Tintas e Revestimentos

16 de abril de 2012

Tintas – Madeira na construção terá norma

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    química e derivados, madeira, tratamento para madeira

    Pereira: madeira de reflorestamento dura muito se for tratada

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    rovavelmente ainda neste primeiro semestre, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) deve publicar uma norma focada na preservação de madeira destinada à construção civil, destaca Sergio Matias Pereira Jr., pesquisador químico do Laboratório de Preservação de Madeiras e Biodeterioração de Materiais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

    Por enquanto, essa preservação é normatizada apenas na madeira destinada à eletrificação (para postes e cruzetas), transporte ferroviário e atividade rural. A norma em elaboração acompanha o crescente uso desse material na construção civil, com aplicação em estruturas de telhado, vigas de sustentação e até em fundações.

    Essa expansão decorre tanto de fatores relacionados à sustentabilidade quanto às questões econômicas: afinal, é grande o investimento na produção de madeira oriunda de reflorestamento (eucaliptos e pinus, em especial), com oferta abundante: “Árvores de reflorestamento com seis anos estão prontas para serem abatidas e virarem material construtivo”, comenta.

    Embora não seja naturalmente tão durável quanto as madeiras com uso já consagrado nessa atividade, como jacarandá, mogno, ipê e peroba, graças ao desenvolvimento de tecnologia, a madeira oriunda de reflorestamento pode hoje ter uma vida útil longa nas construções. “Com o uso de técnicas corretas de preservação, projetos adequados e devida manutenção, pode durar mais de quarenta anos”, especifica Pereira.

    Segundo Pereira, a tecnologia de preservação de madeiras segue evoluindo para oferecer produtos menos agressivos ao ambiente. A substituição de preservativos de madeira produzidos com pentaclorofenol e lindane por outros formulados com piretroides ou produtos difusíveis, que contêm boro e flúor em sua composição, já viabilizam alternativas para os insumos mais empregados na proteção da madeira nas mais variadas condições de uso. “Em vez dos preservativos clássicos como óleo creosoto, CCA (cobre, cromo e arsênio), e CCB (cobre, cromo e boro), pode-se hoje utilizar o CA-B, composto por cobre e tebuconazol, um azol capaz de substituir arsênio e boro”, detalha o pesquisador do IPT.

     

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