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18 de novembro de 2010

Tratamento de Chorume – Aterros testam tecnologias para combater a contaminação

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, Tratamento de Chorume, Fitorremediação na Essencis de Curitiba

    Fitorremediação na Essencis de Curitiba

    A

    complexidade do tratamento do chorume, líquido gerado pela decomposição de material orgânico e pela percolação de água em aterros, é um desafio constante para as empresas especializadas em saneamento ambiental. Mas estão surgindo novas tecnologias que prometem aperfeiçoar os resultados alcançados. Com tudo isso, as perspectivas de mercado são cada vez mais atraentes, principalmente porque há carência desse tratamento no país.

    Química e Derivados, Tabela, Resumo analítico das remoções de DQO, DBO, e amônia de 2009 e 2010É muito complexo operar uma estação de tratamento de chorume com sucesso, dada a elevada Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), a presença de metais pesados e de substâncias tóxicas, que inibem o processo e comprometem o resultado final. A explicação veio de Alfredo Rocca, gerente da Divisão de Resíduos Sólidos e Áreas Contaminadas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

    “Os tratamentos nem sempre são suficientes para enquadrar os efluentes nos padrões legais para lançamento em corpos de água”, acrescentou. A Cetesb tem constatado que boa parte dos aterros sanitários envia o chorume para as estações de tratamento de esgoto. Assim, “diminuíram os problemas causados por esse agente poluente e também o número de autuações por esse motivo no estado de São Paulo”, observou Rocca.

    Para serem despejados em cursos de água, os líquidos de aterro devem atender às normas ambientais. Do contrário, a única alternativa é a coleta e o transporte até as estações de tratamento de esgoto. Cabe à Cetesb fiscalizar a operação dos aterros e verificar se o chorume está devidamente coletado e tratado.

    Química e Derivados, Alfredo Rocca, Cetesb, elevada Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), presença de metais pesados e de substâncias tóxicas

    Rocca: maioria manda o chorume para estações de tratamento

    Como a quantidade de chorume gerada é proporcional à incidência das chuvas, que varia nas diversas regiões (em função do balanço hídrico local), a melhor estratégia de preservação ambiental passa pela tentativa de minimizar a infiltração das águas pluviais na massa do aterro, seja por meio de cobertura da área ou de drenagem. Também se armazena o chorume em tanques, de onde depois são transportados para tratamento junto com os esgotos.

    Chorume é o nome popular dado para o líquido escuro gerado em lixões ou aterros sanitários, em decorrência da percolação das águas de chuva pela massa de lixo. O impacto ambiental deste líquido está relacionado, sobretudo, à alta concentração de matéria orgânica em decomposição, que demanda uma grande quantidade de oxigênio, retirado do meio que ele atingir, ou em que for lançado.

    Rocca comentou que o esgoto sanitário, por exemplo, apresenta uma DBO da ordem de 300 mg/litro, enquanto que a DBO do chorume vai de 3.000 a 17.000 mg/litro. O chorume apresenta ainda concentrações de metais pesados e substâncias tóxicas. O descarte do chorume num corpo de água gera depleção de oxigênio, causando impactos como a mortandade de peixes e deixando a água imprópria para os usos a que se destina.

    Tratamentos – A princípio há dois tipos de tratamentos para o chorume: o aeróbico (degradação com fornecimento de oxigênio) e o anaeróbico (realizado em reatores fechados, na ausência de oxigênio e com geração de gás metano).

    A Essencis Soluções Ambientais, segundo a engenheira química Gabriela Fernandes, da área de Desenvolvimento e Inovação, está estudando três tecnologias para a melhoria dos seus processos de tratamento de efluentes e também para implantar o processo em outras unidades da empresa.

    Química e Derivados, Gabriela Fernandes, Essencis Soluções Ambientais, tratamento do chorume por fitorremediação

    Gabriela: Essencis estuda três formas de tratar o seu chorume

    Uma das tecnologias é o tratamento do chorume por fitorremediação, ou seja, utilizando plantas. Funciona da seguinte maneira: os efluentes são direcionados até os jardins de plantas nos quais ocorre o processo de mineralização e descontaminação pelas ações das raízes e dos micro-organismos existentes nas plantas (biodegradação e lavagem dos metais pesados e outros materiais não biodegradáveis). Depois dessa etapa, o material é seco por evapotranspiração e, ao final, obtém-se um produto com valor na forma de composto, o qual pode ser usado como adubo. Gabriela destacou que esta tecnologia é única, patenteada por uma empresa francesa. A Essencis fará parceria com essa empresa para implantar o novo processo no Brasil no início de 2011.

    Resultado da parceria entre os grupos Solvi e Camargo Corrêa, a Essencis se diz líder no mercado de soluções ambientais e também estuda o tratamento de chorume com a utilização de membranas filtrantes: a tecnologia de MBR (reator biológico com membrana) e osmose reversa. A empresa está avaliando as técnicas de MBR e osmose reversa em plantas piloto montadas em Curitiba-PR, com a previsão de instalar outro piloto em São Paulo, ainda sem data definida. Os resultados dos testes indicarão a possibilidade de combinar duas ou mais tecnologias para tratamento de efluentes críticos, como o chorume.

    A tecnologia de osmose reversa é um processo físico que utiliza membrana semipermeável como um filtro capaz de separar o líquido em duas fases. Age como uma barreira seletiva na passagem de moléculas muito pequenas, retendo todos os sais dissolvidos e produtos orgânicos com moléculas maiores que 10-7 mm. O equipamento para este processo é composto basicamente por vasos de pressão tubulares contendo em seu interior as membranas filtrantes, sendo o líquido circulado com o auxílio de bombas de alta pressão, suficientes para vencer o potencial osmótico entre os líquidos dos dois lados da membrana, invertendo o fluxo natural do solvente (a água, no caso) do meio menos concentrado para o mais concentrado (daí o nome osmose reversa).


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      Um Comentário


      1. Cecél Garcia

        Vejo todas essas – substanciais – ações. E me pego com certa tristeza por saber que se tivéssemos um investimento numa Educação – também – substancial e com investimentos aplicados e continuo. Não estaríamos dando incentivos fiscais as industrias e poluidores outros. Pois existem leis para serem aplicadas, só que para nossos palacianos o mais prudente é manter-se no “PERPETUO PUDER”



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