Tintas e Revestimentos

15 de fevereiro de 2011

Tintas Marítimas – Bom desempenho favorece o uso de tintas ecológicas

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    s fabricantes de tintas marítimas são unânimes não só em reconhecer que estão surfando numa onda de otimismo, como também em identificar que a maré é francamente propícia a produtos ecologicamente corretos. A busca de novas tecnologias é constante.

    “Desenvolvemos novas tecnologias para atender às necessidades crescentes do mercado, com destaque para os produtos epóxis, isentos de solventes, assim como as tintas para alta temperatura e antifouling”, declara Durival Pitta, diretor comercial da Sherwin-Williams.

    Química e Derivados, Durival Pitta, Sherwin-Williams, tintas marítimas

    Pitta: destaque para tintas epóxis isentas de solvente e antifouling

    Com market share crescente, embora sem citar números, a Weg Tintas quer se fortalecer como uma fabricante nacional que tem tecnologia, experiência e ótimas referências no segmento de tintas marítimas. As estratégias da empresa são: continuar investindo em desenvolvimento tecnológico e lançar novos produtos com o objetivo de incrementar a sua presença no mercado.

    “As novas tecnologias devem estar alinhadas com as nossas políticas de crescimento com sustentabilidade”, limita-se a comentar Reinaldo Richter, diretor superintendente da empresa. Em outras palavras, a Weg Tintas tem investido em produtos de alta performance, alta produtividade e baixo impacto no meio ambiente. Dentro desses parâmetros, “a linha de produtos com altos sólidos (Low Voc) já está consagrada no mercado de tintas em geral, incluindo o de tintas marítimas. Outro exemplo são as tintas anti-incrustantes, que há muito tempo deixaram de permitir a presença de estanho”, observa o executivo.

    A Renner Protective Coatings desenvolveu especificamente para esse mercado o Supermarine ABC, produto anti-incrustante isento de estanho, de autopolimento, que, segundo o gerente técnico de produtos, Adauto Riva, “mantém os cascos livres de incrustações de flora e fauna marinhas, com um vasto histórico de embarcações pintadas, sendo qualificado para a navegação em águas internacionais, atendendo ao AFS-IMO”.

    A utilização de produtos No Voc (sem compostos orgânicos voláteis) é uma tendência do mercado. A Renner conta com quatro linhas de tintas No Voc formuladas com pigmentos orgânicos isentos de metais pesados. Elas são versáteis e podem ser aplicadas na pintura de tanques de carga, tanques de lastro, casco e convés. “A tecnologia presente torna esses produtos altamente resistentes a ataques químicos e corrosivos. Também têm características Edge Retentive,
    protegendo bordas e arestas, permitindo aplicações em até 800 micrômetros por demão e a liberação para operação de tanques em 24 horas”, argumenta Riva.

    A Renner não para por aí. Os investimentos em pesquisas de polímeros com baixo peso molecular propiciam know-how e inovação em produtos No Voc. “Nossa preocupação é a de evoluirmos também na linha de antifoulings. Estaremos em breve oferecendo ao mercado produtos isentos de biocidas, com mecanismo de ação eficiente apenas pelas características da superfície do polímero formado que impossibilitam a ancoragem de incrustações”, antecipa Riva.

    Fernando Macedo, gerente geral da International Paint – unidade de Tintas Marítimas e Industriais da AkzoNobel, informa que a empresa tem investido no desenvolvimento de produtos “eco premium”, ambientalmente amigáveis, com baixa ou nenhuma emissão de poluentes na atmosfera. “Os produtos da Marine Coatings (uma das divisões do grupo), por exemplo, reduzem significativamente o impacto ambiental, diminuindo a emissão de gás carbônico na atmosfera e a quantidade de resíduos que precisam ser descartados etc”, destaca.

    Um dos mais recentes produtos desenvolvidos pela AkzoNobel/International é o Interplate Zero, um shop primer de silicato de zinco à base de água que não emite gases tóxicos para a atmosfera. Nas contas de Macedo, mudar para um shop primer à base de água significa, em cada navio, por exemplo, da categoria Suezmax: redução de aplicação de 5.915 litros de shop primer à base de solvente; redução de utilização de 1.235 litros de solvente; e redução de emissão de
    15,48 toneladas de solvente.

    Outro produto de destaque é o Intersleek 900, um revestimento para desprendimento de incrustações, isento de biocidas. “Além de não influenciar no meio ambiente, o produto ainda pode reduzir anualmente em até 9% o consumo de combustível e a consequente emissão de dióxido de carbono. Anualmente, estima-se o consumo mundial de 300 milhões de toneladas de combustível e, com isso, percebemos uma oportunidade para reduzir o impacto ambiental do transporte marítimo. Com esse nível, estima-se o consumo de 960 toneladas de CO2. Tanto o combustível quanto o CO2 podem ser reduzidos em até 9% com o produto Intersleek 900. A durabilidade é de até dez anos”, garante Macedo.

    O representante da AkzoNobel explica que as tintas anti-incrustantes convencionais possuem biocidas que são liberados para a redução e controle de incrustações. Estes biocidas atualmente são livres de TBT (tributil estanho), um biocida mais agressivo à fauna e à flora marinhas, ou seja, são menos agressivos, mas continuam sendo “venenos”.

    “Os nossos revestimentos de desprendimento de incrustações não possuem biocidas, ou seja, não liberam material químico ao meio ambiente marinho. O mecanismo de controle de incrustação é físico; eles atuam por meio da lisura e da alta tensão superficial do filme seco, facilitando o desprendimento das incrustações”, explica. A International tem dois tipos, ainda segundo Macedo: um à base de silicone e outro à base de fluorpolímero. “Ambos promovem o desprendimento, entretanto o fluorpolímero apresenta melhor desempenho em geral, mais especificamente, maior propriedade de desprendimento em condições estáticas; o silicone funciona melhor em movimento/velocidade”, acrescenta.

    Observa-se que há uma ampla e diversificada gama de tecnologias no mercado. E vêm mais coisas por aí. “Percebe-se uma crescente demanda por sistemas de pintura para a parte interna de tanques para transporte de petróleo que garantam durabilidade de até 25 anos”, indica Riva, da Renner. “Os desafios desta área estão diretamente relacionados com a complexidade da composição dos vários tipos de petróleo existentes no mundo.”

    Riva constata ainda a necessidade de tintas de altos sólidos com alta resistência ao impacto, tintas de espessuras elevadas e, principalmente, com maior durabilidade, que possibilitem aumentar o espaçamento entre docagens e otimizar os processos, com a redução dos dias parados das embarcações nessas ocasiões.



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      Um Comentário


      1. Igor

        Fantástico este produto.



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