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16 de abril de 2009

Transporte – Setor regulamenta estações de limpeza para coibir desleixos em segurança e meio ambiente

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Transporte

    Transporte – Setor regulamenta estações de limpeza para coibir desleixos em segurança e meio ambiente

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    a caminhada empreendida pela indústria química brasileira para melhorar sua gestão socioambiental, faltam ainda alguns degraus para o setor chegar ao andar da excelência. Isso nem tanto dentro dos limites de suas instalações, já bastante incorporadas por boas práticas ensinadas por programas como o Atuação Responsável, compulsório às associadas da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que respondem por quase 80% da produção nacional. Mas principalmente quando se toma conhecimento de problemas ao longo de sua extensa cadeia de fornecedores.

    Um caso emblemático ocorre no segmento de transportes de produtos químicos, mais especificamente em uma importante etapa de sua operação, aquela pela qual os tanques precisam ser limpos e descontaminados. É consenso hoje entre os mais familiarizados com o cotidiano da indústria que são poucos os locais habilitados para realizar operações confiáveis nos quesitos meio ambiente e segurança operacional. Essa constatação, aliás, fez a Abiquim criar um módulo do seu Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade (Sassmaq) – que já afere e qualifica de forma compulsória todas as transportadoras prestadoras de serviços aos associados – específico para estações de limpeza, o qual da mesma forma passará a ser mandatório a partir de janeiro de 2010.

    A preocupação da Abiquim é proteger o segmento de riscos, os quais já levaram o Inmetro a também criar um sistema de qualificação e registro no final de 2007 para diferenciar empresas que prestam o serviço para carretas e isotanques (tanques-contêineres). O selo federal, originado por portaria (255/07), nasceu para atender à solicitação do ministério público do trabalho que, por sua vez, dava uma resposta a uma série de acidentes fatais ocorridos com trabalhadores envolvidos em descontaminações de tanques. Apenas na região de Paulínia-SP, ao redor da refinaria da Petrobras (Replan) e de onde surgiram as solicitações para a procuradoria regional do trabalho forçar a regulamentação da atividade, cerca de dez mortes foram registradas nos últimos anos. Todas elas em virtude do amadorismo, infelizmente majoritário, em uma atividade de alto risco.

    Os acidentes mais comuns envolvem desleixos conjugados com a manutenção dos equipamentos. Caso padrão é aquele em que um funcionário entra no tanque para fazer uma solda e, em razão de a descontaminação não ter sido feita ou mal realizada, os voláteis ainda presentes provocam explosão e muitas vezes a morte do trabalhador. Mas já foram registrados acidentes ainda mais lamentáveis, como óbitos provocados por atos quase insanos, como utilizar um isqueiro para iluminar o interior do tanque de inflamáveis ou verificar o odor de um tanque com produto altamente tóxico com o nariz, e não com equipamento apropriado ou o uso de máscara.

    Ordem na casa – As iniciativas tanto da Abiquim como do Inmetro visam a disciplinar e a criar padrões de conduta em estações de limpeza e descontaminação que prestam serviços a terceiros ou nas unidades cativas de transportadoras. O módulo de estação de limpeza do Sassmaq já está valendo desde o meio de 2008 e até o momento apenas uma empresa foi avaliada e certificada, a Concórdia Transportes, de Camaçari-BA. Mas várias outras empresas estão em preparação e, neste ano, para atender às novas exigências dos clientes químicos em 2010, há a previsão de uma grande corrida atrás da certificação, o que movimenta o mercado de consultorias e auditorias. Já o registro do Inmetro, na última contagem, foi concedido a 39 empresas em todo o Brasil.

    A percepção atual é a de que a certificação do Inmetro, aferida por técnicos do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), se preocupa mais com os aspectos de segurança operacional, levando em conta os cuidados com os equipamentos empregados, a condição de salubridade e de risco para os trabalhadores. Já o Sassmaq ultrapassaria a preocupação para a questão ambiental, investigando de forma mais criteriosa a maneira como a estação lida com seus perigosos efluentes, resíduos sólidos e os vapores tóxicos e inflamáveis. Com seu sistema implantado, o módulo pode fazer, segundo a opinião de conhecedores da atividade, o que até agora o registro do Inmetro ainda não garante a algumas empresas já auditadas pelo Ipem: a boa gestão ambiental e a própria efetividade das descontaminações no dia-a-dia da indústria química.

    Química e Derivados, Registros por atividade no estado de Sao Paulo / Percentual de registro por estado, Transporte

    Registros por atividade no estado de Sao Paulo / Percentual de registro por estado


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