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4 de setembro de 2013

Tintas e Revestimentos: Resinas inovam para agregar funcionalidades

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Tintas e Revestimentos: Resinas inovam para agregar funcionalidades

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    mercado das resinas para tintas acompanha fielmente o desempenho destas, o qual apresenta variações conforme o segmento de aplicação desejado. Em 2012, por exemplo, as vendas de tintas decorativas imobiliárias ficaram aquém das expectativas setoriais, mas a demanda das linhas de repintura automotiva e de embalagens apresentou crescimento. Essa correlação também se reflete no estabelecimento de prioridades dessa cadeia produtiva. Quando um mercado tende a apresentar desempenho superior, aumenta o volume de inovações e de benefícios proporcionados pelos produtos. De outra forma, configurada a tendência de estagnação, as ofertas se relacionam mais com a coluna dos custos.

    Os números apresentados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) evidenciam uma acomodação de mercado. O volume produzido de tintas e vernizes em 2012 foi praticamente idêntico ao do ano anterior, mas o faturamento em dólares caiu quase 5%, considerando o resultado geral do setor. Os dados da entidade mostram uma retração de 2 milhões de litros no volume produzido de tintas automotivas para montadoras (OEM) em 2012, fato notável quando se sabe que essa categoria de tintas usualmente representa 4% do volume total do setor, mas 7% de seu faturamento. A linha imobiliária, detentora de 80% do volume produzido no país, ficou estável nesse quesito, mas apresentou queda de vendas dolarizadas de quase 5%. Ainda assim, responde por 63% do faturamento setorial (vide tabela). A Abrafati espera alcançar crescimento geral de 3% neste ano.

    Química e Derivados, Dow, Franco Faldini: resina consegue neutralizar formaldeído

    Faldini: resina consegue neutralizar formaldeído

    “Tivemos um ano desafiador em 2012”, avaliou Franco Faldini, diretor de marketing da Dow Coating Materials para a América Latina. A falta de investimentos em infraestrutura prejudicou a venda de produtos para tintas industriais, enquanto as linhas automotiva e imobiliária cresceram muito pouco. “Nesse quadro, as resinas não alcançaram aumento significativo de vendas”, explicou.

    Faldini salienta que os fornecedores de materiais de construção indicam um aumento no volume de negócios em 2013. “Notamos que a velocidade de lançamentos imobiliários em São Paulo caiu, isso acende o sinal amarelo para o futuro, mas ainda existe demanda firme pelos próximos 18 meses, ligada aos investimentos em curso”, observou. Daqui a dois anos, caso essa tendência não seja revertida, o mercado de tintas imobiliárias deverá se voltar mais para as atividades de reforma.

    José Marcos Qualiotto, gerente de serviços técnicos da área de dispersões e pigmentos para coatings da América do Sul da Basf, considerou apenas como moderados os resultados do segmento decorativo no primeiro semestre de 2013, com demanda fraca por essas tintas. “Acreditamos em uma recuperação no segundo semestre, como resultado da manutenção esperada dos níveis de emprego e de renda no país, facilidade de obtenção de crédito, aceleração de investimentos governamentais de infraestrutura, parada da época de chuvas e da esperada redução do IPI sobre os materiais de construção”, afirmou.

    André Oliveira, gerente de desenvolvimento de mercado da Reichhold, confirma a desaceleração do setor de construção. “O segmento imobiliário não cresceu em 2012, mas permaneceu em um patamar elevado que está sendo mantido neste ano”, avaliou. Mesmo assim, ele identifica oportunidades de negócios ligadas à diferenciação dos produtos e à redução de custos, ambas influenciando a demanda por resinas.

    Além das pressões tecnológicas, Oliveira aponta variações de demanda regionais. “O Nordeste ainda apresenta crescimento nas linhas decorativas imobiliárias, mas há muita oferta, exigindo reduzir custos para garantir as vendas das tintas”, afirmou.

    Além disso, ele cita a influência positiva do Programa Tintas de Qualidade, da Abrafati. “O mercado das linhas decorativas imobiliárias passou a exigir o atendimento dos padrões de qualidade que se tornaram norma oficial, isso orienta os formuladores a usar resinas melhores em quantidades certas, com custos viáveis”, afirmou. Outra tendência de mercado está relacionada à sustentabilidade, ainda dependente de uma atualização cultural. “Não há normas sobre sustentabilidade no Brasil, mas as linhas industriais já valorizam esse critério”, comentou.

    Com ele concorda Qualiotto, da Basf. “Os fabricantes brasileiros de tintas decorativas continuam focados em dispersões acrílicas e estireno-acrílicas, mas o aumento do poder aquisitivo da população, a proteção dos trabalhadores e questões ambientais exigem produtos mais sustentáveis”, considerou. Isso se reflete, por exemplo, no baixo odor, característica que já define a escolha dos consumidores. Como os custos subiram muito desde 2012, é preciso conciliar a oferta dessas características, aliadas à resistência à abrasão e ao baixo VOC, com a manutenção da competitividade, segundo comentou.


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