Química

12 de junho de 2013

Tintas e Revestimentos: Lubrificantes assinam acordo

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    xpressamente designados pela legislação como produtos que devem ser alvos de projetos mais específicos de logística reversa, os óleos lubrificantes constituem o objeto do primeiro acordo setorial entre a indústria brasileira e os organismos destinados a implementar a nova política nacional de resíduos sólidos.

    Desde 2005, a coleta do próprio óleo lubrificante já era regulamentada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, mas o acordo assinado no final do ano passado entre representantes desse setor e o governo torna essa indústria responsável agora pelo recolhimento e pela adequada destinação também de suas embalagens.

    Em termos práticos, esse acordo basicamente amplia a estrutura e os objetivos do programa Jogue Limpo, implementado pelo setor há cerca de sete anos, inicialmente no Rio Grande do Sul, e hoje também presente em outros cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e no Distrito Federal.

    Este ano, o Jogue Limpo coletará e reciclará cerca de 68 milhões de embalagens usadas de óleo lubrificante. E seu objetivo é, até 2016, abranger todos os mais de 4 mil municípios das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país, onde estão localizados 86% dos postos de combustíveis do país. Assim, poderá elevar a quantidade de embalagens recicladas anualmente para o patamar das 88 milhões (basicamente, embalagens plásticas, pois embalagens metálicas hoje contêm apenas óleos lubrificantes de uso industrial).

    E a estrutura dedicada a coletar as embalagens nos postos de combustíveis, observa Antônio Nobrega, gerente de meio ambiente e segurança do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), precisa ser totalmente independente daquela que recolhe o próprio óleo usado, que, qualificado pela legislação como “perigoso”, não pode ser trabalhado juntamente com outros resíduos.

    Atualmente, detalha Nobrega, o Jogue Limpo tem cerca de 21,5 mil postos cadastrados. Eles são atendidos por uma estrutura de coleta composta por cinquenta caminhões, dotados de uma eletrônica embarcada que pesa eletronicamente o material recolhido. Por meio de sinal de telefonia, essas informações são enviadas para uma central, que disponibiliza os dados em um site, reunindo cerca de duzentos profissionais e quinze centrais de recebimentos.

    Nesses centros de recepção, as embalagens são drenadas, compactadas e enviadas às recicladoras, onde são lavadas, picotadas e destinadas a transformadores de plástico, que não podem utilizar esse insumo na produção de embalagens de produtos alimentícios.

    Desde a sua criação, o Jogue Limpo já coletou 180 milhões de embalagens. “Ou seja, até 2016, precisaremos coletar anualmente cerca de metade do que coletamos nesses sete anos”, destaca Nobrega. “No Brasil, lubrificantes hoje consomem cerca de 1% das embalagens de plástico”, complementa.

    Na opinião de Nobrega, uma primeira consideração deve ser feita por quem precisa elaborar projeto semelhante: a logística reversa não é uma atribuição exclusiva dos fabricantes dos produtos, pois a responsabilidade compartilhada envolve também produtores de embalagens, atacadistas, varejistas, consumidores e poder público. “Se não houver a participação de todos, nenhum programa funcionará”, finaliza o gerente do Sindicom. n



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