Tintas e Revestimentos

14 de fevereiro de 2012

Tintas – Versatilidade do PU satisfaz demanda técnica e ambiental

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    química e derivados, tintas, PU

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    versátil e resistente poliuretano amplia sua participação nas tintas e vernizes brasileiros. A razão para esse crescimento está no aumento de exigências de desempenho dos revestimentos, especialmente em produtos exportáveis. A complexidade química desses materiais pode ainda assustar alguns usuários, mas representa a possibilidade de desenvolver uma pletora de alternativas para suprir as necessidades do mercado, oferecendo vantagens igualmente no campo ambiental.

    “O poliuretano é mais caro do que as commodities usadas nas tintas, mas quando se pretende exportar um artigo ou quando há uma exigência técnica superior, é preciso usá-lo”, comentou Danilo Zanin, gerente regional para a América Latina da Perstorp. A partir de 2012, todas as ações na região serão comandadas pelo escritório de São Paulo, incluindo o México, que se reportava à filial norte-americana.

    Com o aumento da responsabilidade regional, a empresa ampliou sua estrutura e implantou três divisões: specialties (com a linha clássica da Perstorp, como trimetilolpropano e pentaeritritol), coatings (isocianatos alifáticos e aromáticos), e nutrição animal. “A estratégia é criar sinergia entre essas divisões, reduzindo custos logísticos e criando valor nas aplicações”, explicou.

    Como observou, o perfil de demanda por isocianatos do Brasil se aproxima do estabelecido no México e na Colômbia, com preferência pelos alifáticos nas tintas e vernizes. Na Argentina, segundo Zanin, a posição se inverte, favorecendo os aromáticos. Aliás, os maiores mercados para tintas poliuretânicas na região são, pela ordem, Brasil e Colômbia, segundo o gerente regional. A média de crescimento de PU em tintas na região fica entre 8% e 10% ao ano, como indicou, aproveitando o avanço de setores industriais consumidores, como a produção de pisos de madeira e tintas automotivas. “Além disso, o PU cresce conquistando aplicações antes atendidas por outras resinas, com tecnologias mais antigas”, disse.

    Zanin ressaltou que o mercado sempre procura inovações. Há alguns anos, por exemplo, o setor moveleiro consumia muito isocianato aromático, que tende ao amarelecimento quando exposto à radiação ultravioleta. Hoje, os alifáticos já lideram esse setor.

    Mario Fernando de Souza, diretor comercial da Galstaff Multiresine do Brasil, confirma que os PUs alifáticos custam mais caro, às vezes o dobro dos aromáticos, mas oferecem performance superior. “Os alifáticos têm aderência maior, secam mais lentamente e formam revestimento mais resistente, sem amarelar com a incidência de luz solar”, afirma. “Mas, quando a aplicação não é muito exigente e não é branca, cinza, por exemplo, dá para usar o TDI”, explicou.

    Souza aponta a possibilidade de formar blends com as duas famílias de isocianatos para alcançar propriedades satisfatórias com um custo final atraente. “Nesse caso, trazemos o blend pronto da Itália, porque a manipulação dos isocianatos é muito complexa”, comentou Souza. Ele espera manter o crescimento de vendas de resinas (PU e poliéster) em torno de 10% ao ano, como vem se mantendo nos últimos anos.

    A Galstaff atua mais com poliuretanos bicomponentes e em base solvente, com componentes trazidos na forma líquida, porém com alta concentração de sólidos. “Os clientes diluem, aditivam e pigmentam conforme seus objetivos, mas também sugerimos algumas formulações”, disse. Ele também oferece um tipo monocomponente, com 60% de sólidos.

    André Oliveira, supervisor de desenvolvimento de mercado de coatings da Reichhold, avalia como estável o comportamento da demanda por poliuretanos em tintas durante 2010 e 2011. “Esse tipo de revestimento é mais usado em pintura automotiva original e repintura, em aplicações sobre madeira e produtos da indústria em geral, cuja demanda não se modificou muito nesse período”, disse.

    No entanto, Oliveira percebe uma clara tendência de aumento de demanda pelos produtos de base aquosa. “Para isso, lançamos em 2009 um PU-acrílico da linha Arolon e, em 2011, os óleos uretanizados Urotuf F”, comentou. “Mas leva um certo tempo para que os clientes testem e aprovem essas inovações e as incluam nas suas linhas.”

    Base água – A Perstorp direciona grande parte de suas pesquisas para o desenvolvimento de PUs de base água, preferencialmente partindo do hexametileno isocianato (HDI). “Com essa mesma molécula, podemos fazer a linha base solvente, marca Tolonate, e também a de base aquosa, a Easaqua, necessitando rearranjar a cadeia molecular para torná-la hidrofílica”, explicou Zanin. A Perstorp mantém centro de pesquisas na França para poliuretano, com um centro de suporte para aplicações na América Latina sediado nos Estados Unidos.


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      5 Comentários


      1. Aguinaldo

        poderia me passar o codigo e a montadora dessa tinta da foto acima q seria esse azul


      2. Pedro

        Será que passaram pra voces onde encontrar este azul ? quero pintar meu gol desta cor. Se alguém descobriu me passe por favor. Obrigado


      3. deilton

        esse azul é muito lindo poderia me passar a montadora e o código desse azul


      4. marcos

        boa noite !!!1poderia me passar o codigo e a montadora dessa tinta da foto acima q seria esse azul , esse azul é pu??? obrigado


      5. carla

        poderia me passar o codigo e a montadora dessa tinta da foto acima q seria esse azul



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