Tintas e Revestimentos

15 de junho de 2011

Dispersantes para Tintas – Venda de tintas premium incentiva o uso de insumos mais eficazes

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Revista Química e Derivados - Tintas - Dispersantes - Venda de tintas premium incentiva o uso de insumos mais eficazes

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    segmento de dispersantes para tintas está em alta, crescendo em um mercado aquecido. “Nos últimos dois anos, o aumento, na casa dos dois dígitos, é impulsionado pelo crescimento da construção civil, pela estabilidade econômica e pelo acesso de novos consumidores ao mercado de tintas. Também tem sido possível observar um aumento da utilização de dispersantes nas linhas premium de tintas”, declara Franco Faldini, diretor de marketing da Dow Coating Materials para a América Latina.

    “A demanda está forte e continua crescendo no mercado de tintas”, testemunha Roberto Kirschner, diretor da Huntsman Performance Products. “Os fabricantes estão buscando o melhor rendimento de seus pigmentos por causa do seu alto custo; e os dispersantes os ajudam nessa tarefa. O maior uso de tintas base água também favorece o uso de mais dispersantes.”

    Karine Framesqui, coordenadora do laboratório de aplicações técnicas/industrial applications para a América Latina da Clariant, avalia que o mercado para dispersantes apresenta “crescimento orgânico” e afirma que a procura por produtos ambientalmente corretos, mais efetivos, com o poder de reduzir a quantidade de pigmentos nas tintas, e livres de nonilfenol, é crescente.

    Aurélio N. Rocha, gerente de vendas da área de tintas e aditivos da BYK, considera que aditivos dispersantes e umectantes são “fundamentais em quaisquer tipos de tintas pigmentadas. Sem eles não se pode dispersar ou formular uma determinada cor”. Por isso, conclui: “A procura por dispersantes é intrínseca na formulação de tintas.”

    “Acompanhando o mercado, acreditamos crescer em torno de 3% a 4% este ano”, antecipa José Jordano, gerente de mercado do departamento técnico-comercial da Polystell do Brasil.

    Kirschner informa que a indústria continua perseguindo a estratégia de inovar e desenvolver dispersantes cada vez mais eficazes, ainda que os poliméricos não sejam novidade. “Os novos dispersantes geram uma maior intensidade de cor com menos viscosidade e menor dosagem. Eles estão sendo desenvolvidos para permitir uma ainda maior concentração de pigmentos com viscosidade aceitável”, explicou.

    Rocha destaca que a BYK está lançando muitos produtos novos, principalmente para a linha de tintas decorativas: “Sempre visando tintas com VOC-free e, como consequência, 100% ecológicas.” De acordo com Jordano, os formuladores de tintas buscam produtos de alta performance com preços competitivos: “Outra importante característica procurada hoje é a utilização de produtos que apresentem mais de uma funcionalidade e impactem menos o meio ambiente.” Karine declara que é constante a busca por produtos mais eficientes e com melhor relação custo/benefício. “Para atender a essa demanda, a Clariant vem desenvolvendo novos produtos”, disse.

    Faldini observa que o mercado de tintas tem procurado cada vez mais não apenas um produto, mas pacotes completos de soluções para atender às novas e diferentes necessidades do mercado brasileiro (aplicações com baixo VOC e odor, com maior durabilidade, para usos externos ou internos). “A Dow Coating Materials tem oferecido vários pacotes de soluções aplicando suas tecnologias, com um portfólio de produtos diferenciado que inclui uma linha completa de dispersantes (poliácidos, copolímeros hifrofóbicos e copolímeros hidrofílicos), sob a marca Orotan”, comentou.

    Quando se fala em perspectivas para o segmento, Kirschner enfatiza que os dispersantes também são encontrados em áreas de alta tecnologia, tais como a dispersão de nanocarbonos em tintas, revestimentos e outras aplicações. Até no desenvolvimento de placas de circuito impresso, os dispersantes podem ter um papel fundamental na obtenção de um bom desempenho, garante. “Os dispersantes, talvez, também possam ser usados em tintas condutivas e novos mercados de revestimentos”, prevê.

    Lembrando que o uso de dispersantes para tintas está, obviamente, atrelado ao crescimento deste mercado, Jordano acredita que as oportunidades tendem a crescer “a partir do momento em que os fabricantes disponibilizarem produtos com base na nanotecnologia – ainda é um desafio –, abrindo novas janelas de aplicação”. Como ele costuma dizer, na área de pesquisa, o desenvolvimento de produtos com características nano é a bola da vez nas mãos dos fabricantes de matérias-primas para tintas.


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