Tintas e Revestimentos

6 de janeiro de 2014

Tratamento do superfície: Demanda automotiva decepciona, mas construção civil mantém ritmo

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    o início, até se poderia imaginar 2013 como um ano mais favorável para a indústria do tratamento de superfícies: afinal, entravam em vigor as regras do Inovar-Auto, com as quais o governo pretende estimular a nacionalização da produção de automóveis e de seus diversos componentes. Mas, ao menos por enquanto, esse programa ainda não gerou efeitos perceptíveis.

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    Uma das causas para esse descompasso entre a proposta e a consecução dos objetivos desse programa pode ser a falta de acompanhamento de sua implementação: afinal, diz Antonio Carlos de Oliveira Sobrinho, presidente da ABTS (Associação Brasileira de Tratamentos de Superfície), embora as montadoras garantam estar atendendo aos requisitos do Inovar-Auto – e possam usufruir as suas benesses –, ainda não foi notada nenhuma correlação entre o programa e o aumento no tratamento local de autopeças. “Se as regras que tornam esse projeto interessante para o mercado nacional não forem seguidas de maneira clara, dificilmente colheremos seus frutos”, destaca Oliveira.

    Ele também sugere o desenvolvimento de algo como um Inovar-Peças, que permitiria aos próprios fabricantes de autopeças contar com estímulos similares aos do Inovar-Auto (em linhas gerais, benefícios fiscais às montadoras que investirem em nacionalização da produção, e em inovação, pesquisa e desenvolvimento locais.). De acordo com Oliveira, “principalmente pela importação de componentes automotivos, em 2013 o mercado brasileiro para tratamento de superfícies registrará uma ligeira queda, ou realizará o mesmo volume de negócios efetivado no ano anterior”.

    Airi Zanini, da MacDermid, também afirma não ter percebido, ao menos por enquanto, nenhum efeito positivo da vigência do Inovar-Auto. A operação brasileira do grupo MacDermid no mercado do tratamento de superfícies alcançará este ano receita no máximo similar àquela auferida em 2012. E tal manutenção de patamar só será possível porque prosseguem em ritmo satisfatório os negócios estabelecidos com a indústria da construção civil. “É um mercado que nos últimos anos buscou muita tecnologia”, destaca o diretor da MacDermid (grupo recentemente adquirido pela holding de investimentos Platform Acquisition).

    Na Itamarati, o montante de negócios dos nove primeiros meses deste ano foi 8% inferior àquele referente ao mesmo período de 2012. “Em outubro, começamos a sentir alguns sinais de recuperação, e ao final de 2013 poderemos obter faturamento igual ao do ano anterior”, projeta Douglas Fortunato. “A linha branca e a construção até mantiveram seus negócios, mas a indústria automobilística caiu ainda mais”, acrescenta.

    Outras alternativas – Alguns provedores de produtos e processos para tratamento de superfícies também anunciam incremento em seus negócios no decorrer deste ano (relativamente a 2012). Na Atotech, esse crescimento atingirá algo entre 14% e 15%, afirma Maurício Bombonati.

    Segundo ele, um dos fatores responsáveis por essa expansão é a atuação mais incisiva da empresa em outros mercados, além da indústria automotiva: mais especificamente, a construção civil e as máquinas industriais. “Para o mercado da construção civil, a empresa está criando um grupo mundial, mais focado em metais sanitários e em fechaduras, no qual há dois representantes do Brasil”, destaca Bombonati.

    Química e Derivados, Aplicações de zinco em automóveisTambém a Surtec hoje olha mais atentamente para a construção civil, tanto em itens como esquadrias quanto em peças de acabamento, como torneiras e maçanetas. “No Brasil, nosso mercado mais forte sempre foi o setor automotivo, mas esse mercado se tornou mais complexo, pois não apenas as montadoras, mas também alguns sistemistas hoje trazem do exterior peças prontas para montar aqui seus sistemas”, ressalta Bandeira.

    E crescerão significativos 30% os negócios da Tapmatic, diz Pacheco. “Acabamos de lançar um produto para decapagem para solda de inox que está crescendo bastante, e também este ano colocamos no mercado um decapante em forma de gel, cuja ação é mais duradoura, comparativamente aos produtos tradicionais, geralmente líquidos”, justifica.

    A Henkel, relata Redondo, registra crescimento em segmentos como agricultura e construção. “Como atuamos em um leque amplo de mercado, temos a perspectiva de continuidade de nosso crescimento no próximo ano. Mas sabemos que 2014 não será um ano fácil, e para continuar crescendo será preciso inovar”, pondera Redondo.



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