Tintas e Revestimentos

15 de fevereiro de 2011

Tintas Marítimas – Estaleiros em plena carga mantêm pedidos em alta

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, Tintas Marítimas, Estaleiros em plena carga

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    maré está alta para o segmento de tintas marítimas. O bom momento da indústria naval brasileira, depois de um longo período de estagnação, e as perspectivas amplamente favoráveis para a exploração de petróleo na camada pré-sal geram uma onda de otimismo entre os principais fabricantes dessas tintas especiais, que estão atentos também a outra tendência do mercado: a demanda por produtos mais duráveis e ecologicamente corretos, sem representar riscos ao meio ambiente marinho.

    A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) estima que as vendas de tintas industriais, que englobam as tintas marítimas, atingirão a marca de 186 milhões de litros este ano, com um avanço de 6,5% nos negócios em relação ao desempenho no ano passado. Os números da Abrafati, aliás, são favoráveis para todos os segmentos do setor.

    A entidade espera que o volume total de vendas some 1,45 bilhão de litros no ano, o que significaria um crescimento de 6,7% sobre a base de 2010. A expansão prevista para o segmento de tintas industriais é pouco inferior à do de tintas imobiliárias (7%) e supera com folga os índices projetados para tintas automotivas originais (4%) e repintura automotiva (4%).

    “Os fatores que têm levado ao crescimento das vendas de tintas são estruturais e não circunstanciais. Por isso, acreditamos em um ciclo duradouro de bons resultados, que em poucos anos nos fará alcançar a marca de 2 bilhões de litros anuais vendidos”, projeta Dilson Ferreira, presidente executivo da Abrafati.

    Fernando Macedo, gerente geral da International Paint – Unidade de Tintas Marítimas e Industriais da AkzoNobel, registra o otimismo reinante: “Vislumbramos um grande aquecimento da indústria naval brasileira nos próximos anos. Estamos em uma nova era.” Ele esclarece: “Houve uma descentralização dos polos de construção que estavam concentrados no Rio de Janeiro, em Itajaí-SC e em Santos-SP, e hoje já temos novos estaleiros de grande porte construídos e operando em Recife-PE e Rio Grande-RS, por exemplo, com anúncios de construção em outros estados.”

    A International Paint está preparada para esta nova realidade. A unidade da AkzoNobel “atenderá à demanda do mercado com produtos de alta tecnologia e técnicos altamente qualificados”; também vai ampliar a sua rede de distribuição para atender às exigências locais dos novos estaleiros. “Projetamos uma participação crescente neste novo mercado e contamos com alguns contatos que estão em fase de negociação com os estaleiros nacionais”, observa Macedo.

    A expansão do mercado em função do comportamento da Petrobras e de outras empresas ligadas ao segmento também é motivo de festa para a Sherwin-Williams, fabricante de tintas que no ano passado aumentou a sua participação nos negócios com a aquisição da Euronavy. “Estamos bastante otimistas, desde que continuem alavancados os investimentos da Petrobras”, pondera o diretor comercial Durival Pitta.

    O clima otimista é reforçado por Reinaldo Richter, diretor superintendente da Weg Tintas: “O Brasil vive um ótimo momento no segmento marítimo e offshore e podemos destacar o pré-sal como responsável por manter positivo este índice. Aproveitando a maré, o mercado de tintas marítimas também vive um momento especial. As empresas estão se tornando cada vez mais competitivas e investindo em pesquisa e novas tecnologias.” A maré está tão favorável que, em 2010, a Weg Tintas superou as metas estabelecidas para o ano.

    Química e Derivados, Reinaldo Richter, Weg Tintas, Tintas Marítimas

    Richter: ótimo momento ficará ainda melhor com o pré-sal

    O Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), lançado pelo governo federal em 2004 para revitalizar a indústria naval, criou um grande volume de negócios, tornando 2010 o ano da retomada de investimentos no setor. “Estavam programados cinco navios para entrega no ano passado, mas foram lançados dois navios no Estaleiro Mauá e um no Estaleiro Atlântico Sul, além de outras embarcações de apoio a diversos armadores. Os demais serão fabricados em 2011, juntamente com o restante dos 49 navios programados para entrega até 2015”, relata Adauto Riva, gerente técnico de produtos da Renner Protective Coatings. “O primeiro navio do Promef foi pintado com tintas Sherwin-Williams e a nossa intenção é a de continuar investindo em produtos e serviços para que possamos continuar crescendo nesse setor”, adiciona Pitta.

    Com mais de oito décadas de atividades no mercado de tintas, a Renner Protective Coatings “está homologada para o fornecimento de revestimentos anticorrosivos para o Promef e oferece produtos certificados que atendem às exigências da IMO (International Maritime Organization)/PSPC, dentre eles os epoxídicos tar free [sem alcatrão], os da linha Revchem, indicados para os revestimentos de interior de tanques e compatíveis com uma imensa quantidade de cargas líquidas (inclusive o etanol) e esquemas de pintura com cura acelerada, para maximizar a produtividade dos estaleiros”, declara Riva.


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