Tecnologia Ambiental

13 de setembro de 2012

Tratamento de Água – Silicone ganha espaço para melhorar ação antiespumante

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados, Renata Ferreira, Coordenadora de aplicação da Bluestar Silicones, Tratamento de Água

    Renata Ferreira: formuladores usam emulsões base água ou fazem misturas

    No universo das especialidades químicas voltadas para o mer­cado da água, são notórias entre tratadores e fornecedores as dificuldades que muitos en­frentam para introduzir novos insumos nas operações. Principalmente quando isso vai significar aumento de custos diretos. Não são muitos os clientes com disposição para pagar mais caro por uma alternativa que, no médio e longo prazo, pode trazer ganhos na famosa relação custo/benefício.

    Esse cenário vale bastante para o uso dos silicones como antiespumantes no tratamento de água e efluentes. Mais caro do que seus concorrentes orgânicos tradicionais – óleos minerais, álcoois graxos –, suas vantagens técnicas evi­dentes para quebra de espuma, por ter tensão superficial bastante baixa, ainda não são suficientes para fazê-lo crescer o desejado pelos três grandes produtores de silicone: Bluestar, Wacker e Dow Corning (Xiameter).

    Isso não significa, porém, que não se utilize o silicone para a função. Pelo contrário, trata-se de nicho explorado pelos três competidores (o mercado total de antiespumantes para água, incluindo os produtos convencionais, é de US$ 26 milhões na América do Sul e cresce 3,5% ao ano).A alemã Wacker, por exemplo, nota um crescimento gradual nos últimos anos principalmente para uso em tratamento de efluentes e na la­vagem da fibra na indústria de celulose. “É uma atividade com muito problema de espuma, porque na lavagem da fibra os álcalis e a lignina formam um verdadeiro sabão natural no processo. Eles precisam do antiespumante nas duas fases”, explicou o gerente de vendas para América do Sul da Wacker, Fábio Silva.

    Química e Derivados, Fábio Silva, Gerente de vendas da Wacker, Silvio Vernabel, Químico da Wacker, Tratamento de Água

    Fábio Silva e Silvio Vernabel: indústria de celulose é a maior adepta

    Como o antiespumante tem ação mais eficaz do que os concorrentes, podendo ser dosado em pequenas quantidades e com tempo de ação mais longo, a moderna e exportadora indústria de celulose aderiu com mais facilidade ao insumo. “Nós testamos o produto em nosso laboratório e fazemos um comparativo da ação do silicone com o antiespumante utilizado pelo cliente. Depois disso, é possível, para o tratador de água, determinar o tempo e o retorno da dosagem, bem como sua formulação”, complementou o químico da Wacker, Silvio Vernabel.

    As três empresas fornecem o produto – em emulsões base água, que vão de 5% a 30% de ativo de silicone, ou o composto a 100% – para a empresa especializada em tratamento de água (seus clientes) criar sua própria formulação. “Muitas vezes eles até misturam o silicone com outros produtos tradicionais para criar um antiespumante”, disse a responsável técnica da Dow Corning/Xiameter, Sueli Aguiar. De forma geral, segundo ela, os principais usuários da tecnologia, produzida no caso da Xiameter na fábrica de Campinas-SP, são grandes consumidores de surfactantes. Além da indústria de celulose, que responde por boa parte do consumo, as indústrias têxteis, que precisam lavar suas fibras, também são clientes importantes. “E a função anties­pumante do silicone também tem sido incorporada na indústria de sabão em pó e detergentes, fornecidos como compostos a 100%”, disse.

    Nenhum produto, é unanimidade entre os produtores, conta com tensão superficial tão baixa como o silicone, que, ao entrar em contato com a espu­ma, provoca seu colapso. De acordo com a coordenadora de aplicação da Bluestar Silicones, Renata Ferreira, os antiespumantes de silicone agem na parede de água da espuma (a espuma tem, para os técnicos, paredes de ar e água), desmoronando-a em no máximo dois segundos.

    Química e Derivados, Sueli Aguiar, Responsável técnica da Dow Corning/Xiameter, Tratamento de Água

    Sueli Aguiar: dosagem é mínima, mas limpa e exige menos retorno de aplicação

    No mercado de água, a Bluestar atua por meio da distribuidora Pluriquímica, que envasa e vende as emulsões base água prontas a 10% de silicone; e cuja formulação possui um pouco de surfac­tante para mantê-lo estável em água. Segundo Renata, as aplicações têm se voltado para espumas de tratamento de efluentes ou de água industrial, tanto as escuras como as claras. “Uma quantida­de mínima é dosada, a tecnologia é mais limpa e só precisa ser ‘redosada’ depois de um período mais longo, ao contrário dos antiespumantes convencionais, cuja aplicação é intermitente”, disse. A fábri­ca da Bluestar éem Santo André-SP, no site multipropósito da Rhodia, de quem o grupo chinês comprou o negócio há alguns anos.

     

     

     



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