Calor Industrial

6 de agosto de 2014

Torres de resfriamento: Fabricantes se preparam para atender nova onda de pedidos

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Publicado por: Domingos Zaparolli
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    Química e Derivados,Torres de resfriamento: Fabricantes se preparam para atender nova onda de pedidos
    Dois anos de vendas abaixo da expectativa inibem projetos de expansão dos fabricantes de torres de resfriamento, mas a perspectiva atual é de retomada dos negócios depois das eleições. Enquanto aguardam nova onda de encomendas, os fabricantes se mantêm atualizados nas tecnologias de estruturas e de enchimentos das torres, aliando novos desenhos dos equipamentos com aumento de eficiência operacional e redução de custos.

    Química e Derivados, Torre de resfriamento nova, construída pela HPT que...

    Torre de resfriamento nova, construída pela HPT que…

    Em 2012, a HPT, empresa paulista que atua no mercado de torres de resfriamento, tinha planos de ampliar a capacidade de produção de sua fábrica em Mauá, na Grande São Paulo. Antes de iniciar as obras, a direção da companhia decidiu contratar uma pesquisa de mercado para dimensionar o potencial do negócio. A pesquisa avaliou o mercado brasileiro de torres novas de resfriamento em R$ 200 milhões ao ano, sem contar as oportunidades geradas em serviços de manutenção e reformas de torres antigas. No início daquele ano, governo e mesmo economistas do mercado financeiro projetavam um crescimento anual do PIB ao ritmo de 4% por um período de cinco anos, o que deveria impulsionar os investimentos industriais e, portanto, as encomendas de novas torres. Com esse diagnóstico em mãos, a companhia se sentiu confiante em iniciar a planejada expansão. Hoje, porém, os investimentos em Mauá estão paralisados, a empresa optou por aguardar uma melhora no mercado para retomar a obra. “Desde 2012 as encomendas de torres novas caíram em 50%, o que não justifica, por ora, o investimento”, diz o diretor-executivo Carlos Augusto Poli.

    Química e Derivados, ...também reforma equipamentos, como este, da Sabesp

    …também reforma equipamentos, como este, da Sabesp

    A HPT foi criada em 2000 tendo como foco inicial a atuação nos segmentos de manutenção e reforma de torres de resfriamento. Com o tempo, passou a dedicar-se também a construção de torres novas, mas com estratégias distintas para cada segmento de mercado. No segmento de torres pequenas, de até 10 m², destinadas principalmente às indústrias de transformação de plásticos, brinquedos e alimentos, as torres HPT já são fabricadas na unidade de Mauá. As torres de grande porte, acima de 100 m², utilizadas por petroquímicas e siderúrgicas, por exemplo, a HPT atua realizando reformas e, no caso de torres novas, elas são erguidas no próprio sítio do cliente. A expansão da fábrica em Mauá, relata Carlos Poli, teria como objetivo incorporar a produção de torres de médio porte, entre 10 m² e 100 m², destinadas, por exemplo, a clientes da indústria química e automobilística. Atualmente a HPT terceiriza a fabricação dessas torres.

    Poli relata que o sinal vermelho para a expansão da fábrica foi dado em meados de 2013, com parte da obra já executada. “O crescimento do mercado de torres de resfriamento foi negativo em 2013 e houve quedas também no número de propostas solicitadas; em 2014 há uma retomada na solicitação de propostas, mas as encomendas continuam devagar”, diz o executivo. Na sua visão, o mercado está represado, os industriais estão com medo de investir, mas ele acredita que o clima de negócios mudará após as eleições. “Em 2015 devem prevalecer os serviços de reparação em parques industriais mais maduros, com recapacitações e reformas, em razão do grande represamento de investimentos em expansão industrial que têm ocorrido nos últimos três anos. As encomendas de novos equipamentos ainda devem continuar em baixa”, acredita. Para o médio prazo, as perspectivas são mais animadoras, na avaliação do executivo. “Acho que teremos uma avalanche de encomendas nos próximos anos”, diz.

    Alguns dos principais fabricantes de torres de resfriamento do país apresentam números um pouco diferentes dos apresentados pela HPT sobre o mercado brasileiro atual, mas não diferem em relação à percepção de que as encomendas estão aquém do potencial do país. Calimério Garcia Filho e Paulo Wilson Carneiro, respectivamente diretores comercial e técnico da Vettor, avaliam o mercado brasileiro de torres de resfriamento em R$ 250 milhões anuais, envolvendo encomendas de torres novas, reformas e serviços de manutenção. “A Vettor cresceu em 2013, conquistando espaço de concorrentes. Mas o mercado como um todo não cresceu. Em 2014 já podemos afirmar que o mercado não vai ser bom. Copa, eleições e política econômica paralisam os negócios. Para 2015, as perspectivas não são das melhores”, diz Calimério Garcia.


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