Química

18 de agosto de 2010

Tintas – Veículos pesados exigem alta resistência e cores atuais

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    stima-se que o mercado brasileiro de tintas industriais movimente R$ 3 milhões por mês somente para abastecer a indústria automotiva de equipamentos pesados, englobando a pintura de ônibus, máquinas agrícolas e equipamentos rodoviários, como tanques reboques para produtos perigosos, graneleiros, baús, cegonhas e silos.

    A gaúcha Tintas Killing atende a esses segmentos, notadamente a fabricante de ônibus Comil e a San Marino; os tratores da AGCO; implementos agrícolas da Semeatto, Keppler-Weber, Triton, Ipacol e KF; e equipamentos rodoviários feitos pela Guerra, Pastri, Rhodoss e Rodovalle. A região da Serra Gaúcha é a grande propulsora dos negócios, seguida pela região metropolitana de Curitiba, o norte paranaense, alguma coisa no oeste de Santa Catarina e em São Paulo.

    Atualmente 40% das tintas industriais da Killing vão para o mercado automotivo pesado. Nos negócios da companhia, respondem por 25% das vendas, mesmo percentual das tintas imobiliárias. Segundo o diretor-comercial Paulo Roberto Moreira, trata-se de um segmento com particularidades. Os tratores da AGCO são todos vermelhos. Os ônibus são pintados das mais diversas cores, conforme a identidade visual das empresas e exigem diversificação. Outros exemplos são os equipamentos rodoviários, que tendem a acompanhar as cores do caminhão que os traciona.

    Para isso, a Killing criou um sistema tintométrico em uso nos grandes fabricantes de equipamentos ou nos distribuidores que se tornaram pequenas fábricas de tintas para personalizar a cor ao gosto do freguês. O colorimetrista se tornou um técnico indispensável que a Killing treina diretamente ou por meio dos distribuidores.“Em equipamento rodoviário, o sistema tintométrico é imprescindível, é precondição para quem quer se sustentar e crescer no mercado”, explica o gerente-comercial Otávio Torchetto.

    Química e Derivados, Tintas - Veículos pesados exigem alta resistência e cores atuais

    A partir da esq.: Torchetto, Moreira e Marcos Rauber, o time da Killing

    A tecnologia do mercado tem de combinar processos ágeis, grade de cores e produtos ambientalmente amigáveis. Antigamente um ônibus, um trator, ou equipamentos similares eram pintados com uma tinta tosca, sem apelo visual. Não é mais assim. O cliente quer tinta de qualidade, com centenas de tonalidades. O apelo tecnológico se traduz como tinta altamente resistente, com muitas opções de cores, ambientalmente correta e isenta de metais pesados, seguindo a tendência de todo o mercado automotivo.

    O epóxi tomou conta do fundo e a tinta poliuretânica da cobertura, tanto na cor como no verniz. Secagem é coisa do passado. Hoje em dia o pintor passa o primer de fundo e já aplica a base colorida e o verniz por cima, sem esperar a secagem completa de cada camada. E o desempenho é ainda melhor, em resistência às intempéries e aspecto visual.

    No final das contas, quando o cliente analisa todas as vantagens alcançadas, ele identifica o fornecedor e a marca sai fortalecida. Solventes ainda são muito usados, mas já há clientes migrando para formulações base água e está entrando no mercado a chamada tinta sólida. Ela não usa diluentes, porém se trata de uma resina de baixíssima viscosidade, com apresentação líquida. “A ideia é secar muito rápido, diminuir demãos e realizar cobertura superior em fluxos produtivos otimizados”, completa o coordenador do laboratório de tintas industriais da Killing, Marcos Rauber.

    As estatísticas mais recentes da Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea) revelam: foram produzidas 33,44 mil máquinas agrícolas entre janeiro e maio de 2010. No acumulado a produção cresceu 44% em relação ao mesmo período de 2009. Com relação aos ônibus, existe um programa oficial entre o governo federal e as prefeituras para adquirir veículos novos para a frota escolar do interior do país.

    Entretanto, a máquina da economia só não anda mais rápido no momento porque as empresas que precisam do BNDES estão recebendo o dinheiro de financiamento 90 dias depois da aprovação do cadastro. É um prazo anormal, quando se sabe que o banco de fomento costuma liberar os valores em apenas 30 dias.



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