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18 de novembro de 2010

Tratamento de Superfície – Galvanoplastia perde espaço para processos alternativos

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Tratamento de superfície, Galvanoplastia perde espaço para processos alternativos

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    ornecedores de insumos para galvanoplastia menos focados nos processos especificamente galvanoplásticos: essa frase paradoxal revela uma realidade já delineada nesse setor. Afinal, esses fornecedores estão hoje empenhados em expandir o leque de suas ofertas para o mercado de tratamento de superfícies, no qual sempre tiveram a galvanoplastia como principal negócio, abrindo possibilidades não necessariamente fundamentadas nos métodos de eletrodeposição.

    Simultaneamente, essas empresas buscam agregar novos diferenciais a tais soluções, e estendem sua atuação para segmentos de mercado não diretamente relacionados ao tratamento de superfície.

    Obviamente, esse alargamento do escopo de atuação só é possível porque o avanço tecnológico atual gera inúmeras novas possibilidades de tratamentos e acabamentos. Mas ela decorre também da demanda, manifestada por seus clientes, em busca de alternativas mais eficazes e mais adequadas a finalidades específicas – muitas vezes sem a contrapartida de preços maiores –, e da necessidade de uma atuação mais sustentável, alcançada com produtos e métodos mais amigáveis ao ambiente.

    Química e Derivados, Airi Zanini, Anion MacDermid, tratamentos da galvanoplastia são mais antigos

    Zanini: soluções galvânicas são muito antigas tecnologicamente

    Exemplo de nova modalidade de tratamento de superfície oferecida por uma empresa com forte presença no mercado da galvanoplastia começa a ser apresentada pela Anion MacDermid para montadoras automobilísticas, inicialmente para ser utilizada em tratamentos decorativos no interior de veículos. Sem recorrer à deposição, esse produto é similar a um filme próprio para ser agregado aos moldes das peças; no Brasil, começou a ser usado pela Fiat no modelo Stilo.

    Esse novo produto se integra a uma visão algo pessimista sobre o futuro mercadológico das soluções tradicionais de galvanoplastia. “Essa área do tratamento de superfície evoluirá muito pouco, se evoluir, nos próximos cinco anos”, projeta Airi Zanini, diretor-geral da Anion MacDermid. “O mercado tem hoje novas exigências de qualidade e cuidado com o ambiente, e os tratamentos da galvanoplastia são mais antigos”, afirmou.

    Por sua vez, a Tecnorevest está iniciando a comercialização de um novo produto, também destinado a interiores de veículos, que substitui os métodos de deposição pelo de aspersão. Denominado Tecnorex, ele foi desenvolvido internamente nessa empresa, e de acordo com Silvia Pereira, diretora-técnica da Tecnorevest, uma montadora se prepara para aplicá-lo nas maçanetas internas de um de seus modelos. “Chegamos a esse produto trabalhando em parceria com grandes empresas do setor automobilístico e de outras indústrias”, comentou.

    Silvia aposta alto no potencial mercadológico do Tecnorex, para o qual a empresa buscará patente mundial. “Ele simula um acabamento metálico, como uma cromação ou uma douração, sem a necessidade de submeter as peças a processos de galvanoplastia”, disse a diretora. “E pode ser aplicado em quaisquer superfícies: metais, plásticos, e mesmo vidro, algo impossível para os processos galvânicos”, acrescentou.

    Química e Derivados, Silvia Pereira, Tecnorevest, parceria com grandes empresas do setor automobilístico

    Silvia: aspersão vai revestir maçanetas de automóveis

    Mais com menos – A presença de novas alternativas no portfólio dos fornecedores dos insumos para galvanoplastia não significa o abandono dessa técnica tradicional. Essas empresas seguem investindo na melhoria dos insumos, e alinham esses desenvolvimentos com duas grandes diretrizes: os padrões de exigência do setor automobilístico – gerador de evoluções posteriormente repassadas para outros segmentos industriais –, e a obrigatoriedade de maior sustentabilidade ambiental.

    O primeiro desses dois universos, o automotivo, opera com uma premissa básica: “As empresas desse setor querem que se faça mais com menos”, revelou Maurício Furukawa Bombonati, gerente de GMF (General Metal Finishing), da Atotech. Nesse caso, a expressão “fazer mais com menos” não tem conotação meramente comercial, de maximização dos resultados com menores custos. Significa também, entre outras coisas, obter os mesmos efeitos dos processos antigos com camadas mais finas de zinco, ou de qualquer que seja o elemento depositado nas peças.


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      Um Comentário


      1. Para a aplicacão do Tecnorex, composto por 03 produtos distintos a Arflux desenvolveu e produziu um robot para todo o processo de aplicacão. Achamos que esta informacão seria relevante.

        Flávio M. Freire



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