Produtos Químicos e Especialidades

7 de outubro de 2013

Tintas e Revestimentos – Solventes: Linhas commoditizadas sofrem mais com o avanço das importações

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Fairbanks
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Química e Derivados, Tintas e Revestimentos - Solventes: Linhas commoditizadas sofrem mais com o avanço das importações

    A

    s vendas de solventes industriais sofrem com a inconstância dos movimentos da indústria de transformação no Brasil. O acompanhamento da demanda em 2013 não permite traçar um planejamento claro para atender este mercado incerto, desautorizando o exercício de previsões de qualquer espécie.

    João Miguel Chamma - Bandeirante Brazmo: insumos seguem o passo da indústria de transformação

    Chamma: insumos seguem o passo da indústria de transformação

    “O primeiro semestre de 2013 foi absolutamente frustrante para a distribuição química, afetada por um mercado industrial anêmico, sem forças para crescer, inovar e mudar”, lamentou João Miguel Thomé Chamma, presidente da BandeiranteBrazmo. Mesmo com incentivos oficiais para alguns setores, a exemplo dos eletrodomésticos e automóveis, a atividade de transformação não deslanchou. Chamma analisa que os incentivos ajudaram a não derrubar a atividade produtiva, mas não houve estímulo para crescer.

    “Não diria que estamos em um ano negativo, pois não houve retrocesso em termos de volumes vendidos, mas não registramos nenhum avanço e não há sinais de melhora à vista”, avaliou. Ele espera uma elevação na venda de solventes e de outros produtos químicos no segundo semestre, respeitando a tradicional sazonalidade do mercado, que concentra negócios entre julho e outubro. “Julho não está com vendas tão boas quanto esperávamos”, disse.

    A grande preocupação do distribuidor reside no planejamento de compras para atender a uma possível demanda reprimida. Caso os compradores se animem e coloquem pedidos em peso para entrega concentrada em poucos meses, pode haver até uma escassez localizada. “A distribuição planeja suas compras e a formação de estoques com uma antecedência de dois a três meses; nós estamos estudando os cenários plausíveis para o segundo semestre, mas pode ser que a demanda se comporte diferente do que imaginamos”, considerou.

    Antonio Leite, diretor global da unidade de negócios de solventes da Rhodia, empresa do grupo Solvay, corrobora essa avaliação de mercado. “Tivemos um primeiro semestre ruim, com uma retração de demanda da ordem de 3% a 5%, situação piorada pelo aumento das importações de solventes, especialmente oriundos dos Estados Unidos, produzidos com gás natural barato”, afirmou. No campo dos solventes oxigenados, a situação é pior no acetato de butila, pois o único fabricante nacional de butanol conseguiu impor sobretaxas contra a importação a título de antidumping e ainda foi beneficiado pela elevação da Tarifa Externa Comum (TEC, do Mercosul). “No acetato de etila, por exemplo, somos competitivos e até exportamos para os EUA, mas, no caso do butila, tivemos de nos esforçar muito para manter a produção e o suprimento aos clientes”, comentou.

    No campo dos oxigenados, Leite comentou que os produtos mais tradicionais, commoditizados, como os acetatos de etila e butila, a acetona e o isopropanol, foram os mais atacados pela concorrência internacional. Os solventes de desenvolvimento recente, caso da linha Augeo, com conteúdo de origem renovável, registraram até crescimento de vendas. “São produtos premium, que ainda têm muito espaço para crescer”, justificou.

    O mercado de solventes reflete diretamente as incertezas do setor industrial. Em um ambiente de alta competição, ampliada com a chegada de novos players globais, em especial nas linhas sintéticas (oxigenados), e com demanda débil, não se registrou grande interesse pela introdução de solventes mais amigáveis ao meio ambiente e à saúde humana. “Conseguimos avançar em algumas aplicações específicas com as vendas da linha Augeo, da Rhodia, produtos de origem renovável, mas o mercado em geral não apresentou modificações significativas de produtos”, comentou Chamma.

    Química e Derivados, Tintas e Revestimentos - Solventes: Linhas commoditizadas sofrem mais com o avanço das importações

    Mesmo assim, ele informou que os clientes não voltaram atrás na tendência de substituição de solventes aromáticos pelos oxigenados. O tolueno, com alto poder de dissolução, é a principal estrela dos hidrocarbônicos. “Como a petroquímica mundial hoje se apoia mais no gás natural do que na nafta, a produção de aromáticos está em queda, justificando a elevação de preços, especialmente do tolueno, a patamares bem próximos dos oxigenados, como o acetato de etila”, explicou. Isso tem motivado a aumentar a substituição de aromáticos pelos solventes mais amigáveis.


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next