Tintas e Revestimentos

14 de outubro de 2011

Tintas em Pó – Melhor afinidade com substratos favorece crescimento das vendas

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    química e derivados, tintas em pó

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    Associação Brasileira dos Fa­bricantes de Tintas (Abrafati) relata forte crescimento no seg­mento de tintas em pó. As estatísticas são escassas, mas ninguém duvida da existência de um boom comercial. Estima-se que o consumo nacional supere as 40 mil toneladas/ano.

    Há, porém, quem avalie essa demanda com moderação, ficando em torno de 30 mil t/ano, como o diretor presidente da Protech do Brasil, Moises Cohen. E há também quem dimensione esse mercado de forma mais generosa: 50 mil t/ano, segundo Anselmo Freitas, gerente de vendas e marketing da AkzoNobel Powder Coatings. Outros, ainda, sustentam uma versão intermediária, como Edson Sanches, gerente de vendas da Reichhold do Brasil, cujas estimativas são de mais de 35 mil t/ano.

    Como o volume exportado é pequeno – menos de 10% do total produzido –, as vendas se dividem entre a indústria em geral, equipamentos de transporte, eletrodomésticos, construção civil (ferragens/alumínio) e o chamado FBE (revestimento de tubos e gasodutos). Uma das explicações para esse fenômeno de crescimento é a preocupação, cada vez maior, com a aquisição de produtos com baixo impacto ambiental.

    Além da preocupação com a emissão de voláteis à atmosfera, Hermes Antonio Campos, diretor de suplementos da Sherwin-Williams, comenta que a migração de componentes que são pintados em sistemas líquidos para o pó também decorre de alguns substratos possuírem melhor afinidade com a pintura em pó, seja em tamanho ou forma geométrica. “Em geral, o sistema de pintura em pó permite às empresas uma redução no custo final de seus produtos, pelo fato de essa tinta possuir 100% de sólidos.”

    Reinaldo Richter, diretor superintendente da WEG Tintas, corrobora a tese: “O mercado de tintas em pó apresenta crescimento ano após ano, apesar do aumento do número de competidores.” Segundo ele, os fabricantes de equipamentos e aplicadores têm se especializado e já conhecem melhor as vantagens da pintura a pó. “As novas tecnologias, tanto das tintas como das cabines de pintura, também têm colaborado muito para esse crescimento”, adiciona.

    Freitas comenta que o mercado brasileiro é muito promissor, considerando as possibilidades de utilização de tintas em pó nos mais diversos segmentos, assim como a migração, em alguns casos, da tinta líquida para o pó. “Novas tecnologias também contribuem com a perspectiva consistente de incremento de sua participação.”

    Para Campos, o mercado de tintas em pó cresce em média dois pontos percentuais acima do mercado regular de tintas. Cohen arrisca um palpite: o mercado nacional está crescendo de 6% a 7% ao ano, nos últimos anos, empurrado pela tendência mundial de busca de tecnologia ambientalmente correta. Freitas estima um crescimento em torno de 5% a 7% ao ano.

    Na visão de Sanches, o segmento de tinta em pó “não tem demonstrado linearidade no consumo mês a mês”. Mas, neste segundo semestre, há aumento de demanda decorrente do crescimento do consumo de produtos industrializados para as vendas de final de ano.

    Para Narciso Moreira Preto, diretor-geral da Arpol Red Spot Tintas Ltda., o segmento de tinta em pó ainda é um mercado crescente com bom apelo em relação à produtividade e à proteção ambiental, principalmente para as peças metálicas com médio peso e alta produção. Ou seja, “é um produto específico para linhas de produção em que o investimento no projeto do equipamento, alinhado à necessidade técnica da tinta, bem dimensionado, gera um bom resultado”.

    Híbridos – Na avaliação de Richter, da WEG, e de Cohen, da Protech, o mercado brasileiro de tintas em pó apresenta uma maior concentração nos produtos híbridos (mistura de epóxi e poliéster) e, em segundo lugar, poliéster. “O mercado brasileiro está focado nesses tipos e não em especialidades”, diz o executivo da Protech.

    Sanches, da Reichhold, informa que as resinas mais utilizadas são poliéster e epóxi. O poliéster garante, segundo Campos, da Sherwin-Williams, uma ótima performance com relação à resistência aos raios UV, sendo indicado para pintura de componentes que fiquem em áreas externas. Esta resina “é utilizada para conferir à tinta em pó maior flexibilidade do filme e maior durabilidade”, define Sanches.

    A resina epóxi possui baixa resistência a UV, porém alta resistência química, oferecendo proteção, por exemplo, à ferrugem. O híbrido mescla as características do poliéster e do epóxi.

    Preto, da Arpol, acrescenta que os híbridos são produzidos com formulações entre 70% de poliéster e 30% de epóxi. “Este produto tem uma vasta aplicação para pinturas da indústria em geral, para peças que não sofrem muito a ação das intempéries.” Já as tintas para a construção civil usam produtos com maior concentração de poliéster, que têm maior resistência à ação dos raios UV, conservando o brilho e a cor do acabamento por longo tempo. E as peças que exigem maior resistência química são produzidas com maior concentração de resinas epóxi.

    O executivo da Arpol enfatiza que há uma divisão clara entre os produtos de grande consumo, como a linha branca e a de autopeças, a linha industrial variada e a de produtos especiais. “O grande diferencial é a alta produtividade que as duas primeiras linhas exigem. Somente quem investiu em uma linha de produção com equipamentos de alta produção por hora tem condição de atendê-los.”


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