Tintas e Revestimentos

15 de abril de 2012

Tintas – Painéis de madeira ampliam participação

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    rescem continuamente, no Brasil, a produção e a respectiva capacidade produtiva dos painéis de madeira (ver Tabela 1). Cerca de 50% dessa produção recebe, já nos próprios fabricantes, algum tipo de revestimento, especialmente melamina aplicada em BP (Baixa Pressão), FF (Laminação em Finish Foil) ou Pintura Direta ou revestimentos como AP (Alta Pressão), lâmina de madeira ou pintura direta. “Se considerarmos toda a cadeia produtiva, virtualmente, 100% dos painéis de madeira constituída recebem algum tipo de revestimento protetivo e/ou decorativo antes de atingir o consumidor final”, observa Gerson Aldo de Souza, gerente técnico da Guararapes (empresa produtora de compensados e MDF).

    Atualmente, conta Souza, cresce o uso da tecnologia de aplicação de laminação de melamina em baixa pressão, pois hoje ela consegue gerar, com custo menor e mais rapidamente, painéis com resistência similar àquela propiciada pela aplicação com alta pressão e com custos mais próximos da pintura direta. Com grande foco na diversidade de cores e texturas (com desenhos impressos com resoluções cada vez maiores), a tecnologia BP, em muitos casos, vem substituindo a pintura. “Muitas indústrias de móveis, antes voltadas para a pintura, hoje usam mais essa possibilidade de receber os painéis prontos com a tecnologia BP para criar novas linhas ou até mesmo substituir parte das linhas existentes”, ele destaca.

    O uso mais intenso da tecnologia BP somente é possível porque formulações mais sofisticadas de impregnação da resina melamínica aos papéis – nesse caso, resinas melamina-formol – agilizam enormemente, sem perda de desempenho e com possibilidades mais sofisticadas de aplicação de texturas, o processo de cura, que hoje pode durar menos de dez segundos por prensagem.

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    Souza: painéis de baixa pressão conquistam o setor moveleiro

    De acordo com Souza, formulações da impregnação são cada vez mais aditivadas com diversos agentes, como resinas melamina-formol modificadas, catalisadores latentes (que aumentam o tempo de prateleira, tempo no qual o material fica estocado antes do uso, e a fluidez da resina durante a prensagem), agentes maximizadores de fluidez da resina, agentes antipoeira, umectantes de alto desempenho, agentes antibloqueio (para evitar que as folhas grudem antes do uso), agentes antibactericidas e agentes antirrisco (muitos desses feitos à base de minerais, como trióxido de alumínio).

    Paralelamente, observa Souza, evoluiu também a tecnologia da pintura sobre os painéis de madeira constituída, com tintas e vernizes dotados de poros químicos e/ou mecânicos, sistemas de vernizes com alto poder de adesão a superfícies mais rígidas (antes possível apenas pelo tratamento mecânico da superfície), vernizes formadores de polímeros mais flexíveis para evitar riscos, pois flexibilizam o material evitando a sua remoção e dano irreversível ao produto, entre outros ingredientes.

    Paralelamente, desenvolvem-se também as tecnologias destinadas a prolongar a vida útil da madeira proveniente de reflorestamento. E esse desenvolvimento não se restringe aos produtos: atinge também os métodos de aplicação. “As mais modernas autoclaves (equipamentos com os quais são aplicados os agentes protetores da madeira contra fungos, radiação solar ou intempéries, já no local de corte das árvores) hoje permitem aplicações muito mais precisas“, destaca Ricardo Moura, diretor comercial da Plantar (empresa de Minas Gerais produtora de madeira de um clone de eucalipto denominado Amaru, desenvolvido por ela própria).

    Graças a essa evolução a Plantar, antes dedicada basicamente ao mercado do agronegócio, hoje atua também no mercado da construção civil. “Cresce o uso de madeira de reflorestamento na construção civil, em substituição a madeiras de mata nativa, até porque, com tratamento, elas podem durar mais, e algumas árvores nativas sequer têm permeabilidade para tratamento”, ele explica. “Nossa expectativa é que nossa madeira, devidamente tratada, dure pelo menos sessenta anos”, finaliza Moura.

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    Produção e capacidade de produção de painéis de madeira no Brasil – Clique para ampliar

     

     

     

     

     

     

     

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