Tintas e Revestimentos

28 de maio de 2014

Tintas e revestimentos: Copa e eleições esquentam o clima dos negócios com pigmentos sustentáveis

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Fairbanks
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Química e Derivados, Tintas e revestimentos: Copa e eleições esquentam o clima dos negócios com pigmentos sustentáveis
    A copa do mundo de futebol está prestes a começar no Brasil, mas ainda há muitas superfícies para pintar, tanto nos estádios, quanto nos aeroportos, ambientes em frenética atividade para oferecer conforto aos visitantes. A realização desse tipo de evento – em 2016, será a Olimpíada do Rio – representa uma grande oportunidade para venda de tintas e, por consequência, de pigmentos.

    Além de ter um motivo para aumentar as vendas, os pigmentos também estão em fase de mudanças. Os fabricantes de tintas, liderados pela Associação Brasileira de Tintas (Abrafati), voluntariamente, decidiram banir de todas as suas formulações o uso de metais pesados, entre eles o cromato de chumbo, responsável por atribuir as cores amarela e laranja, com alto brilho e grande durabilidade. A lei 11.762/2008 já determinara um limite de 0,06% em peso de chumbo nas tintas decorativas imobiliárias e infantis, tanto na forma de pigmentos quanto na de secantes, mas seu uso ainda é admitido legalmente em aplicações industriais.

    Pigmento considerado barato pelo setor, ele representa um risco comprovado para a saúde dos trabalhadores, em especial os que precisam lixar as superfícies pintadas com essa substância. Além disso, o descarte incorreto de tintas e resíduos pode gerar um problema ambiental.

    Do ponto de vista global, a transferência da fabricação europeia e norte-americana para a Ásia e a consolidação dos fabricantes tradicionais, a exemplo da compra dos negócios com pigmentos da Ciba pela Basf, permite uma revisão de alianças comerciais e de estratégias.

    Química e Derivados, Peres: orgânicos substituem os metais pesados nas tintas

    Peres: orgânicos substituem os metais pesados nas tintas

    “Ano de eleição com copa do mundo puxa a venda dos pigmentos coloridos, mais usados nas tintas decorativas imobiliárias”, considerou Luís Carlos Peres, gerente de vendas para a América Latina da área de coatings da Clariant. Além do acabamento das instalações e residências, ele apontou um consumo sazonal típico do período dos jogos: o uso de tintas para as pinturas de ruas, como forma de expressão da arte popular. “Antigamente, em anos eleitorais, havia também um grande consumo de tintas para pintar muros com nomes de candidatos, uma demanda que caiu em desuso, principalmente em São Paulo.”

    Peres observou que a realização da copa do mundo no primeiro semestre do ano contribuirá para equilibrar melhor as metades do exercício, historicamente com vendas maiores entre julho e dezembro. Mesmo sem contar com os dados consolidados do primeiro trimestre, ele informa que as tendências previstas para o início de 2014 estão se realizando.

    “A previsão era de termos um ano muito bom para todos os segmentos de tintas, tanto na imobiliária quanto na automotiva e na industrial”, afirmou Peres. No entanto, embora se declare satisfeito até então, ele salienta que esses mercados dependem da estabilidade da economia mundial, da evolução dos juros e da cotação do dólar no Brasil, entre outros fatores. “Os pessimistas esperavam um crescimento de 1% a 2%, enquanto os otimistas falam em 3% a 4% nas vendas de tintas”, informou.

    Análise semelhante faz Taíse Ayres Mendes, coordenadora de marketing da área de pigmentos inorgânicos da Lanxess para a América Latina. “Temos boas expectativas de crescimento de vendas para 2014”, comentou. Ela informou que os resultados de 2013 foram afetados pelas dificuldades econômicas globais e seus reflexos no Brasil. Apesar disso, ela informou que a companhia ampliou em 3% sua participação no mercado local no ano passado.

    Química e Derivados, Taíse espera manter o avanço dos óxidos de ferro no mercado

    Taíse espera manter o avanço dos óxidos de ferro no mercado

    Nas linhas decorativas imobiliárias, Peres aponta uma evolução nas exigências dos consumidores das classes C e D, agora requisitando tintas de melhor qualidade. “Essa exigência barra o uso de pigmentos de baixa qualidade, forçando o mercado a evoluir”, avaliou. Como curiosidade, ele apontou que a região Nordeste do Brasil, assim como a América Latina, consome mais tintas coloridas do que as regiões Sul e Sudeste.

    A elevação dos requisitos de qualidade é confirmada por Cristine Lopes de Camargo, gerente comercial da Colormix. “O mercado de pigmentos busca fornecedores que lhes garantam qualidade e reprodutibilidade, além de assistência na pré e pós venda”, informou. Com isso, os clientes estão mais atentos à procedência do pigmento e ao suporte que o fornecedor lhe oferece. As resistências químicas, solidez e características de dispersão também tem sido muito avaliadas, para não gerar retrabalho na elaboração da tinta, como salientou.

    A Colormix possui grande participação nas vendas de pigmentos de efeito, contando com produtos da Eckart (Altana Group). “A busca por pigmentos de efeito é cada vez maior em todos os segmentos de tintas, pois agregam valor ao produto acabado”, comentou Cristine. A participação de mercado da Eckart é reforçada mediante um fluxo constante de inovações, com lançamentos em pigmentos metálicos (leafings, non leafings, cromados), pérolas sintéticas com diferentes cores (linha Symic) e pérolas de vidro com excelente brilho (linha Luxan).


    Página 1 de 3123

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *