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18 de dezembro de 2010

Tintas Metalográficas – Demanda firme contribui para a evolução do setor

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Publicado por: Tom Cardoso
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    Química e Derivados, Tintas Metalográficas

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    s fabricantes de tintas para aplicações industriais sobre superfícies metálicas, as chamadas linhas metalográficas, têm muitos motivos para exibir largos sorrisos nas festas de fim de ano. Ambos os segmentos desse mercado, para embalagens (chamado can coating) e para peças industriais e itens de construção civil pré-pintados (coil coating), registraram crescimento de negócios em ritmo acelerado. E a inexorável marcha do tempo garante a ceia dos próximos natais: falta pouco tempo para a folhinha chegar aos anos de 2014 e 2016, durante os quais o Brasil sediará, respectivamente, a Copa do Mundo de futebol e a Olimpíada.

    As estimativas para o mercado de coil coatings são as melhores possíveis. Nos últimos dez anos, a produção de material pintado em aço praticamente triplicou, passando de 72 mil t/ano em 2000 para perto de 250 mil t/ano em 2010. Números semelhantes também são verificados no setor de pintura de alumínio, cuja produção gira em torno das 50 mil t/ano, com tendência de crescimento acima de 30% no próximo triênio. Desempenhos substanciais, que poderiam ser ainda melhores se houvesse um maior dinamismo de todos os setores envolvidos e, principalmente, a conscientização do consumidor sobre as vantagens da construção metálica – que em outros países representa mais de 80% dos produtos tratados por coil coating.

    Essa é a opinião de três especialistas ouvidos por QD, executivos que militam no mercado de coil coating há muitos anos e sabem que o Brasil tem um enorme espaço para crescer nesse segmento. Para Marcelo Amaral, responsável pelo coil coating da PPG – empresa norte-americana que ganhou ainda mais relevância no mercado nacional ao adquirir os negócios de tintas arquitetônicas e industriais da Renner Sayerlack, incluindo a unidade de Gravataí-RS –, esse mercado ainda pode ser considerado em desenvolvimento na região, mesmo com os progressos dos últimos anos. “Ainda há a predominância da tecnologia poliéster convencional, diferentemente de outras regiões do mundo, onde o uso de PVDF e superpoliéster está mais desenvolvido”, afirmou Amaral. “É preciso reconhecer que mercados como o do Chile, que está consolidando a cultura do pré-pintado, com projetos variados e interessantes, está muito à frente do mercado brasileiro”, completou o executivo da PPG.

    Segundo Amaral, os países da América do Sul, onde há o predomínio do poliéster regular, não têm demandado inovações tecnológicas. A PPG, porém, lançou há algum tempo as tintas com efeito cool roofing (tetos frios), que estão se expandindo com enorme velocidade nos EUA, depois que o governo de lá praticamente obrigou, mediante incentivos fiscais, as empresas a implementar a tecnologia. O efeito cool roofing reduz a transferência de calor para dentro dos escritórios, reduzindo, portanto, a intensidade dos aparelhos de ventilação e de ar-condicionado, poupando energia e minimizando as emissões de gases de efeito estufa. “Nosso último lançamento da PPG em coil coating foi a linha Vari-Cool, tintas com uma gama enorme de cores vibrantes, metálicas e perolizadas e que promovem também esse efeito”, disse Amaral.

    Química e Derivados, Airton Carrasco Rodrigues, Tekno S/A, Mercado de Coil Coating no Brasil

    Carrasco: terceira linha de coil aumentará capacidade em 150%

    O mercado de coil coating no Brasil não dobrou de tamanho nos últimos seis anos por acaso. Mas esse número ainda é pequeno diante do potencial produtivo do Brasil. É o que pensa Airton Carrasco Rodrigues, diretor da Tekno S/A. Fundada em 1939, a Tekno é considerada a maior fornecedora brasileira de materiais pré-pintados, pioneira na introdução da tecnologia no país, quando, em 1976, adquiriu sua primeira linha de coil coating. Nos últimos anos, a Tekno, contrariando a tradicional letargia do setor, deu passos ousados. O maior deles, em 2007, foi a associação com a Valspar Corporation, gigante do setor que fatura mundialmente cerca de US$ 3 bilhões por ano. A Tekno ficou com 82% de participação acionária na joint venture, denominada Valspar Coil – 18% pertence à Valspar. De três anos para cá, a joint venture passou por solavancos, quando estourou a crise econômica mundial, em 2008-2009, e por momentos de farto otimismo, como o observado em 2010 e, provavelmente, em 2011.

    As tintas para coil coatings são usadas no setor de construção civil e na produção de eletrodomésticos, como geladeiras, fogões, máquinas de lavar e fornos micro-ondas, justamente os setores que estão sendo mais beneficiados pelos programas habitacionais do Governo Federal e pelo aumento do consumo das classes C, D e E. Mas, por que o mercado de coil coating nãoacompanha o crescimento chinês desses segmentos? Segundo Rodrigues, a resposta está em uma mudança profunda e radical na cultura de utilização de materiais metálicos na construção civil. “É preciso um grande movimento entre os empresários para atualizar a forma como são vistos esses materiais”, comentou o diretor da Tekno.


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