Tintas e Revestimentos

15 de abril de 2017

Tintas e Revestimentos: Fornecedores de pigmentos de efeito se preparam para a volta dos tempos dourados de vendas

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Tendências – Em função das incertezas econômicas, Labecca sinaliza que, talvez, a indústria automobilística tente promover novos modelos ou atualizações e divulgue cores metálicas diferenciadas ou de tons terrosos, embora, na prática, o consumidor brasileiro tenha um perfil conservador (as cores metálicas prata e cinza seguem estáveis). Os segmentos de tintas decorativas, industriais e protetivas devem seguir com a sua importância nos negócios de pigmentos metálicos.

    Já para os pigmentos de alumínio non-leafing de alta performance, Labecca expõe que o segmento de repintura automotiva segue como o mais relevante, mas o de tintas industriais tem intensificado alguns negócios devido à demanda por efeitos metálicos mais qualificados em substituição aos de nível standard.

    Para as purpurinas, que geram efeitos dourados, os contratos no âmbito de tintas decorativas estão em bom nível desde 2016 e acredita-se que se manterão neste ano. A Aldoro verifica que, nos últimos anos, houve um crescimento contínuo do uso de pigmentos metálicos para plásticos, embora os volumes sejam relativamente baixos quando comparados aos usados em tintas.

    Para Abreu, a indústria automotiva busca, cada vez mais, soluções de efeito de maior espectro, ou seja, de tons metálicos claros até os mais escuros, em função do tamanho de partícula, não só no substrato metálico como nos plásticos. Estes acabamentos estão cada vez mais presentes nos carros, seja para reduzir custos ou agregar luxo. Aplicações que reproduzem acabamentos similares ao aço inox ou aos espelhos, têm sido cada vez mais procuradas como alternativa pelos designers.

    Na opinião de Heise, o uso de pigmentos perolados “continua forte” no setor automotivo, mas, obviamente, está sendo afetado pela baixa produção industrial. Em plásticos, os perolados, sempre presentes, têm o seu “consumo regular”. Existe “uma procura crescente por termocrômicos e fotocrômicos, desde, principalmente, o final de 2016 e o início de 2017, muito focado em campanhas promocionais”.

    Cristine concorda que os cinzas metálicos e as pratas são ainda líderes no Brasil, se comparados às demais cores de efeito, como o dourado, cobre, bronze e perolados: “Para atender a esta demanda, a Eckart oferece uma vasta gama de pigmentos lamelares e esféricos, com características desde mais claras e brilhantes até os metálicos mais escuros – como o Liquid Black. Os pigmentos Metalure, que remetem ao efeito espelho, também têm muita procura, pois imitam o aço e o efeito cromado, com um brilho espetacular”.

    Raicher recorda que pelo menos 70% da frota de veículos nacional tem algum efeito metálico e perolado. “A cor prata está entre as três mais populares (junto com branco e preto). A mesma tendência se observa em eletrônicos, plásticos, embalagens e cosméticos (esmalte de unha, por exemplo). Mesmo em tempos de crise, o mercado procura diferenciação. Uma embalagem com cores e efeitos vibrantes na prateleira do supermercado atrai mais o consumidor do que outras mais apagadas. Um automóvel com cores metálicas ou perolados tem maior valorização de mercado”, conceitua.

    A Merck apresenta ao mercado cosmético, duas vezes por ano, a ferramenta Color Forecast, que é feita em parceria com a agência francesa Nelly Rodi. “Para o próximo inverno, a tendência é que os pigmentos de efeito voltem mostrando todo o seu esplendor com uma paleta que vai do vermelho flamboyant, bordô, verdegris (verde acinzentado) ao azul petróleo, finalizando com a preciosidade do dourado em subtons avermelhados”, destaca Thalita.

    As origens – A China é o maior exportador de pigmentos perolados, fluorescentes e fosforescentes. Os pigmentos termocrômicos e fotocrômicos vêm, predominantemente, da Europa e do Japão. A Índia ainda é inexpressiva nesse segmento de mercado, conta Heise.

    Embora haja uma tendência de o Brasil ser importador de matérias-primas para a área de tintas, sobretudo da Índia e da China, Labecca sublinha que a Aldoro “segue firme trabalhando” e ressaltando as vantagens de ser um exclusivo fabricante nacional de pigmentos metálicos, capaz de oferecer preços em moeda local, flexibilidade e agilidade de entrega, e rápida resposta na recomposição de estoque, entre outras vantagens.

    Abreu indica que a Colormix representa a alemã Eckart, maior fabricante de pigmentos metálicos e de efeito do mundo: “Nosso portfólio conta também com pérolas naturais da Ruicheng, renomada fornecedora asiática, para mercados industriais, automotivos, cosméticos e gráfico”.

    Agnes enfatiza que a Basf tem uma ampla carteira de produtos em diversos substratos, como mica, mica sintética, borosilicato e alumínio. “A companhia segue rigidamente as normas mundiais ambientais e tem produtos baseados em matérias-primas de sua própria mina para extração de mica (em Hartwell, EUA), zelando pela sustentabilidade da cadeia produtiva. A Basf opera 13 sites de produção de pigmentos localizados na China, França, Alemanha, Coréia, Holanda, Suíça e Estados Unidos”.

    Thalita salienta que, cada vez mais, o consumidor final está ciente de que os produtos cosméticos são críticos por dois aspectos: segurança e origem. O consumidor entende que áreas sensíveis como olhos e lábios devem receber produtos com baixo teor de metais pesados, devido ao risco à saúde.

    Ela percebe que os consumidores se questionam cada vez mais se o pigmento faz parte de uma cadeia sustentável que preserva não apenas o meio ambiente, mas o ser humano que extrai esse material. “Nos pigmentos de efeito Merck, esses dois pré-requisitos são preenchidos para garantir um produto de altíssima qualidade”, pontifica.

    A Colornet é distribuidora da Silberline, dos Estados Unidos, “um dos maiores fabricantes mundiais de pigmentos metálicos, com grande participação nos mercados automotivo, industrial, plásticos, tintas de impressão e cosméticos”. Também é, conforme Raicher, distribuidora de perolados da CQV, da Coréia do Sul, e comercializa perolizados da chinesa Rika para a áreas de plásticos e industrial.


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