Tintas e Revestimentos

15 de dezembro de 2015

Tintas e revestimentos: Repintura mantém vendas com inovações para reduzir custos e tempo dos reparos

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Ensaio de aplicação no laboratório da Axalta, em Guarulhos

    Ensaio de aplicação no laboratório da Axalta, em Guarulhos

    O mercado das tintas para repintura automotiva mostram uma dinâmica muito diferente e menos sujeita às agruras da atual crise da economia nacional do que as tintas vendidas para as montadoras (linhas OEM). Afinal, menos viável a compra de um carro novo, maior a importância do cuidado com o atual, seja para mantê-lo em melhores condições de uso, seja para revendê-lo e comprar um modelo um pouco mais recente, talvez, um seminovo, segmento cujas vendas explodiram nos últimos meses (ver box).

    Embora também sofra algum impacto conjuntural, a indústria de tintas para repintura consegue manter sua trajetória de atendimento das demandas a ela impostas já há algum tempo. Uma delas é o desenvolvimento de produtos capazes de agilizar os procedimentos e reduzir os custos, aumentando a produtividade e a rentabilidade de todo o processo de repintura. Outra, a contínua busca por primers, base coats e vernizes ambientalmente amigáveis que hoje fundamenta a ampliação da fatia de mercado ocupada pelas tintas de base aquosa.

    Química e Derivados, Karina: futuro da repintura está nas tintas de base água

    Karina: futuro da repintura está nas tintas de base água

    Em regiões como Europa e Estados Unidos, a base água já predomina entre as tintas para repintura, mas no Brasil – onde ainda não existe legislação referente a emissão de compostos orgânicos voláteis (VOC) na repintura automotiva –, as tintas com solventes ainda respondem por algo entre 80% e 90% da movimentação desse mercado, estima Karina Monaco, gerente de marketing da Glasurit (marca de repintura da Basf, que nesse mercado atua também com a marca Salcomix).

    Diversos outros fatores contribuem para ser ainda restrito o uso, no Brasil, de tintas de repintura base água. Entre eles, Karina cita a inexistência de um universo maior de oficinas e profissionais qualificados para lidar com essa tecnologia, que exige investimento em novos equipamentos (como os chamados ventures, destinados à secagem); por isso, ao menos por enquanto, a tecnologia base água se limita principalmente às grandes oficinas e às concessionárias.

    Karina considera inexorável o avanço dessa categoria de produtos, tanto por serem eles ambientalmente mais saudáveis, quanto por seus requisitos de desempenho e eficácia, como a maior facilidade de retoques e de acerto de cores, e o melhor rendimento, que possibilita a aplicação de menos demãos. “Embora seu preço seja hoje algo entre 15% e 20% superior, relativamente à base solvente, crescerá o uso da base água”, prevê a profissional da Glasurit, marca premium da Basf no mercado da tintas automotivas, cuja Linha 90 é composta por produtos base água (essa mesma marca inclui ainda as linhas 55 e 20, ambas com produtos à base de solventes).

    Rodolfo Rodrigues, analista de marketing e produto da PPG, até qualifica a evolução dos produtos à base de água como “o principal avanço” da tecnologia de repintura. Na PPG, ele prossegue, esse avanço se materializa na linha de tintas base água Envirobase High Performance, já em sua quarta geração.

    Paralelamente ao trabalho com a base água, a PPG também busca desenvolvimentos com outros benefícios – como a redução dos tempos dos processos e o aumento da produtividade –, quando agrega a seu portfolio produtos como o primer DP4000 Self Levelling e o verniz DC2000. O primeiro, conta Rodrigues, elimina a necessidade de lixamento de peças novas antes da aplicação, e pode ser aplicado sobre camadas ainda úmidas, enquanto o verniz DC2000, além de atender às normas de emissão de VOC vigentes na Europa e América do Norte, seca em apenas 30 minutos “Ambos são altos sólidos”, ele ressalta.

    Menos tempo é mais negócio – Produtos capazes de agilizar o processo de repintura não são buscados apenas pela PPG, mas constituem foco de praticamente todos os principais fabricantes de tintas para repintura. Assim, é possível notar esse apelo também nos endurecedores, primers e vernizes componentes da Linha Fast, um dos atuais destaques do portfolio da Sherwin-Williams. “Temos o primer P30, com uma versão que permite a secagem ao ar livre em apenas 20 minutos; após esse tempo, o veículo já pode ser lixado para receber a base; primers tradicionais exigem secagem entre 3 a 4 horas”, especifica André Cruz, diretor de desenvolvimento de produtos dessa empresa.

    Química e Derivados, Produtos da Sherwin-Williams buscam acelerar as operações

    Produtos da Sherwin-Williams buscam acelerar as operações

    Tal produto, ele ressalva, atende os reparos menores, pois superfícies maiores ainda exigem primers cujo tempo de secagem seja maior (como a versão tradicional do próprio P30). “Mas desenvolvemos também um verniz, HPC 115, que ao ar livre seca em uma 1,5 hora”, diz o profissional da Sherwin-Williams. “Combinando o P30 com secagem acelerada e o HPC 115, em cerca de quatro horas pode-se realizar todo o reparo de uma pintura”, ele acrescenta.


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