Tecnologia Ambiental

14 de março de 2009

Tratamento de efluentes – Retração nos projetos estimula oferta de terceirização por BOTs, BOOs, AOTs ou AOOs…

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Tratamento de Efluentes

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    omentos de crise podem reservar também boas oportunidades para determinados tipos de ofertas no ramo industrial. É o que ocorre, por exemplo, no mercado de tratamento de efluentes, especificamente entre as empresas que comercializam os chamados BOTs (build, operate and transfer) ou BOOs (build, operate and own), operações de terceirização em que o ofertante investe e se responsabiliza pela construção e operação das unidades por um período acordado.

    A lógica da oportunidade nesse ramo é simples e começa, em primeiro lugar, pela necessidade comum atualmente dos clientes de reduzir quadros de funcionários próprios para minimizar os efeitos da crise. Isso promete levar muitas indústrias a terceirizar a gestão das utilidades como forma de diminuir seus custos trabalhistas e, ao mesmo tempo, preservar a mão-de-obra das áreas produtivas da empresa, mais importantes de serem mantidas para garantir a competitividade em épocas difíceis. Isso sem falar que, no caso da gestão da água, a modalidade pode ainda ajudar o cliente a economizar seus gastos com medidas de redução de desperdícios e reúso.
    A expectativa torna as ofertas de BOTs ou BOOs um ato longe de parecer tresloucado em uma fase em que a indústria adia projetos e diminui a produção. Pelo contrário, oferecer a custo inicial zero um upgrade ou substituição de uma estação de tratamento de efluentes defasada, com promessas de ganhos na “conta da água”, soa como bom argumento de vendas. Tanto é assim que a esperança com as novas possibilidades é compartilhada entre as principais BOTistas – como são conhecidas no mercado essas empresas de engenharia e prestação de serviços – com maior, menor ou nenhum grau de ceticismo.

    Química e Derivados, Alain Arcalji, Diretor-executivo da EcoAqua, Tratamento de Efluentes

    Alain Arcalji: prestração de serviço com responsabilidade integral

    Escopo ampliado – “É o momento certo para a indústria ver as vantagens do nosso modelo de gestão”, afirmou Alain Arcalji, o diretor-executivo da EcoAqua, empresa sediada no Rio de Janeiro, de propriedade do grupo português SGC e especializada em BOTs e outros pacotes de prestação de serviços similares em tratamento de água e efluentes industriais. E, ainda segundo Arcalji, a busca por redução de custos pós-crise já tem levado clientes a procurar as ofertas de terceirização da EcoAqua, as quais ele considera como de “escopo ampliado“ ou “especiais”.

    A definição dos modelos de gestão da EcoAqua, que de certa forma norteia também as ofertas de outras empresas da área, serve como resumo daquilo que essa terceirização especial pode proporcionar aos clientes. Isso porque os BOTs e demais modelos são diferentes da prática comum da indústria de chamar de terceirização apenas a transferência da mão-de-obra, usando-a como ferramenta para diminuir os altos encargos trabalhistas de funcionários contratados. “O nosso modelo envolve responsabilidade integral pela operação. A única preocupação do cliente será fiscalizar o cumprimento do contrato, que estabelece volumes e a qualidade da água tratada ou do efluente descartado ou reusado”, explicou. “Se a empresa não está interessada em terceirizar totalmente a gestão, nós educadamente declinamos da oferta”, disse.

    Com a delegação integral, além de ter a garantia do tratamento o cliente pode programar melhor seu fluxo de caixa, segundo completou Arcalji. “Afora não se preocupar mais com a água, ele saberá quanto vai gastar com o seu gerenciamento”, disse. Os contratos da EcoAqua, apesar de serem formulados caso a caso, normalmente envolvem uma parcela fixa mensal para cobrir os custos e os investimentos, mais uma variável, referente aos volumes tratados. Isso tudo em uma planilha de custos calculada para amortizar o valor dos ativos dentro do prazo normal dos BOTs de dez a quinze anos.

    Modelos similares a esses são implementados em clientes como a Klabin, de Otacílio Costa-SC, onde a EcoAqua ficará por dez anos como responsável pela captação e tratamento de água, a desmineralização e o tratamento dos efluentes descartados da indústria de papel. A única peculiaridade aí é a Klabin continuar como proprietária dos equipamentos. Somando outros clientes, como Petrobras (Cenpes) e a siderúrgica Thyssen Krupp-CSA (em implantação no Rio e cuja concorrência de terceirização foi vencida em novembro de 2008), a EcoAqua já soma R$ 270 milhões investidos em contratos de terceirização, com recursos próprios e de linhas privadas de financiamento (na Klabin, metade são recursos do fundo Itaú-BBA).


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