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18 de novembro de 2010

Tratamento de Superfície – Nanotecnologia ameaça substituir fosfatização

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    ambém na seara da fosfatização, há atualmente um nítido processo de perda de espaço das tecnologias tradicionais, em favor de novos processos. Nesse segmento, pelo menos na área dedicada a tratamentos de pré-pintura, a nanotecnologia se destaca como principal candidata a substituir a aplicação de fosfatos.

    Essa nova tecnologia apresenta muitas vantagens: a mais evidente é a diminuição, a níveis muito inferiores, da geração dos resíduos sólidos que tanto preocupam os aplicadores de fosfatos. Existem outras: “Há redução substancial de energia, pois os nanoprodutos não necessitam de aquecimento, como é o caso do fosfato, e usam menos água (de 20% a 50%)”, detalhou Alberto Wanderluz, gerente de desenvolvimento AST/ST TCS Mercosul da Henkel.

    Atualmente, a Henkel oferece como alternativa à fosfatização a linha Bonderite NT-1. “Esse processo já substituiu os processos de fosfatização em 90% dos produtores de linha branca, marrom, autopeças e alguns insumos da construção civil”, afirmou Wanderluz.

    A Atotech quer atuar mais incisivamente nesse mercado, justamente com substitutos nanotecnológicos dos fosfatos. Essa empresa estruturou um departamento denominado PSP (Paint Support Technology), dedicado basicamente a soluções compostas por nanopartículas à base de silícios destinadas a pré-tratamento para pintura. Na Europa, disse Maurício Bombonati, tais soluções são amplamente utilizadas. “E existem estudos para sua utilização, no Brasil, pela indústria automobilística e de eletrodomésticos da linha branca”, comentou.

    Assim, caso desejem permanecer competitivas no segmento da pré-pintura, empresas de produtos para fosfatização deverão buscar parceiros com reconhecido know-how em nanotecnologia. Preferencialmente, um parceiro internacional, capaz de sensibilizar os grandes clientes, como destacou Alfredo Arístio de Barros Neto, diretor técnico da Poloquímica. “Estou empenhado na busca por um parceiro desse gênero, mas não é simples”, revelou.

    Embora a busca seja complexa, o parceiro pode ser fundamental, como mostra a experiência da própria Poloquímica, que tradicionalmente vendia à fabricante de linha branca Esmaltec soluções de pré-pintura à base de fosfato. Quando esse cliente decidiu recorrer à nanotecnologia, o fornecedor foi relegado a uma condição periférica no processo. Atualmente, a Poloquímica já oferece algumas soluções nanotecnológicas, compostas com elementos como titânio e zircônio, mas elas somente são demandadas por clientes menores.

    “A fosfatização não serve apenas para pré-pintura: é usada também nos processos de deformação a frio, por exemplo, na trefilação de arames e tubos, e na etapa anterior à oleação de autopeças. E nessas aplicações ainda não há substitutos”, comentou.



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