Tecnologia Ambiental

13 de setembro de 2012

Tratamento de Água – Controle automatizado melhora desempenho das especialidades químicas

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Tratamento de água

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    s water-doctors, como são conhecidos os especialistas em subscrever “receitas”, supervisionar e operar tratamentos para as indústrias manterem suas vazões de água dentro dos padrões aceitáveis para evitar problemas na produção, estão cada vez mais sofisticados em seus diagnósticos. Além de procurar ofertar melhores “remédios” (leia-se aí especialidades e commodities químicas) para combater os principais males que afligem o condicionamento da água no meio industrial – corrosão, contaminação microbiológica, incrustação –, os “médicos da água” também se preocupam cada vez mais com a medicina preventiva, na qual o constante acompanhamento do paciente, com exames periódicos, diminui o surgimento de “enfermidades”, tornando o tratamento mais racional, sem sobressaltos e deixando saudáveis torres de resfriamento, caldeiras e estações de tratamento de água e efluentes.

    Se no campo da saúde a prevenção significa visitas periódicas ao médico, que normalmente fará uma análise clínica do paciente e pedirá uma bateria de exames para averiguar os parâmetros mais importantes para ter garantias de que tudo está bem, no universo do tratamento de água o caminho se revela o mesmo, com tendência de radicalização quando a operação é mais crítica e demanda maiores cuidados para não causar problemas ao cliente. Esse caminho que começa a ser divulgado por grandes empresas tratadoras de água, na prática os tais water-doctors, envolve o uso de sistemas on-line de controle dos principais parâmetros da água tratada, agregados aos seus sistemas químicos, cujo principal objetivo é saber se os produtos dosados estão sendo aplicados conforme a “prescrição” anteriormente feita e, sobretudo, se estão sendo eficazes, levando em conta alterações comuns na água de entrada e na recirculação dos sistemas.

    A tendência do controle on-line é mais evidente nos tratamentos de torres de resfriamento, não por acaso onde mais se consome água na indústria, principalmente as de grande porte. Por coincidência ou não, pelo menos três grandes competidores do mercado estão anunciando novidades nessa área, com tecnologias com certas especificidades, mas no fundo com o mesmo propósito: controlar o tratamento e corrigi-lo automaticamente. Há divulgação de novos sistemas nas americanas Ashland Water Technologies e na GE Water and Process Technologies e ainda na japonesa Kurita, as três com grande presença nos chamados heavy users de água, ou seja, indústrias pesadas, como siderurgia e petroquímica, além do mercado médio industrial. E do mesmo modo as três se encontram ainda em fase de divulgação das novas tecnologias de controle, com a promessa de em breve de fato introduzir os sistemas no país.

    Química e Derivados, José Armando Píñon Aguirre, Diretor da Ashland, Tratamento de Água

    José Armando Píñon Aguirre: sistema dosa seguindo as taxas de corrosão, incrustação e microbiologia

    Vale começar pela Ashland, entre outras coisas por causa de sua nova estruturação no mundo e no Brasil, resultado de um caminho de aquisições de empresas importantes da área, como a Drew, a Hercules, a Stockhausen (da ex-Degussa, com fábrica de polímeros acrílicos em Americana-SP), a ISP e, especificamente no país, a Logos (unidade em Leme-SP). A tecnologia da Ashland se chama PBC (Performance Based Control, ou controle baseado em performance), que se funda no uso de um equipamento automatizado de controle de linhas críticas de resfriamento de grande porte, com grande consumo de água e com problemas de contaminantes, segundo explicou José Armando Píñon Aguirre, diretor da Ashland. “Ele é conectado ao trocador de calor mais crítico e pode ter múltiplos pontos de leitura, analisando on-line as taxas de corrosão, de incrustação e de contaminação microbiológica”, disse. “Se por um acaso o sistema detecta que uma das taxas de controle está acima do considerado como indicador-chave de desempenho, a dosagem do produto, seja o inibidor de corrosão, o dispersante ou o biocida, é aumentada. Da mesma forma, se a taxa está abaixo do determinado como indicador, a dosagem é diminuída”, completou.


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