Química

15 de abril de 2010

Tintas – Crédito fácil e IPI reduzido estimulam consumo de imobiliárias

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Publicado por: Denis Cardoso
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    s estímulos ao setor de construção civil, como a redução do IPI (Imposto sobre produtos industrializados), e as novas modalidades de crédito para a compra de materiais de construção (queda de juros e alongamento nos prazos de financiamento), além do aumento de renda da população, trouxeram benefícios à indústria de tintas imobiliárias em 2009 e boas esperanças para 2010. Por questões estratégicas, a grande maioria das empresas do setor reluta em revelar os seus números e estimativas para o setor. No entanto, as mesmas companhias não escondem o entusiasmo em relação ao segmento de tintas decorativas imobiliárias, que no ano passado respondeu por 59% do faturamento dos fabricantes e 76% do volume total vendido ao mercado.

    Química e Derivados, Dilson Ferreira, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas(Abrafati), Tintas - Crédito fácil e IPI reduzido estimulam consumo de imobiliárias

    Ferreira: setor deve crescer 2% com programa de casas populares

    As iniciativas de incentivo à construção civil foram responsáveis por manter as vendas de tintas aquecidas em 2009, depois de um primeiro trimestre muito negativo, afirma Dilson Ferreira, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). “As vendas para o setor imobiliário cresceram 0,7% em 2009 (para 982 milhões de litros), comparadas ao ano anterior, diferentemente do que ocorreu com o segmento de tintas como um todo, que teve queda de 0,9% nas vendas (1,232 bilhão de litros)”, compara o executivo.

    A prorrogação do desconto do IPI para material de construção até 31 de dezembro (a desoneração valeria até final de junho), anunciada em abril pelo ministro Guido Mantega, traz ainda mais confiança aos fabricantes de tintas. Para 2010, a Abrafati espera um aumento de 3,5% nas vendas, “em virtude principalmente da manutenção do conjunto de condições favoráveis que vem permitindo o expressivo crescimento da construção civil”, diz Ferreira. O executivo da entidade que reúne os fabricantes ressalta que, pela primeira vez na história, em 2010, os negócios anuais de tintas imobiliárias ultrapassarão a marca de 1 bilhão de litros vendidos. Em 2009, o faturamento obtido com a comercialização de tintas imobiliárias registrou recuo de 2,3%, para US$ 1,936 bilhão, na comparação com 2008, enquanto a receita total do setor de tintas teve queda de 5%, totalizando US$ 3,03 bilhões, de acordo com a Abrafati.

    Segundo Ferreira, a finalização das primeiras unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, com o qual o governo federal projeta a construção de um milhão de moradias populares, e o significativo crescimento dos financiamentos imobiliários geram forte otimismo. Além disso, os fabricantes de tintas contam com um novo impulso da indústria automobilística e o avanço das obras públicas de infraestrutura, que estão em fase de inauguração em função do período eleitoral. Ferreira afirma ainda que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os preparativos para eventos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada, em 2016, também devem ajudar a alavancar o mercado.

    Em relação ao Minha Casa, Minha Vida, apesar da expectativa positiva, o presidente-executivo da Abrafat diz que ainda não é possível dimensionar o real aumento das vendas que o programa irá proporcionar, pois as tintas só entram na fase final das obras. “No entanto, somente as unidades da primeira etapa do programa significarão a venda adicional de 50 milhões a 60 milhões de litros de tintas imobiliárias, ou seja, 5% a 6% do total vendido num ano”, calcula. “Mesmo que essas unidades levem três anos para serem entregues em sua totalidade, serão cerca de 2% a mais em vendas ao ano”, acrescenta Ferreira.

    A Universo, com fábrica em Diadema-SP, aposta em uma forte expansão das vendas em 2010, dando continuidade ao expressivo crescimento registrado pela empresa no ano passado, de acordo com Ary Machado, diretor-comercial da companhia. “Em 2009, crescemos 35%, em volume, em relação a 2008, e neste ano pretendemos aumentar as vendas de 18% a 20%”, prevê o executivo. Atualmente, a companhia vende cerca de 7 milhões de litros por mês, entre tintas base água (5 milhões de l/mês) e base solvente (2 milhões de l/mês).

    Para Machado, a Universo espera obter bons resultados com as vendas de tintas standard e econômica, em razão principalmente do avanço do programa Minha Casa, Minha Vida. “Somos a última fase da construção civil. Depois do boom de ferragens, esquadrias, portas e outros materiais, fala-se em tintas. Portanto, somente a partir de agora é que saberemos quanto iremos crescer com esse programa”, comenta Machado. Segundo ele, a projeção de crescimento para este ano (de 18% a 20% em relação a 2008) não contempla o acréscimo decorrente desse programa oficial, “pois ainda não temos a noção exata de como está o canteiro de obras no país, impossibilitando apontar estimativas”.


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