: a Schulz, por exemplo, em maio, bateu seu próprio recorde ao fornecer, para uma planta de papel e celulose, tubos com diâmetro até então inédito no portfólio fabricado pela sua unidade brasileira: 84 polegadas.

    No Brasil, a Schulz atualmente produz tubos soldados de aço com diâmetro mínimo de oito polegadas, utilizados na indústria de óleo e gás nas refinarias e unidades de processo do topside das plantas de exploração. Esses tubos não são aproveitados na “parte molhada” da exploração de petróleo. Por isso, a Schulz quer fabricar, na unidade de Campos dos Goytacazes-RJ, os tubos bimetálicos destinados às aplicações submarinas.

    Tal projeto, conta Bueno, deveria começar no segundo semestre, mas a atual conjuntura mercadológica o postergou, provavelmente para o início de 2014. “Já foram aprovados os R$ 52 milhões necessários para esse projeto de produção dos tubos para exploração submarina”, conta o presidente da Schulz.

    No ano passado, a V&M inaugurou, na cidade de Rio das Ostras-RJ, uma fábrica de acessórios para completação de poços petrolíferos. Nessa planta estão sendo fabricados e reparados os diversos tipos de produtos de sua linha Premium VAM: conexões especiais para o acoplamento de tubos e acessórios por um sistema integrado de roscas, selos e ombros de torque.

    E em janeiro último a V&M renovou seu principal contrato com a Petrobras: por mais cinco anos, garante o fornecimento à petroleira de tubos para exploração de óleo e gás, incluindo tubos sem costura, graus especiais de aço e conexões.

    Essa empresa também fornece tubos estruturais para os estádios que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014 nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Cuiabá e no Distrito Federal, bem como outros locais relacionados como centros de treinamento. Ao todo, dez estádios associados à Copa receberão mais de 9 mil t de tubos sem costura da V&M.


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