Química

22 de março de 2013

Tintas e Revestimentos – Cliente industrial exige solventes eficientes, seguros e sustentáveis

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    demanda por solventes por parte da indústria de tintas se manteve estável, até com crescimento no volume comercializado no país de alguns itens. O feito pode ser considerado notável, levando-se em conta o fato de as economias dos países ocidentais permanecerem em forte contenção, sendo essa uma das causas apontadas para o pífio crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro, que pode não chegar sequer a 1% em 2012.

    O setor de tintas e vernizes no país deve fechar este ano com aumento da produção volumétrica da ordem de 2%, registrando vendas de 1.426 milhões de litros, em estimativa da Abrafati. A maior parte desse volume se refere às tintas decorativas imobiliárias, segmento que consome volume muito pequeno de solventes orgânicos, pois é dominado por formulações de látices (vinílicos, acrílicos ou modificados destes) em água. Ainda persistem algumas tintas e vernizes com solventes para a pintura de metais e de madeira, mas sua substituição é crescente pelas linhas aquosas, com cheiro menos pronunciado, mais atraente para os clientes finais.

    Química e Derivados, Tintas e Revestimentos, Gráfico - Vendas efetivas de solventes hidrocarbônicos

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    Foi exatamente o segmento decorativo imobiliário que sofreu mais em 2012, com a queda na aceleração de vendas de imóveis. Para o setor de solventes, porém, como suas vendas estão mais relacionadas às tintas de uso industrial e repintura automotiva, as vendas cresceram em 2012.

    É preciso considerar que o governo federal aumentou as alíquotas do imposto de importação de cem produtos, entre eles alguns solventes com fabricação nacional, como forma de ajudar os produtores locais a enfrentar a importação de excedentes internacionais, cujo volume disponível aumentou muito com a crise econômica global. Essa proteção se somou aos direitos antidumping obtidos no ano anterior contra importações lesivas de alguns solventes, especialmente aquelas oriundas dos Estados Unidos. É o caso da família dos glicóis, como o butilglicol.

    Química e Derivados, Tintas e Revestimentos, Gráfico - Vendas efetivas de solventes hidrocarbônicos

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    Essa proteção, no entanto, acabou saindo pela culatra. “Nós importamos butanol, que também entrou na lista, para fazer acetato de butila, mas essas proteções somadas acabaram por aumentar nossos custos”, explicou Adrianne Pedrosa, diretora global de marketing estratégico da Rhodia Coatis. “Como o preço para os clientes subiu, as importações de acetatos começaram a crescer, ou seja, essa política de incentivos não foi eficiente para a cadeia produtiva como um todo.”

    Apesar disso, ela recomenda olhar com cuidado a questão da proteção à indústria nacional, uma vez que os mercados consumidores tradicionais estão deprimidos e o Brasil, que vinha crescendo em ritmo acelerado, tornou-se uma alternativa para absorver produtos químicos. Além disso, os custos de energia e logística conspiram contra os resultados das operações nacionais. “Somos competitivos em toda a América Latina, mas é importante proteger a produção; estamos no Brasil há muito tempo, basta ver o nosso site de Paulínia-SP, que acabou de completar 70 anos de operação contínua”, afirmou Adrianne.

    A venda de solventes da Rhodia Coatis apresentou crescimento de vendas de 4% em volume durante 2012. “Foi melhor que 2011 e ficamos acima do PIB, comprovando o aumento da demanda pelos nossos oxigenados”, comentou. O faturamento também subiu, segundo informou, porém sem mencionar o seu valor. A linha de solventes oxigenados da empresa não foi atingida pelo acidente ocorrido em meados do ano na linha de intermediários de poliamida, tendo mantido sua produção regular durante todo o período.

    As vendas da Coatis se dividiram em 40% para tintas e vernizes e 60% para outros segmentos, como adesivos, household, cosméticos, entre outros. Nas aplicações ligadas a tintas e vernizes, os principais clientes listados por Adrianne são ligados aos setores automotivo, industrial e de tintas de impressão de embalagens, nos quais o elevado desempenho técnico dos oxigenados é valorizado. O portfólio compreende seis famílias químicas (acetatos, cetonas, álcoois, glicóis, ceto-álcoois e cetais), abrangendo ranges de evaporação dos mais rápidos aos mais lentos, oferecendo também vantagens ambientais. É o caso do acetato de etila, com produção alimentada por etanol de cana, e da recente linha de produtos Augeo, derivada de glicerina, que pode substituir o agora caro butilglicol. “Os produtos Augeo estão consolidando mercados no Brasil e na América Latina, substituindo com vantagem os glicóis e seus acetatos de origem petroquímica, alguns dos quais agressivos à saúde humana e ao meio ambiente”, afirmou a diretora de marketing estratégico da Rhodia Coatis.


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