Manutenção Industrial

23 de dezembro de 2013

Tratamento de superfície: Tecnologia avança e substitui elementos danosos ao ambiente

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Revestimento do tipo laser cladding, feito pela Cascadura

    Revestimento do tipo laser cladding, feito pela Cascadura

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    papel subalterno ao qual vem sendo relegada a atividade industrial na economia brasileira, agravando a incapacidade de concorrer com a importação de produtos e componentes já prontos, impacta negativamente os negócios dos provedores locais de produtos e de serviços para tratamento de superfícies, pois eles têm seus clientes nas indústrias. Nesse setor, são particularmente sentidas as importações realizadas pelo segmento automobilístico, não apenas seu maior cliente, mas também o que mais demanda o desenvolvimento de tecnologia.

    No início do ano, entrou em vigor o programa Inovar-Auto, concebido pelo governo para estimular o aumento dos índices de nacionalização dos automóveis aqui produzidos (e também das autopeças, usuárias intensivas de soluções de tratamento). Mas tal programa parece não surtir ainda efeitos relevantes, e o setor automobilístico se manteve como o principal responsável pela ausência de crescimento dos negócios da indústria do tratamento de superfícies no decorrer deste ano (ver box com informações sobre o mercado e o Inovar-Auto)

    Química e Derivados, Zanini: Inovar-Auto ainda não produziu os efeitos esperados

    Zanini: Inovar-Auto ainda não produziu os efeitos esperados

    Até mesmo pelo mix de produtos ao qual se dedicam agora as montadoras instaladas no Brasil, parece já haver também alguma defasagem entre as tecnologias para tratamento de superfície utilizadas no exterior e aquelas empregadas no Brasil. O grupo MacDermid, por exemplo, em outros países já fornece a esse mercado acabamentos à base de cromo trivalente com cores diferenciadas do brilhante tradicional: entre elas, o fumê. “Mas esses produtos são usados em carros de maior valor, quase não fabricados no Brasil, que hoje produz mais carros populares, com poucos acabamentos”, observa Airi Zanini, diretor-geral na América do Sul desse grupo empresarial.

    O Brasil fica a cada ano mais defasado mercadológica e tecnologicamente nos mais diversos ramos da atividade industrial, desde os mais básicos – caso da produção moveleira, tradicional usuária de tratamento à base de níquel no acabamento e de zincagem em suas ferragens – até outros mais sofisticados, como a indústria de eletrônicos.

    Referindo-se a este segmento, Zanini lembra que a Multek, fabricante de circuitos impressos de alta tecnologia, encerrou sua operação brasileira no decorrer deste ano. “Fornecíamos muitos processos para eles, inclusive os de alto valor agregado, como cobre químico e cobre eletrolítico de alta penetração”, lamenta o diretor da MacDermid (grupo que no Brasil controla três operações: Anion, Revestsul e MacDermid Offshore Solutions).

    Evolução na pré-pintura – Empenhada em aumentar a produtividade de seus processos e, ao mesmo tempo, obrigada a atender aos apelos ambientais, a indústria brasileira não pode prescindir completamente dos avanços da tecnologia de tratamento de superfícies e segue também incorporando alguns de seus avanços mais significativos. Entre eles, os compostos nanotecnológicos capazes de substituir os processos de fosfatização nas etapas de pré-pintura.

    Relativamente aos fosfatos, os compostos nanotecnológicos apresentam vantagens tanto econômicas quanto ambientais, pois reduzem o consumo de água necessária ao processo, bem como a formação de borra, que precisa ser descartada.

    Química e Derivados, Redondo: nanotecnologia pode tirar fosfatos do pré-tratamento

    Redondo: nanotecnologia pode tirar fosfatos do pré-tratamento

    Nome já consolidado nesse mercado dos nanocerâmicos para pré-pintura é a Henkel, que agora até diversifica essa oferta, antes composta basicamente pela linha Bonderite NT-1, bastante empregada na produção de equipamentos da linha branca e em máquinas e equipamentos dos setores de construção e agropecuário. Agora, alguns usuários dessa linha começam a substituí-la pela linha TecTalis, trazida recentemente para o Brasil. De acordo com Sérgio Redondo, gerente de negócios da Henkel para a América Latina, a linha TecTalis “tem desempenho um pouco superior, especialmente na resistência à corrosão”.

    Além disso, a Henkel hoje comercializa aqui a linha Bonderite CC 42, cuja utilização dispensa o uso de água deionizada, tornando-se mais acessível a operações de menor porte (e com menos recursos para alocar nos sistemas capazes de gerar esse líquido). “Direcionamos esta tecnologia a pequenos processos atualmente atendidos pela tecnologia de fosfato de ferro, em que a exigência técnica é menor em relação às outras tecnologias”, comenta Redondo.

    Por sua vez, a SurTec emprega nanotecnologia na fabricação das camadas de conversão de metais de suas linhas de pré-pintura SurTec 609 e SurTec 650. Douglas Bandeira, gerente de marketing dessa empresa, crê que, embora a fostatização seja cada dia menos utilizada nas etapas de pré-pintura, sua substituição pela nanotecnologia será gradual. “Os fosfatos de ferro e zinco tricatiônico ainda são muito utilizados”, especifica.


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      Um Comentário


      1. alex madruga

        Olá,
        gostaria de ter mais informações sobre a aplicação da nanotecnologia e
        da linha tec-talis.

        att,
        Alex Madruga



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