Tintas e Revestimentos

24 de junho de 2013

Tintas e Revestimentos: Estaleiros pedem alternativas para aumentar produtividade

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Pintura de casco garante proteção anitocrrosiva

    Pintura de casco garante proteção anitocrrosiva

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    omo esperado, as encomendas de sondas, plataformas e barcos de apoio para as atividades de exploração de petróleo e gás da Petrobras colocaram o setor de construção naval no Brasil em marcha, depois de uma hibernação de quase três décadas. Com isso, o fornecimento de tintas especiais para proteção de chapas de aço em aplicações marítimas recebeu forte impulso, atraindo investimentos em capacidades produtivas e também na atualização do portfólio tecnológico, hoje comparável ao que de melhor existe no mundo.

    Química e Derivados, Gráfico, Carteira de encomendas navais no Brasil

    Carteira de encomendas navais no Brasil

    Grande parte da carteira de encomendas dos estaleiros nacionais se refere a projetos ligados à Petrobras (ver tabela). A expectativa do mercado aponta para um volume grande de encomendas navais pelo menos até 2020, acompanhando os investimentos anunciados pela estatal. Em geral, as exigências do setor marítimo são elevadas, pois nenhum armador quer ser obrigado a recolher em menos de 20 anos uma embarcação para o dique seco com o objetivo de refazer a pintura externa do casco, um ponto crítico para os revestimentos. Quando se fala no setor de óleo e gás, essas exigências são ainda maiores.

    “As regras de conteúdo nacional exigidas pelo governo brasileiro fizeram crescer a procura por tintas fabricadas no país, isso fez com que tecnologias antes disponíveis apenas por importação começassem a ser fabricadas também por aqui”, comentou Reinaldo Richter, diretor superintendente da Weg Tintas. Ele salientou que houve grande movimentação no mercado de construção naval em 2012, com a instalação de novos estaleiros e a ampliação dos existentes no Brasil e também na América Latina.

    Akiko Cayres Magalhães Ribeiro, gerente de negócios da divisão PMC (Protective and Marine Coatings) da PPG no Brasil, confirma o aquecimento do setor naval, porém relata a ocorrência de atrasos em alguns projetos. “Nem tudo aquilo que foi planejado foi concretizado ainda”, comentou.

    Química e Derivados, Juarez Machado, Akzo Nobel International, laboratório em SP apoiará criação de produtos

    Machado: laboratório em SP apoiará criação de produtos

    “A construção naval brasileira está em alta, mas muito dependente do mercado de óleo e gás, que absorve cerca de 90% da carteira de encomendas”, complementou Juarez Machado, gerente técnico e de vendas da AkzoNobel International. O volume de projetos é grande o suficiente para ocupar toda a capacidade produtiva dos estaleiros pelos próximos cinco anos. “Ao mesmo tempo, o setor enfrenta a falta de mão de obra qualificada, resultando muitas vezes em baixa produtividade e prazos elásticos para a entrega das encomendas”, advertiu. Mesmo assim, ele considera promissores os próximos anos, graças à abertura de novos estaleiros, que trarão ao país tecnologias mais modernas. Por outro lado, serão tempos desafiadores quanto ao cumprimento dos prazos contratados.

    Gerente global da conta Petrobras, da Sherwin-Williams Sumaré, Jeferson Silva atestou o aumento de mercado para tintas marítimas no Brasil nos últimos anos. “Temos dois grandes contratos no país para atender os projetos em execução”, afirmou. Ele explicou que as vendas do setor têm sido feitas por projeto, mediante a realização de processos seletivos organizados pelos construtores ou pela empreiteira contratada pela estatal (vencedora da licitação de cada projeto). Em média, as tintas representam de 1,5% a 2% do valor total de um projeto marítimo novo. “Há casos de vendas para estaleiros, quando existe a possibilidade de estabelecer uma aproximação maior”, afirmou. No caso das operações de manutenção de grande porte, essa aproximação é mais frequente. Como explicou Silva, quando o navio entra na doca, as tintas já devem estar lá, evitando atrasos na execução dos serviços, pois cada dia parado de um navio custa muito caro.

    Os fabricantes de tintas para essas aplicações investiram nos últimos anos para acompanhar a evolução do mercado local. Em escala mundial, a Sherwin-Williams adquiriu a inglesa Firetex, especialista em tintas de proteção contra incêndios, um dos itens mais importantes da pintura interna das embarcações (ver reportagem sobre esse tema na QD-528, de dezembro de 2012). “Aqui no Brasil, as tintas marítimas são em grande parte fabricadas na unidade de Sumaré-SP, que recebeu novas áreas de produção, com importações complementares”, explicou Silva.


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      2 Comentários


      1. Monica

        Como anticorrosão eu sugiro a quitosana, vários trabalhos tem utilizado a quitosana como um inibidor de corrosão poderoso e “green” como queremos mesmo, ecológico. Além disso a quitosana é um polissacarídeo abundante encontrado nos exoesqueletos dos crustáceos e até da barata (argh). Vale a pena, afinal de contas, não é a toa que os crustáceos ficam lá imersos naquela água salina e ainda com diferentes pressões dependendo do lugar e a quitina resiste sem deixar os bichinhos peladinhos rs – Monica, Eng. Quimica.


        • Edmundo Almeida

          Monica, achei muito interessante seus comentários!!
          Me diga onde encontro a Quitosana ?? Qual a porcentagem recomendada e sobre que matéria prima ??
          Muito obrigado pela atenção !!



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