Tintas e Revestimentos

15 de janeiro de 2009

Tintas: Perspectivas 2009 – Indústria prevê ano fraco, mas tenta se animar com medidas de estímulo a montadoras e construtoras

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Publicado por: Domingos Zaparolli
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    Química e Derivados, Tintas e Revestimentos

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    biênio 2007-2008 deixará saudades na indústria nacional de tintas. Foi um período em que o setor cresceu, em volume, a um ritmo de 8% ao ano. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), em 2008 foram comercializados 1,13 bilhão de litros de tintas e o faturamento do setor alcançou a cifra de R$ 5,4 bilhões, um total 14% superior ao do ano anterior, sendo que o IPCA acumulado em 12 meses até novembro foi de 6,39%. A crise econômica internacional trouxe uma certeza: os anos de crescimento vigoroso ficaram para trás. Como diz o diretor da Basf Rui Goerck: “Acabou a euforia, vamos voltar aos ritmos de crescimento normais.” Mas até alcançar a normalidade, a economia terá de superar 2009, quando o impacto da crise no bolso da população e nos investimentos deve chegar a seu auge. Prever o desempenho do setor de tintas neste ano não é uma tarefa simples.

    No final de 2008, a assessoria econômica da Abrafati arriscou uma previsão de crescimento de 2% no volume de tintas a vender durante 2009. Para chegar a esse número, porém, os economistas da associação utilizaram uma estimativa, elaborada pelo Banco Central, de crescimento de 3% do PIB no ano. O problema é que poucos agentes econômicos ainda apostam nesse prognóstico do Bacen. A maioria das previsões aponta para números inferiores a 2,5% na evolução do PIB, reduzindo também o teto de crescimento do setor de tintas.

    Química e Derivados, disse Fernando Val y Val Peres, Presidente do Conselho Diretivo da Abrafati e diretor-comercial da Sherwin-Williams no Brasil, Tintas e Revestimentos

    Fernando Val y Val Peres confia no desempenho do mercado de tintas imobiliárias

    Outros dois fatores sobre os quais não se tem clareza e que podem alterar custos e comprometer os resultados do setor são os preços internacionais do petróleo e a taxa de câmbio. O governo tem agido com o intuito de criar estímulos para as indústrias da construção e automobilística, o que pode repercutir favoravelmente no desempenho da indústria de tintas. “A crise reduziu o crédito e gera incertezas em relação à manutenção do poder aquisitivo das pessoas e dos investimentos. A indústria de tintas também será afetada, mas o impacto será diferente sobre cada segmento consumidor”, disse Fernando Val y Val Peres, presidente do Conselho Diretivo da Abrafati e diretor-comercial da Sherwin-Williams no Brasil. Para ajudar os players do setor a formar um panorama mais amplo das perspectivas para 2009, a Abrafati reuniu, no final de 2008, representantes de segmentos consumidores e fabricantes de tintas no 3º Fórum Abrafati, em São Paulo.

    Construção civil – O segmento de tintas imobiliárias, o de maior volume do setor, terminou 2008 com 864 milhões de litros de tintas comercializadas, um total 8% superior ao do ano anterior. O faturamento foi 13% superior, alcançando a marca de R$ 3,18 bilhões. Sérgio Watanabe, presidente da regional paulista do Sindicato da Construção – SindusCon-SP, avaliou um crescimento na casa dos 10% do setor de construção em 2008, com um faturamento de quase R$ 40 bilhões. Apenas as obras já iniciadas em 2008 e que terão continuidade em 2009 deverão garantir um impacto superior a 3% sobre o PIB da construção no ano. Portanto, ele prevê que a indústria da construção deverá crescer entre 3,5% e 4,5% em 2009.

    Watanabe apontou o maior volume de crédito imobiliário, disponibilizado principalmente por agentes financeiros estatais, como um fator que pode influenciar positivamente o desempenho do setor no ano. Além disso, também foram citados os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cuja previsão orçamentária inicial do governo é de R$ 21,2 bilhões em investimentos no ano. O problema é a falta de garantias da real aplicação desses recursos, que podem sofrer contingenciamentos. Além disso, como lembrou Watanabe, o governo não tem conseguido investir o total de recursos disponíveis.


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