Tintas e Revestimentos

26 de fevereiro de 2005

Tintas Gráficas: Impressão em alta recupera as vendas

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Com a expansão da indústria gráfica nacional, fornecedores de tintas de impressão almejam crescimento

    Química e Derivados: Tintas: vinh_tintas_corte. ©QDO setor de tintas para impressão ingressou confiante em 2005 e não sem motivos, pois a indústria gráfica conseguiu retomar o ritmo de crescimento no ano passado.

    Relatório preliminar de desempenho divulgado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) aponta expansão de 10% e um faturamento global superior a US$ 5 bilhões em 2004, contra os US$ 4,5 bilhões alcançados em 2003.

    Embora não sejam resultados definitivos, o último saldo anual da balança comercial também foi bastante favorável aos produtos gráficos brasileiros com superávit de US$ 100,7 milhões, contra os US$ 72,8 milhões de 2003, um aumento de 38,7%. As exportações cresceram 2,65%, totalizando US$ 204,43 milhões, e as importações registraram queda de 6,79%, ao somar US$ 103,7 milhões.

    Tais avaliações feitas pela Abigraf levaram em conta o consumo aparente de papéis e tintas de uso setorial, onde o crescimento em 2004 foi estimado em torno de 8%. Se as margens de lucro subtraídas nos últimos anos ainda não puderam ser recuperadas, restou a possibilidade de recuperar vendas.

    Como grande importador de matérias-primas, como pigmentos, óleos minerais, vegetais, ceras e resinas, o setor de tintas também se viu favorecido pelo câmbio e pela condição declinante do dólar, podendo contabilizar menores custos de produção. No entanto, para expandir e até mesmo assegurar participações no mercado interno, e projetar-se de maneira agressiva nas exportações, o setor tem modernizado fábricas, oferecendo novas ofertas em produtos.

    Química e Derivados: Tintas: Gero aposta na linha aquosa para retogravura. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Gero aposta na linha aquosa para retogravura.

    Aquosa para rotogravura – Com mais de 60 anos de atuação, a Cromos, com fábrica no Rio de Janeiro, inova a oferta de produtos para o segmento de rotogravura de alta tiragem, lançando em meados de 2005 a linha de tintas aquosas, como alternativa de substituição para as tintas à base de solventes orgânicos.

    “A nova linha aquosa para rotogravura é mais concentrada e pigmentada, atóxica, e substituirá com vantagens técnicas e ambientais as tintas à base de álcool etílico, acetato e compostas de resinas à base de nitrocelulose, com o mesmo desempenho e características de brilho, aderência e secagem dos produtos convencionais”, informou Gero Pluecker, diretor industrial da Cromos.

    A liberação da nova linha aos mercados de rótulos, etiquetas e embalagens só será possível graças a inúmeros testes complexos de impressão, envolvendo as etapas de gravação de cilindros e secagem por evaporação nas estufas. O fornecimento inicial deve ser para impressões em papel ou cartões, empregados na fabricação de carteiras e envoltórios para a indústria de cigarros.

    Ao conceber a novidade, a empresa levou em conta não só a evolução do mercado de tintas gráficas, que vem adquirindo equipamentos mais velozes, como também as demandas ambientais das empresas, por produtos menos agressivos.

    “Hoje não mais se admitem tintas gráficas formuladas com metais pesados ou com fortes odores e, por isso, a busca de fontes e fornecedores de matérias-primas tornou-se incessante para melhorar a competitividade dos nossos produtos”, acrescentou Gero.

    Há décadas produzindo tintas para rotogravura à base de nitrocelulose, com especialização no fornecimento para o mercado de embalagens para cigarros, em parceria de longa data com a Philip Morris, a empresa teve agora a oportunidade de desenvolver as primeiras aplicações de tintas aquosas para a aplicação. E, além desta, também se prepara para lançar nova linha para off-set, com cura UV e secagem instantânea. Com essas características, há mais de 20 anos já são produzidas várias linhas de produtos, cujas vendas não decolaram na proporção esperada em razão dos custos e de dificuldades operacionais encontradas pelas gráficas.

    “Planejamos, agora, produzir com novas matérias-primas, e vamos promover reduções de custo, tornando os produtos mais atraentes sem perdas de produtividade comuns a esse tipo de impressão, sobretudo na produção de formulários contínuos em sistemas rotativos”, afirmou o diretor.

    Com participação em torno de 35% no mercado de tintas off-set, estimado em 500 toneladas/mês, a Cromos também se destaca no fornecimento de tintas off-set sheet fed, para impressão de formulários contínuos, folhetos, materiais promocionais, obras didáticas e embalagens em geral. Também produz tintas off-set com cura UV, para papéis e plásticos, neste último caso envolvendo a fabricação de cartões de crédito e telefônicos.

    Seu alto conceito, porém, se estende ao segmento de tintas metalgráficas com cura térmica ou UV, empregadas em latas compostas de três peças (three-piece), envolvendo tampa, corpo da lata e fundo, para o mercado de óleos e solventes. Outro foco é em tintas com cura térmica para latas two-piece, providas de tampa e corpo repuxados, em alumínio ou aço, utilizadas para acondicionar refrigerantes e cervejas, onde a Cromos detém posição confortável de fornecedora exclusiva, mantendo-se na liderança.

    “Em 2005, vamos nos dedicar mais ao mercado de tintas flexográficas para substratos flexíveis”, antecipou seu diretor. Responsável pelo desenvolvimento das primeiras tintas flexográficas aquosas, formuladas ainda na década de 70, a Cromos ganhou mercados nos segmentos do papelão ondulado e sacos multifolhados, mas pretende agora centrar o foco em flexíveis.


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