Tintas e Revestimentos

13 de fevereiro de 2000

Tintas – Pintura Industrial: Consumidores de tintas anticorrosivas ampliam exigências ambientais e econômicas

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Tintas, Pintura Industrial: Consumidores de tintas anticorrosivas ampliam exigências ambientais e econômicas

    Consumidores de tintas anticorrosivas ampliam exigências ambientais e econômicas, buscando menor custo total de pintura, e já pedem alternativas de cor para alcançar efeitos visuais adequados, enquanto mercado local registra a chegada de novos fornecedores de porte mundial

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    mercado de tintas anticorrosivas industriais mostra inquietação. Está em curso um rearranjo de forças no setor, que poderá a médio prazo alterar o equilíbrio atual, com predomínio de três empresas, Sumaré (Sherwin-Williams), International (Akzo/Courtaulds) e Renner. Nomes internacionais já conhecidos no mercado montam estrutura para atuar forte no mercado local. Além disso, para alguns dos entrevistados, já é hora de estabelecer diferencial tecnológico mais profundo entre concorrentes.

    Química e Derivados, Matsumoto: não vale a pena economizar na compra de tinta

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    A preocupação ambiental continua sendo a principal pressão de mudança na composição das tintas e nos sistemas de pintura, acrescida pela prevenção de danos à saúde dos trabalhadores. Fabricantes de tintas para esse fim reclamam a criação de leis mais restritivas, capazes de alterar profundamente o perfil consumidor, premiando empresas que mais investem em tecnologia. Nesse ponto, sempre é lembrada a legislação fluminense que baniu o jateamento seco com areia para tratamento de superfície, impulsionando o jateamento úmido com ou sem areia, que exige tintas especialmente preparadas para isso.

    Quanto aos custos, os entrevistados fazem coro para chamar a atenção dos usuários industriais sobre a necessidade de se avaliar o custo total da pintura, não apenas o custo da tinta. “Nas plataformas de petróleo, por exemplo, o custo da pintura representa aproximadamente 13% do investimento total, enquanto a tinta não chega a 1%”, comentou S. Matsumoto, diretor de anticorrosivos da StonCor brasileira, grupo empresarial que reúne empresas como a Carboline, Plasite e Fibergrate. Com base nessa informação é lógico afirmar que o uso de uma tinta mais nobre não vai pesar muito no orçamento do projeto, mas poderá trazer ganhos com a vida útil prolongada e a capacidade de reduzir o tempo de parada para manutenção.

    Ao mesmo tempo, foram desenvolvidas tintas capazes de substituir camadas de recobrimento. Basicamente, a pintura protetiva se compõe de três níveis: base ou fundo, intermediário e acabamento, cada um com propriedades específicas, visando evitar corrosão do substrato, proteger contra radiação ultravioleta, nivelar a superfície ou oferecer melhor efeito estético. O uso de tintas multifuncionais permite eliminar uma ou mais camadas, com as respectivas demãos, implicando menor custo de aplicação.

    Química e Derivados, Gnecco: multifuncionais exigem melhor aplicação

    Gnecco: multifuncionais exigem melhor aplicação

    O uso das multifuncionais, no entanto, apresenta limitações. “Como há menos demãos, há menos oportunidades para corrigir defeitos de pintura, portanto, o serviço exige mais qualidade”, explicou Celso Gnecco, gerente de treinamento técnico da Sherwin-Williams do Brasil, divisão Sumaré. A título de exemplo, ele cita pinturas internas (não expostas à luz solar, nem às chuvas) de alvenaria que podem ser feitas com 4 demãos de tinta alquídica ou apenas uma de epóxi dupla função

    Na StonCor/Carboline, as aplicações de camadas únicas são recomendadas apenas para casos de geometria simples de superfície e longe de pontos críticos. Hilton Wanderley de Castro, gerente de serviço técnico, afirma ser possível obter camadas de 50 a 300 micrômetros de espessura (por demão) com tintas sem solvente, usando matérias-primas de baixa viscosidade. Uma demão de tinta base d’água convencional apresenta espessura de 50 a 100 micrômetros, enquanto se conseguem até 800 micrômetros com produtos especiais de altos sólidos.

    “Tintas que secam mais rápido também aceleram o processo de pintura e permitem reduzir custos”, completou Douglas Bruce Leslie, gerente geral das linhas marítima e protective coatings da Akzo Nobel, divisão International. A empresa já comercializa tintas capazes de oferecer com apenas uma camada a mesma proteção de sistemas com três, além de apresentar várias cores. “Os clientes estão exigindo pintura protetiva e colorida”, disse. Além do efeito estético, a cor é usada para identificação de fluxos. Leslie cita o caso de torres para suporte de sistemas de aproveitamento de energia eólica, colocadas em praias do Nordeste e pintadas de cor próxima a da areia para reduzir o impacto visual.


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