Tintas e Revestimentos

15 de maio de 2012

Tintas – Medição de Cor – Demanda fica mais exigente e requer controle preciso

Mais artigos por »
Publicado por: Hamilton Almeida
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Revista Química e Derivados, Tintas, Medição de Cor, demanda exigente

    C

    onhecido em escala mundial como o país do Carnaval, o Brasil é quase sinônimo de profusão de cores, característica a ser reforçada com a realização da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. As cidades-sede se preparam para receber os visitantes pintando os seus equipamentos urbanos. Pontos turísticos, como a região do Pelourinho, em Salvador-BA, ganham vida nova com a multiplicidade de tons aplicada ao casario do tempo colonial.

    Revista Química e Derivados, Marcos Quindici, Rainbow QT, Associação Pró-Cor do Brasil, Abrafati, brasileiro é crítico

    Quindici: consumidor brasileiro exige reprodutibilidade das cores

    O mercado, entretanto, “está cada vez mais crítico com as exigências da qualidade e da reprodutibilidade das cores”, alerta o especialista Marcos Quindici, proprietário da Rainbow QT, diretor da Associação Pró-Cor do Brasil e professor de colorimetria da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati).

    O brasileiro é tão crítico, diz ele, que muitas montadoras tiveram que aprimorar os seus processos de fabricação de para-choques, pois eles devem ser pintados nas mesmas cores das carrocerias. “O consumidor brasileiro demonstra ser cada vez mais exigente e sensível com relação às cores em geral”, observa Quindici.

    Antonio Francisco, diretor técnico-comercial da T&M Instruments, representante da Konika Minolta, aponta como tendência o fato de o mercado “querer cada vez mais opções de cores intensas e que atendam às expectativas de beleza, diversidade, alegria, harmonia e bem-estar de cada consumidor”. Para tanto, ele enfatiza que “a tecnologia dos espectrofotômetros está pronta para atender a todas as expectativas desse mercado crescente da cor em todos os segmentos industriais com qualidade, facilidade, velocidade e criatividade crescentes”.

    Embora o Brasil seja um país tropical, Wilma Yoshida, gerente da área de tintas da Basf, afirma que “o gosto dos brasileiros ainda pode ser considerado conservador” – mesmo que esse consumidor tenha reconhecidamente utilizado mais cores nos últimos anos. No segmento automotivo original predominam as cores mais sóbrias como preto, prata, cinza e branco. “A principal cor cromática no Brasil é o vermelho, que ocupa a quinta posição na preferência dos consumidores finais”, assinala.

    Observa-se, no entanto, segundo Wilma, “o uso crescente de pigmentos especiais que conferem efeitos diferenciados aos acabamentos mais sóbrios. Pigmentos do tipo glass flake (flocos de vidro) conferem um brilho perolado suave e único. À primeira vista, parece ser um acabamento levemente acetinado, mas se revela brilhante sob a incidência de luz direta, lembrando o acabamento de diamantes brutos. Existe também a tendência de utilização de efeitos cromados. Percebe-se uma substituição parcial das cores sólidas (sem efeito) por cores metalizadas e perolizadas. Esta é também uma tendência no mercado de eletroeletrônicos como notebooks, celulares e games”.

    Os consumidores estão ganhando mais experiência no uso das cores e, portanto, tornam-se mais exigentes. Wilma relata que as especificações para as diferenças de cores estão ficando cada vez mais restritas por parte das montadoras de veículos. E destaca: “Quando um consumidor final precisa comprar mais tinta da mesma cor para terminar a pintura de um cômodo de sua casa, ou quando o automóvel tem que ser reparado após uma batida, a fidelidade da cor é um atributo fundamental.”

    O processo – Quindici explica que o processo de medição das cores nas tintas é efetuado mediante uma leitura do painel de referência que se tem como padrão versus o painel de referência que se tem como amostra (toda a leitura do sistema espectrofotométrico é feita através de uma varredura espectral no comprimento de 400 a 700 nanômetros, sempre em uma condição comparativa).

    O equipamento possui um sistema de fotodetecção ligado a um feixe de fibras óticas que produzem leituras cada uma em sua banda de onda dentro de um grupo respectivo (divididas entre 400 e 700 nm), efetuando a varredura de um em um nanômetro. Geram uma resposta, normalmente, de dez em dez nanômetros ou de 20 em 20 nanômetros. É um equipamento, enfim, que efetua leituras, formulações, correções de cores e elabora os gráficos comparativos. “É indicado para o uso de medições de cores com pigmentos convencionais, sem a medição de partículas de efeito”, ressalta Quindici.


    Página 1 de 41234

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next