Produtos Químicos e Especialidades

22 de abril de 2013

Tintas e Revestimentos – TiO2 – Demanda esfria e segura os preços globais do mais conhecido pigmento branco

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Publicado por: Domingos Zaparolli
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    Química e Derivados, Tintas e Revestimentos - Demanda esfria e segura os preços globais do mais conhecido pigmento branco

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    rodutores de masterbatch já sentem um alívio na pressão de custos relativos ao dióxido de titânio (TiO2), insumo utilizado para gerar opacidade e pigmentação branca no plástico. Os últimos dois anos foram marcados por uma grande volatilidade nos preços. Em janeiro de 2011, a tonelada de TiO2 era comercializada por US$ 2,7 mil e chegou a US$ 3,2 mil um ano depois. Projeções de consultorias internacionais indicavam que a tonelada do insumo poderia chegar a US$ 4,8 mil em 2012 e superar a barreira de US$ 5 mil em 2013. Mas não foi isso o que ocorreu. Os preços chegaram a subir ao longo de 2012, com aumentos de até US$ 500 por tonelada, mas desinflaram. Voltaram aos patamares de 2011, sendo o produto comercializado em fevereiro de 2013 com valores médios entre US$ 2.800,00 e US$ 3.200,00 por tonelada. “Acreditava-se em um aumento na demanda global, mas isso não ocorreu. Pelo contrário, as principais economias do mundo estão em crise ou crescendo pouco. Hoje ninguém aposta em alta nos preços do TiO2”, diz José Carlos Bartholi, diretor comercial da distribuidora Minérios Ouro Branco.

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    Marino: usuário consumiu no ano passado o estoque de 2011

    Ciro Marino, diretor comercial e de marketing para a América Latina da Cristal, grupo saudita que é um dos maiores produtores globais de dióxido de titânio, relata que os preços subiram ao longo de 2011 e 2012 impulsionados por uma sequência de fatores. Por quase duas décadas, a indústria mundial de dióxido de titânio e também as mineradoras que extraem ilmenita e rutilo, insumos utilizados na produção de TiO2, não se sentiram estimuladas economicamente a investir em aumento da capacidade de produção. O problema se agravou com a crise econômica mundial em 2008, quando houve até mesmo o fechamento de unidades produtivas.

    No final de 2010 e início de 2011, houve um aumento das encomendas, pois se acreditava numa retomada do crescimento da economia mundial. Em decorrência dessa crença, os preços dos minérios subiram. Em um prazo de 18 meses, a tonelada de ilmenita passou de US$ 90,00 para mais de US$ 300,00, estabilizando-se entre US$ 260,00 e US$ 280,00. A alta impactou as projeções de aumento no preço do TiO2. Em um primeiro momento, usuários industriais de dióxido de titânio – fabricantes de masterbatch, de tintas, de borracha e de papel – formaram estoques preocupados com a alta no custo do insumo e para se prevenir contra o risco de desabastecimento. Mas como a economia mundial não reagiu como esperado, os usuários de TiO2, no decorrer de 2012, reduziram as encomendas do insumo e passaram a queimar seus estoques. Com a retração das encomendas, a indústria mundial do aditivo, que tem uma capacidade produtiva instalada estimada em 6 milhões de toneladas, passou a operar, na virada de 2012 para 2013, utilizando algo entre 60% e 70% de sua capacidade.

    O único produtor de TiO2 instalado no Brasil é a Cristal. A companhia mantém uma estrutura de produção integrada. Em Mataraca, na Paraíba, a empresa explora uma mina com vida útil estimada até 2020 de zirconita, cianita, ilmenita e rutilo. Estes dois últimos minérios são transportados por 1.100 km para abastecer a fábrica de dióxido de titânio mantida na Estrada do Coco, próxima de Camaçari, na Bahia. A fábrica tem capacidade instalada de 60 mil toneladas anuais. Marino relata que a produção da unidade, que em 2011 estava entre 80% e 85% da capacidade, também foi reduzida, acompanhando a tendência internacional.

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    O encolhimento da produção de TiO2, porém, ainda não impactou nos preços da ilmenita e do rutilo, que continuam inflacionados. A nova situação do mercado global, com custos produtivos elevados e demanda em baixa, passou a gerar especulações sobre a possível postergação de investimentos programados. A principal iniciativa em curso é da americana DuPont, a maior produtora mundial, com uma capacidade de 1,1 milhão de toneladas de TiO2, em cinco fábricas nos Estados Unidos, México e Taiwan, que anunciou em 2011 a ampliação de sua fábrica mexicana.

    A companhia, que está reformulando seu quadro de lideranças mundiais no negócio de TiO2 – no início de fevereiro, anunciou o executivo Luis Rebollar como novo vice-presidente para a divisão de dióxido de titânio para a América Latina –, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que mantém seu plano de expansão. “A DuPont reforça o seu compromisso com o mercado de dióxido de titânio e comunica que mantém os investimentos na expansão da unidade de Altamira, no México. Desde 2011, a unidade passa por um processo de ampliação de sua atual capacidade de produção, cujos investimentos totalizarão cerca de US$ 500 milhões. Este é o maior investimento da empresa na América Latina e adicionará cerca de 200 mil toneladas à capacidade global de produção. A expansão é parte estratégica do plano de crescimento da DuPont para os próximos anos”, comunicou a empresa.


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