Tintas e Revestimentos

15 de abril de 2011

Tintas UV – Insumos evoluem e fixam a tecnologia em substratos difíceis e novas aplicações

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, Tintas UV, indústria gráfica

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    uso da tecnologia de tintas e vernizes curáveis por radiação ultravioleta (UV) está em pleno crescimento no país em vários tipos de aplicação, como nas indústrias moveleira, gráfica, de embalagens de papel, metálicas, de materiais plásticos e vidro. “Estima-se que haja um crescimento anual da ordem de 10% em volume de uso de tintas e vernizes UV”, observa Alberto Matera, diretor da Cytec na América do Sul.

    Rafael de Moraes Santos, da área de suporte técnico comercial da Quiminutri, trabalha com números ainda mais otimistas: “O mercado brasileiro apresenta um aumento de 15% no consumo ano a ano.” Em 2006, o mercado mundial de coatings UV representava 1,8% do total. Em 2010, apesar dos grandes avanços e melhorias no sistema, esse segmento de mercado subiu para apenas 2% do total mundial. Espera-se que em 2014 ele atinja 2,2% do mercado global. “A tendência é aprimorar e criar novos produtos que possibilitem difundir a tecnologia UV a novas aplicações”, completa.

    Maria Cristina Kobal Campos de Carvalho, diretora presidente da RadTech South America, avalia que o desempenho dessa tecnologia “é muito satisfatório e as perspectivas são de crescimento, principalmente nas áreas que necessitam de alta produtividade, alto desempenho quanto às resistências físicas e químicas, e onde exista a preocupação com o meio ambiente”.

    Embora seja evidente o crescimento desse mercado em inúmeras aplicações – “quase que diariamente surgem possibilidades de novas aplicações em segmentos variados; é uma tecnologia viva e estudada com muito interesse por cientistas e especialistas ao redor do mundo” –, há rumores de que algumas empresas saíram da área. Maria Cristina expõe a seguinte opinião: “O fato de empresas aparentemente saírem do nosso mercado se deve a um processo de globalização, pelo qual as empresas otimizam a estratégia de atuação em alguns países. Isso implica, algumas vezes, não estarem localizadas fisicamente no país, mas continuarem exercendo as suas atividades por meio de distribuidores especializados.”

    Santos considera que o Brasil está “um pouco atrasado” no quesito sustentabilidade e o volume de coatings UV no mercado deve ter índices menores do que os apresentados em escala mundial. “O preço ainda é uma grande barreira para que as tecnologias convencionais sejam substituídas por tecnologias amigáveis ao meio ambiente, como a do UV.” Por outro lado, ele salienta que a ausência de legislações específicas contra tecnologias agressivas ao meio ambiente e toxicidade tem deixado muitos produtores de tintas e vernizes estacionados, não favorecendo a migração para a nova tecnologia.

    Ressalva se faz a algumas aplicações, como nos mercados automotivo e imobiliário, em que imperam fatores de ordem técnica: nessas áreas, a tecnologia UV ainda não está totalmente pronta para substituir o convencional. Também diretora técnica da Renner Sayerlack S/A, Maria Cristina pondera que a tendência é de aumento de uso na indústria automobilística, na qual atualmente se aplica a cura por radiação em refletores, lentes de faróis, circuitos impressos e painéis de instrumentos de medição, entre outros. Santos acredita que o segmento de tintas automobilísticas terá uma alternativa UV nos próximos anos.

    A Cytec aposta no crescimento contínuo desse mercado, principalmente por causa da busca por sistemas de alta produtividade sustentáveis, e também vê novos horizontes: “Há perspectivas de uso dessa tecnologia em novas aplicações, em novos substratos ainda em desenvolvimento, como nas indústrias alimentícia e automotiva”, afirma Matera.

    “Substratos como aço, alumínio e vidro já têm materiais adequados para a formulação de tintas e vernizes curáveis por UV. Isso é fruto de extenso trabalho de pesquisa e desenvolvimento realizado pela Cytec. A nova geração de matérias-primas atende diretamente aos princípios da sustentabilidade: são produtos desenvolvidos de fontes renováveis, fora da cadeia petroquímica, como resinas vegetais. Para a Cytec, a sustentabilidade orienta os investimentos em novos desenvolvimentos”, garante o executivo.

    Em síntese, a Cytec aposta nas seguintes tendências de mercado: oligômeros e monômeros especiais para aplicação em vidros e metais; produtos de alta adesão e flexibilidade para plásticos; produtos desodorizados e de contato indireto para embalagens alimentícias e fármacos; e produtos desenvolvidos provenientes de fontes renováveis.


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